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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Cientistas russos estão a um passo da cura da cegueira

A cura da cegueira está próxima. Quem o garante é o Centro de Análises Clínicas de Medicina Físico-Química da Rússia, cujos cientistas afirmam ter cultivado retinas, com sucesso, através da reprogramação de células.

Segundo um estudo publicado esta quarta-feira no jornal russo Izvestia, um primeiro transplante de testes será realizado em 2017.

Com a ajuda de novas tecnologias, cientistas planeiam realizar posteriormente estudos também no uso de células reprogramadas no tratamento da doença de Parkinson.

A reprogramação de células é um fenómeno bastante recente na ciência.

O professor Signa Yamanaka, investigador da Universidade de Quioto e prémio Nobel em 2012, descobriu a capacidade única de células humanas de determinados tecidos, como a pele, de mudar a sua estrutura para o estado embrionário.

As células-estaminais podem também dar origem a quase todo o tipo de tecido.

Segundo os cientistas do CAC MFQ – Centro de Análises Clínicas de Medicina Físico-Química da Rússia, é agora possível criar uma retina a partir dos fibroblastos da pele.

Esta operação permitirá tratar, em primeiro lugar, pacientes que estão a perder a visão devido a degeneração macular genética, doença que causa a cegueira em pessoas com mais de 55 anos.

O tecido mais fácil de usar na reprogramação de células é a pele, porque a realização da biopsia não causa danos graves ao paciente, e as células multiplicam-se significativamente.

Mesmo havendo alguns tratamentos que retardam o progresso da cegueira, os pacientes com degeneração macular genética começam a cegar entre 20 e 30 anos, – não havendo, até agora, tratamento eficaz contra ela.

Segundo o chefe do Laboratório de Tecnologias Biomédicas do CAC MFQ, Sergei Kiselev, testes clínicos de transplante de retina estão a ser realizados actualmente nos EUA e na Europa.

Foram também realizados no Japão, antes de serem temporariamente suspensos devido a mudanças na legislação, mas o país pretende continuar com o desenvolvimento da técnica em 2017.

Mesmo havendo tratamentos que retardam o progresso da cegueira, os pacientes com degeneração macular genética começam a cegar entre os 20 e 30 anos, pois não há, até agora, um tratamento definitivo contra a cegueira.

A técnica poderá também ser usada para o transplante de neurónios humanos, que, juntamente com um procedimento da correcção de genoma, ajudará no tratamento de pacientes com a doença de Parkinson.

Página no Facebook jornalinho: 2 Dezembro 2016
Fonte: ZAP

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