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domingo, 14 de dezembro de 2014

Até 2020 o número de deficientes visuais poderá dobrar no mundo.


Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência visual, o que corresponde a 3,5% da população. Desse total: 528.624 pessoas são incapazes de enxergar (cegos); 6.056.654 pessoas possuem grande dificuldade permanente de ver (baixa visão ou visão subnormal). Outros 29 milhões de pessoas declararam possuir alguma dificuldade permanente de visão, ainda que usando óculos ou lentes.
A vida do deficiente visual é marcada também por uma luta por inclusão social, direito à educação e inserção no mercado de trabalho. Entre os problemas enfrentados diariamente por pessoas que possuem problemas de visão está a falta de acessibilidade, inclusive nas vias públicas e nos transportes urbanos. Mesmo nos grandes centros os investimentos em políticas públicas para promover o direito constitucional de ir e vir ainda são modestos e caminham lentamente.

Nos últimos anos, foram realizadas algumas adaptações na cidade de São Paulo, como faixas táteis nos pisos, com textura e cor diferenciadas, além de informações acompanhadas dos signos em Braille, mas a promoção da acessibilidade ainda engatinha numa das maiores cidades do mundo.

Sobre deficiência visual no mundo

A cada 5 segundos 1 pessoa se torna cega no mundo.
Do total de casos de cegueira, 90% ocorrem nos países emergentes e subdesenvolvidos.
Até 2020 o número de deficientes visuais poderá dobrar no mundo.
Com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significa o fim de uma vida independente e produtiva.
* Dados World Report on Disability 2010 e Vision 2020
A Organização Mundial da Saúde aponta que, se houvesse um número maior de ações efetivas de prevenção e/ou tratamento, 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados. Ainda segundo a OMS cerca de 40 milhões a 45 milhões de pessoas no mundo são cegas; os outros 135 milhões sofrem limitações severas de visão.
Glaucoma, retinopatia diabética, atrofia do nervo ótico, retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) são as principais causas da cegueira na população adulta. Entre as crianças as principais causas são glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular congênita.

O que é deficiência visual?

A deficiência visual é definida como a perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da visão. O nível de acuidade visual pode variar o que determina dois grupos de deficiência:
· Cegueira - há perda total da visão ou pouquíssima capacidade de enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita.
· Baixa visão ou visão subnormal - caracteriza-se pelo comprometimento do funcionamento visual dos olhos, mesmo após tratamento ou correção. As pessoas com baixa visão podem ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos óticos especiais.

fonte: http://www.prograd.uff.br
Foto,Yesterday,Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência visual, o que corresponde a 3,5% da população. Desse total: 528.624 pessoas são incapazes de enxergar (cegos); 6.056.654 pessoas possuem grande dificuldade permanente de ver (baixa visão ou visão subnormal). Outros 29 milhões de pessoas declararam possuir alguma dificuldade permanente de visão, ainda que usando óculos ou lentes.
A vida do deficiente visual é marcada também por uma luta por inclusão social, direito à educação e inserção no mercado de trabalho. Entre os problemas enfrentados diariamente por pessoas que possuem problemas de visão está a falta de acessibilidade, inclusive nas vias públicas e nos transportes urbanos. Mesmo nos grandes centros os investimentos em políticas públicas para promover o direito constitucional de ir e vir ainda são modestos e caminham lentamente.

Nos últimos anos, foram realizadas algumas adaptações na cidade de São Paulo, como faixas táteis nos pisos, com textura e cor diferenciadas, além de informações acompanhadas dos signos em Braille, mas a promoção da acessibilidade ainda engatinha numa das maiores cidades do mundo.

Sobre deficiência visual no mundo

A cada 5 segundos 1 pessoa se torna cega no mundo.
Do total de casos de cegueira, 90% ocorrem nos países emergentes e subdesenvolvidos.
Até 2020 o número de deficientes visuais poderá dobrar no mundo.
Com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significa o fim de uma vida independente e produtiva.
* Dados World Report on Disability 2010 e Vision 2020
A Organização Mundial da Saúde aponta que, se houvesse um número maior de ações efetivas de prevenção e/ou tratamento, 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados. Ainda segundo a OMS cerca de 40 milhões a 45 milhões de pessoas no mundo são cegas; os outros 135 milhões sofrem limitações severas de visão.
Glaucoma, retinopatia diabética, atrofia do nervo ótico, retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) são as principais causas da cegueira na população adulta. Entre as crianças as principais causas são glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular congênita.

O que é deficiência visual?

A deficiência visual é definida como a perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da visão. O nível de acuidade visual pode variar o que determina dois grupos de deficiência:
· Cegueira - há perda total da visão ou pouquíssima capacidade de enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita.
· Baixa visão ou visão subnormal - caracteriza-se pelo comprometimento do funcionamento visual dos olhos, mesmo após tratamento ou correção. As pessoas com baixa visão podem ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos óticos especiais.

fonte: http://www.prograd.uff.br,

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

terapia genética poderia ajudar milhares de pessoas cegas.


terapia genética poderia ajudar milhares de pessoas cegas
A forma radical de terapia genética, que remodela células do olho em receptores de luz pode ajudar a restaurar a visão de pessoas que são completamente cegos.
Em testes iniciais em cães cegos com uma doença hereditária semelhante à retinite pigmentosa condição humana (RP), os animais foram capazes de dizer a diferença entre a piscar luzes e não intermitente.
Blind Mice dado o mesmo tratamento foram capazes de percorrer um labirinto, bem como os ratos normais.
A nova abordagem cria fotorreceptores de substituição a partir de células que normalmente não reagem à luz. Os ensaios clínicos em seres humanos com doenças degenerativas dos olhos poderia seguir.
O tratamento "híbrido", publicado na revista Proceedings Journal of the National Academy of Sciences, envolve um gene que altera as células não-sensíveis à luz e um "photoswitch" química injetada. Professor Ehud Isacoff, da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse: "O cão tem uma retina muito semelhante à nossa, muito mais do que os ratos, por isso, quando você quiser trazer uma terapia visual para a clínica, você quer primeiro show que que funciona num modelo animal de grande porte
"Nós já mostramos que podemos entregar a photoswitch e restaurar a resposta à luz para a retina cega no cão, bem como no mouse. Podemos reanimar a retina cão. "
O novo tratamento emprega um vírus para inserir um gene em células normalmente não-sensíveis à luz que lhes dá o potencial para "ver".
O gene produz uma proteína que actua como um bloqueio. Quando a chave molecular desde o interruptor de fotorreceptores é inserida na fechadura, sensibilidade à luz está ligada.
No entanto, uma nova injecção do photoswitch tem de ser feita a cada semana para manter o seu efeito.
A terapia é dito ser promissora porque, embora as doenças tais como RP destruir células fotossensíveis do olho, as outras células da retina são muitas vezes deixadas intactas.
Em testes com ratos, o gene foi inserido com sucesso em quase todos os milhão ou mais células ganglionares da retina do roedor. Os cientistas também estão olhando para ver se o photoswitch pode ativar outros tipos de receptores, incluindo algumas que possam permitir a percepção de luz mais fraca.
A terapia é um de uma série de potenciais tratamentos para a cegueira em estágios iniciais de desenvolvimento, dois dos quais produziram resultados experimentais promissores deste ano.
Em outubro, os cientistas de os EUA empresa Ocata Therapeutics mostraram que as células da retina derivadas de células-tronco poderia seguramente ser implantados em pacientes e melhorar a visão em alguns casos.
No início deste ano, os cientistas da Universidade de Oxford elogiou os resultados dos ensaios de uma terapia genética para choroideremia, uma causa hereditária rara de cegueira que afeta uma em cada 50 mil pessoas.
Inserção de um gene chamado faltando REP1 impedido progressão para cegueira e levou a melhorias dramáticas na visão de dois homens em um estágio avançado de perda de visão.
RP afeta cerca de 25.000 pessoas no Reino Unido e, pelo menos, dois milhões em todo o mundo.
Cerca de um em cada 80 da população transporta um dos genes defeituosos que causam a doença.
http://www.scotsman.com/…/gene-therapy-could-help-thousands
www.scotsman.com, scotsman.com

sábado, 6 de dezembro de 2014

Eu estou curado!


Durante muito tempo da minha vida procurei não olhar nos olhos da minha deficiência visual. Tratava do assunto com indiferença, como quem tenta "varrer para debaixo do tapete" aquilo com o que não sabe conviver. Eu, familiares e amigos vivíamos num "faz de conta" em que fingíamos que tudo estava normal e que não havia nada de diferente comigo, obviamente uma quimera.
Os bons pais sempre querem o melhor para os filhos. Como os meus são excelentes, buscaram me fazer ter muita autonomia e a encarar tudo de peito aberto - o que demorei um pouco para aprender. Tratar alguém com deficiência desse jeito, naquela época era considerado "prafrentex" demais e lembro que muita gente achava que eu devia ficar escondido em casa como um peixinho no aquário. Ufa, eles não fizeram isso! Me tratavam como uma "criança normal".
Eu sempre respeitei e admirei o modo como eu fui criado, mas algumas coisas foram um pouco difíceis e por caminhos tortuosos. Para eles, eu seria mais feliz se ficasse curado e fosse "normal". Isso me trouxe algumas sensações péssimas e uma meia duzia de histórias engraçadas. Quando eu era criança não entendia muito bem tudo aquilo, mas sabia que eu parecia ter "algo errado".
Quando se tem alguma deficiência até as pessoas querem encontrar uma "cura" para ti a todo custo. Elas sempre conhecem "alguém que pode curar tua doença" ou pior "conhecem um remedinho que é batata... receita da vovó". Nem vou mencionar aqui que quase todo mundo me pergunta se "tem uma cirurgia que te cure? um óculos não resolve? já consultou outros médicos ou tratamento no exterior? Isso daria muito pano para manga e não é o meu foco aqui.
Eu respeito as pessoas que tem fé no plano transcendental e seus tratamentos possam me fazer enxergar normalmente, mas me dou o direito de não gostar muito desse tipo de coisa. Também deixarei de lado os "pastores e missionários" que me param na rua dizendo que esse "defeito" que eu tenho é "falta de jesus", quer dizer então que deficiência é pecado? Se eu disser o que eu penso dessa gente, processo na certa. Porém, muita gente se sente inferiorizada e triste com esse tipo de estigma.
Pior que isso, são os sujeitos que deliberadamente se aproveitam da fé alheia. Inventam histórias mirabolantes de gente que levanta da cadeira de rodas e sai andando ou cegos que voltam a enxergar. Fazem "consultas",  "remédios", infusões, chás e tantas outras coisas. Dizem que tem o dom dado por Deus, mas o contraditório é que a maioria cobram e caro para ser o "emissário do Senhor". 
Os pais, avós irmãos e amigos de quem tem deficiência não fazem ideia da "tortura" que é para a maioria de nós - ainda mais quando crianças - ir semanalmente aos curandeiros de plantão. No meu caso, ainda tenho muito vivo todo o sofrimento que eu sentia. Eu e meus pais íamos sempre cheios de esperanças de que tudo daria certo, e ao fim de tudo, era só um acumulo de decepções e desencantos. 
Ainda trago na memória a sensação de ser constantemente "preterido" por Deus, pois  tanta gente conseguia o que queria e eu não. Muitas vezes me perguntava: Porque comigo? o que eu fiz de tão errado para não dar certo? Além é claro, da sensação de desamparo e de ficar ainda mais triste vendo a decepção dos meus pais.
Muitos foram os métodos e tratamentos mirabolantes para curar minha baixa visão, foram tantas que muitas eu nem me lembro mais. Já tomei suco de couve em jejum, chá com sabor de sabonete, isso quando não tinha o tradicional banho de arruda ou de passarem um galo preto no meu corpo. Isso tudo parece meio estranho, mas a gota d'água que me fez dizer chega foi quando eu tinha uns vinte anos, período em que eu tinha cabelos até a altura dos ombros com lindos cachinhos. 
O tratamento consistia em uma compressa colocada nos olhos cujos ingredientes principais eram ovos de galinha e argila derretida em chá de camomila. Pois bem, eu fiz isso durante um tempo - contrariado é claro -, até que um dia a tal mistura vazou e encharcou meu lindo cabelo. Resultado, fiquei fedendo a ovo por umas duas semanas (não, nem banho adiantou). 
Essa foi uma parte engraçada de todo o drama que eu vivia, mas que me fez botar um ponto final naquela maluquice toda. Eu já estava realmente cansado de tentar de tudo e sempre dar errado, decidi que era o fim do meu calvário da cura.
Pouco tempo depois, minha vida tomou outros rumos e eu passei por uma série de discriminações e preconceitos  quando ainda tentava alavancar a minha carreira como professor de história. Depois de momentos bem difíceis em que eu achava que deveria mesmo desistir de tudo, comecei a refletir e pensar sobre o que eu poderia fazer para me reconstruir e fazer a minha parte para que ninguém mais passasse o que eu passei. Descobri o amor pela vida acadêmica e que era a docência nesses espaços que eu queria para o resto da vida, mais que isso, ser sempre um pesquisador-ativista.
Depois de tantos percalços, percebi que sou feliz por causa da deficiência,  e não apesar dela. Se eu tenho uma carreira em ascensão e de relativo sucesso como acadêmico e como audiodescritor consultor, devo isso a ela, se tive a chance de ter um apartamento, de ter um casamento tão bom, de viajar, de ter amigos queridos que eu amo tanto, foi por conta do que a baixa visão me proporcionou.
Nem sempre foi assim, mas atualmente trato a deficiência como um dom - tomando emprestado o conceito de Borges - adquirido e construido. Não me sinto mais defeituoso, unicamente caracterizado como alguém que tem olhos que não enxergam bem. Não me vejo limitado ou amarrado ao fracasso, mas sim, livre para um mundo de possibilidades. Os problemas e as dificuldades existem sim, mas quem não as têm? 
Depois de tanto tempo, acabei descobrindo que não foi nenhum curandeiro, pastor, padre, nenhum chá, infusão ou compressa de argila com ovo de galinha que fez esse "milagre". Sim, EU ESTOU CURADO! Me libertei das correntes dos estereótipos, estigmas e baixas expectativas. Afinal, nem a baixa visão ou o céu são meus limites. A baixa visão não foi o meu fim, mas um belo e venturoso começo...

Felipe Mianes

Fonte:http://arteficienciavisual.blogspot.com.br/2013/06/eu-estou-curado.html?m=1

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Bengala verde para a pessoa com baixa visão.

Imaginem a cena: você visualiza de longe alguém se utilizando de uma bengala, caminhando devagar por uma calçada movimentada de uma grande cidade. A pessoa se aproxima de um cruzamento e você instintivamente acelera o passo, objetivando ajudá-la a concretizar a travessia daquelas ruas com trânsito denso e complexo. Surpresa! Ao perguntar à sua mais nova companhia qual o seu destino, a resposta é o caixa eletrônico, isso mesmo, aquele para onde você também está seguindo. Bem, essa não é a última novidade do dia. Chegando lá, você observa perplexo a pessoa, que acabou de receber sua ajuda, interagindo com a máquina. Ela vê os números, demora muito, mas pega o dinheiro, conta as notas e guarda na carteira.
Pois é, estamos falando de uma possibilidade real. Mas sem estresse, o personagem bengalante de nossa historinha não se trata de um cego falso, ou como se fala na linguagem do futebol, de um gato. Logo, se o caso fosse verdade e tivesse ocorrido com você, não seria nenhuma pegadinha de programa de televisão. 
A coisa é bem mais séria, pois estamos falando de uma pessoa com baixa visão que em situações como a que acabamos de contextualizar, e em tantas outras, acaba passando por constrangimentos, de toda ordem, desde piadinhas despropositadas, até insultos de quem nem tenta entender o que está acontecendo e já se considera ludibriado.
Existem alternativas simples e bastante eficientes. Em alguns países, a ideia é que essas pessoas possam se utilizar de uma bengala com outra cor, no caso verde, o que faria com que qualquer cidadão soubesse de imediato ao oferecer uma ajuda, enfim ao interagir, que não se trataria de um cego total. Aqui no Brasil a ideia também é que a sinalização se dê a partir de uma bengala verde.
A questão, porém, é que mesmo que as pessoas com baixa visão troquem suas bengalas, com adesão total ao verd eserá que a população saberia entender esse novo símbolo? 
Não vou poder avançar, trazendo uma multiplicidade de variáveis que perpassem a baixa visão, ou visão subnormal. O fato concreto é que uma pessoa pode ver bem determinada coisa, e ser cega para tantos outros contextos. Isso somado à desinformação geral da população, e por muitas vezes da própria pessoa com deficiência, que reluta inclusive em aceitar a bengala, nos apresenta um cenário preocupante e totalmente invisível aos olhos de nossos gestores públicos, da mídia, e por consequência, de toda a sociedade.
Com esta coluna, não pretendo resolver o problema, mas espero poder ter conseguido lhes apresentar um problema. Quando a sociedade se encontra cega diante de uma demanda social, um dos bons colírios para dar início ao tratamento é, sem dúvida, a informação.
Me atrevendo a brincar um pouco de oftalmologista social, também receitaria uma boa ‘pomadinha de proatividade, misturada com indignação'. Sabendo do problema, não dá só para se lamentar e buscar culpados. Todos podem, à sua maneira, propor e viabilizar alternativas, a indignação, somada à vontade de fazer, tem por resultado a atitude e a transformação da realidade. . Então vamos lá pessoal é neste mês de dezembro que vai ser lançada no brasil a bengala verde para as pessoas com baixa visão, então pessoal vamos aderir a esta pratica quebrar a resistência ao uso de uma bengala e quebrar este estereótipo de quem usa uma bengala é uma pessoa frágil e coitadinha.Mais informações sobre o lançamento da bengala verde no site do Grupo Retina SP www.retinasp.org.br.

Carlos Ferrari

Fonte:http://www.dgabc.com.br/Noticia/468980/bengala-verde?referencia=buscas-lista

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Campanha Bengala Verde.

VENHA DE VERDE!
Dia 13 de Dezembro (sábado)

Caro afiliado,
No próximo dia 13 de dezembro, no verde do Parque Trianon, todos juntos, instituiremos a Bengala Verde para as pessoas com baixa visão. Sua participação será de suma importância para juntos iniciarmos nossa campanha de conscientização da população sobre a baixa visão, aproveitar para nesse momento apresentar a bengala verde e informá-los o porque da bengala verde.
O evento terá inicio às 10 horas e encerramento previsto para 13 horas. O Parque Trianon fica na Av. Paulista em frente ao MASP, na Estação de Metrô Trianon Masp.
Mais informações sobre a campanha e como adquirir a sua bengala verde entre em contato conosco ligando para nossa sede 5549.2239 ou retinasp@retinasp.org.br.

Participe! Todos juntos de verde!

Maria Julia da Silva Araujo
Grupo Retina São Paulo

O que é baixa visão?
Ter baixa visão significa enxergar bem menos que as pessoas normais, mas não ser cego. Para sermos considerados pessoas com baixa visão temos de ter a acuidade visual igual ou menor que 20/200 e o campo visual menor que 20 graus no melhor olho e após todos os procedimentos clínicos, cirúrgicos e de correções com lentes.
Quer dizer, que temos dificuldade em reconhecer fisionomias, ler placas de ruas, letreiros de ônibus, atravessar ruas, e em certos casos a claridade, tanto o excesso quanto a falta dela nos prejudica ainda mais. Profundidade e lateralidade são coisas que muitos de nós com baixa visão sequer conhecem. Ou seja, nossa vida não é fácil, mas todos os dias, estamos nas ruas, frequentando escolas que na maioria das vezes não estão preparadas para nos receber, estamos trabalhando utilizando recursos nem sempre adequados.

Por que a Bengala Verde?
Somos repetidamente confundidos com pessoas cegas, quando fazemos uso da bengala branca que nos auxilia muito na locomoção, ou com alguém com problemas mentais por demorarmos um pouco a mais para tomarmos decisões sobre que alimento pegar na fila do quilo, por exemplo. E pior de tudo, quando usamos a bengala,e utilizamos transporte coletivo o que é a nossa realidade diária e somos contemplados com o uso do banco preferencial par o qual temos o direito garantido, mas depois tiramos de nossos bolsos ou bolsas um celular ou livro e resolvemos usa-los porque nosso resíduo visual nos permite que usemos. Daí, prepare-se para tentar explicar a quem lhe cedeu o assento e aos que estão ao redor que você não é uma pessoa de mau caráter, tentando se passar por cego, mas sim uma pessoa com baixa visão, já que nossos olhos podem não aparentar ter qualquer problema .
E, é por estas e muitas outras razões que estamos lançando a Campanha Bengala Verde, onde as pessoas com baixa visão passarão a utilizar bengalas na cor verde o que nos diferenciará dos cegos.
Através de uma campanha maciça junto à sociedade, esperamos conscientizar o povo sobre nossa existência, importância produtiva, nossos deveres e principalmente nossos direitos.

Participe! Divulgue nossa causa.
Grupo Retina São Paulo
www.retinasp.org.br/bengalaverd

sábado, 29 de novembro de 2014

Esta retinose é mesmo uma coisa muito curiosa.


Essa retinose é uma coisa curiosa. Enche nossas vidas de contradiçoes.    
Eu tenho visao suficiente para assistir televisao, mas essas letrinhas e pequenos icones do smartphone nao ha mais oculos suficiente no mundo que me faça enxerga las.     Mas graças a Deus pessoas inteligentes pensaram em pessoas como eu e inventaram os leitores de tela. 

Andando em um parque em dia de sol, minha cegueira periferica pode passar despercebida pela maioria das pessoas. Porem, se eu entrar em uma sala de cinema , se eu nao tiver a abençoada ajuda de alguem, a cegueira se manifestará.     Sem dó e nem piedade, cruel! 
Em algumas situaçoes, dependendo da luminosidade do ambiente, dependendo do contraste, dependendo da calçada ser larga e sm buracos rsrs( sonho!) .... E assim vai... Ora la, ora ca...
E qdo e, se vier a cegueira total. Porque até nisso a retinose causa essa incerteza... Tem quem fique totalmente cego... Porem outros chegam longe com a visao central preservada. Qual sera o meu caso? Só Deus sabe!

Por tudo ser tao incerto, eu me preparo emocionalmente para qualquer situaçao.essa preparacao e adaptacao é necessaria para que a doença nao nos cause tanta tristeza.
E é o fim?
Tem quem nao concorde, mas pra mim nao é o fim mas sim, o começo de uma vida com novas experiencias, novas formas de perceber o que antes se percebia com o sentido da visao.
Assim, usar bengala para se locomover, usar os leitores de tela ou uma lupa pra ler e tantos outros recursos que hj temos disponiveis, alem de se constituirem novas experiencias, nos conectam ao mundo .  E é essa conexao que nos permite fazer o que faziamos antes de perder a visao  , poren agora, de uma nova forma!

Autora: Rafaela plachta

domingo, 9 de novembro de 2014

“Necessário é reconhecer que o olho é uma porta de entrada da visão. Mas mais necessário ainda é admitir que não é a única.


“Necessário é reconhecer que o olho é uma porta de entrada da visão. Mas mais necessário ainda é admitir que não é a única. Será que o ouvido é a porta de entrada pertencente apenas à audição. O nariz recebe somente o olfato? A boca acolhe unicamente o paladar? E o que dizer das pontas dos dedos? Dão as boas-vindas apenas ao tato? Claro que não. A audição, o olfato, o paladar e o tato também enxergam. E enxergam tanto quanto a visão enxerga.”
“Qual é a essência do olhar? É conseguir fazer chegar ao conjunto de elementos que constituem a nossa vida a compreensão de objetos, pessoas, fatos, contextos, emoções. E não há quem use apenas os olhos para isso. Mesmo os que enxergam usam todos os recursos existentes no seu corpo para levar para sua alma a visão daquilo que os cercam. A importância que damos para os olhos é exagerada, uma vez que se fossem as únicas ferramentas de condução da realidade para a alma a nossa visão do mundo seria parcial, fragmentada e, portanto, incompleta.”

João B. Cintra Ribas

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quem recebe BPC pode trabalhar sem perder o benefício.

Presidenta Dilma Rousseff sanciona lei que permite trabalho para beneficiários do BPC
A alteração na Lei Orgânica de Assistência Social autoriza pessoas com deficiência a trabalhar como aprendizes, sem perder o benefício. Também assegura que o beneficiário, se necessário, retorne ao BPC sem passar pela reavaliação médica
Pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) poderão tentar o mercado de trabalho sem perder o benefício. A presidenta Dilma Rousseff sancionou, nesta quinta-feira (1º), conforme publicado no Diário Oficial da União, projeto de lei que altera a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), muda a definição conceitual de pessoa com deficiência e amplia a possibilidade de inclusão profissional desse público.
Antes, a pessoa com deficiência perdia o benefício caso tivesse atividade remunerada, inclusive como microempreendedor individual. A partir de agora, o beneficiário pode ingressar no mercado de trabalho e ter o benefício suspenso temporariamente. Se nesse período o beneficiário não conseguir se manter no trabalho ou não adquirir o direito a outro benefício previdenciário, ele retorna ao BPC sem precisar passar pelo processo de requerimento ou de avaliação da deficiência e do grau de impedimento  pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O período de suspensão não é determinado pela lei, mas o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), responsável pela gestão do BPC, proporá ao Legislativo que seja de dois anos. Embora operacionalizado pelo INSS, o BPC não é pensão vitalícia nem aposentadoria. Os beneficiários passam por revisão do INSS a cada dois anos.
Aprendiz – Outra alteração na lei permite que pessoas com deficiência contratadas na condição de aprendizes continuem recebendo o BPC junto com a remuneração salarial durante o período do contrato. “Conforme a lei trabalhista, o contrato de aprendiz é para quem tem entre 16 e 24 anos, está vinculado ao ensino e é remunerado por hora de trabalho. No caso da pessoa com deficiência, não há limitação de idade”, explica a diretora da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS Maria José de Freitas.
A lei também define que pessoa com deficiência é aquela que tem impedimentos de longo prazo (pelo menos de dois anos) de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Os impedimentos podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais.
O BPC é um benefício mensal no valor de um salário mínimo concedido ao idoso, com 65 anos ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, que comprovem não possuir meios para se manter ou cuja família não tenha recursos para mantê-los. Em ambos os casos, é necessário que a renda bruta familiar per capita seja inferior a um quarto do salário mínimo por mês.
O benefício é gerido pelo MDS e operacionalizado pelo INSS. O recurso para pagamento do BPC sai do Fundo Nacional de Assistência Social. A previsão orçamentária para este ano é de R$ 23,1 bilhões. São 3,5 milhões de beneficiários em todo o País, dos quais 1,8 milhão de pessoas com deficiência.
Projeto piloto – Em parceria com a Federação Nacional das Associações para Valorização de Pessoas com Deficiência (Fenapave) e os ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego, o MDS realiza projeto piloto do BPC Trabalho em dez cidades, com o objetivo de promover a inserção de pessoas com deficiência, entre 16 e 45 anos, no mercado de trabalho.
Os municípios de São Paulo e Santo André, no interior paulista, executam o projeto desde o ano passado. Nesta quinta-feira (1º), a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin, assinou a ampliação do projeto para mais oito capitais: João Pessoa (Paraíba), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Recife (Pernambuco), Belém (Pará), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Teresina (Piauí), Fortaleza (Ceará) e Curitiba (Paraná).
O BPC Trabalho prevê visitas domiciliares, diagnóstico social e encaminhamento aos serviços da assistência social. Com apoio das entidades socioassistenciais, os beneficiários são avaliados quanto ao potencial de trabalho e suas demandas, identificadas para inserção profissional.
Confira  o novo texto da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) – Lei 8.742 Link externo ::

fonte:http://www.inclusive.org.br/?p=20881

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Testemunho de vida,

Vale apena parar o que está fazendo  e ler este testemunho de vida emocionante.



                       TESTEMUNHO DE MINHA VIDA

            Você conhece a palavra de DEUS que diz: O CHORO PODE DURAR UMA  NOITE, MAS A ALEGRIA VEM PELA
MANHÃ.
            Essa noite na qual a bíblia nos  fala, não é a noite que
podemos notar pelo sair do sol e o entrar da lua; essa noite é um problema, dificuldade, algo que realmente
escurece nossas vidas, estou aqui
pra  ti contar sobre minha noite, desde já ti peço desculpas pelos erros de
português.
            O motivo no qual me levou a escrever sobre minha vida, é o de mostrar as pessoas que DEUS
existe e que faz milagres, meu nome é: Wallace Vieira de Aquino, hoje tenho
22 anos e sou deficiente visual, perdi a visão em meio essa noite.

            Nasci em Astolfo Dutra (interior de MG), apenas com uns meses de vida
meus pais resolveram ir embora para Itú (interior de SP).
Cresci, estudei, e com 8 anos estava eu na escola, uma escola meio improvisada por isso organização era algo que não tinha por ali, estava eu no pátio onde era
normal  vê outros alunos andando de bicicletas; não me lembro muito bem como foi
sei apenas que fui atingido pelo guidom de uma bicicleta no lado direito
do rosto.
            Meu rosto ficou marcado com uma marca roxa, voltei pra casa e mostrei a minha mãe a marca e
disse a ela o que havia acontecido.
            "Eu era uma criança bem animada, gostava de tudo, principalmente jogar bola e andar de bicicleta"
            Alguns meses depois comecei a sentir algo estranho, comecei a
roncar durante a noite, sentia algumas dores, minha mãe me levava ao medico na santa casa da cidade, os medicos diziam que era carne
esponjosa.
            Em casa tinha outro problema, a bebida  entrava  como se fosse alguém bem intima e já era o motivo de muitas brigas
entre meus pais. Meus pais  se separaram, eu estava brincando quando o carro no qual meu pai iria embora chegou... corri para a cerâmica onde eu pude vê meu pai 
entrar no carro
e ir.
            "Se fui covarde... não sei, mas não queria vê meu pai ir embora... não de perto"
            Já havia  passado algum tempo, notei que meu nariz começou a trancar, como se estivesse gripado, fui ao medico e como sempre, isso é carne
esponjosa! era o que os medicos sempre diziam; um dia uma medica apertou meu rosto e disse a minha mãe que iria me mandar para o hospital G-Páci (Sorocaba),
era  um hospital de crianças, fiquei internado umas semanas e fiz uma
autópsia.
            "Os minutos são importantes, mesmo que sejam poucos perto de horas, um minuto fecha o
dia,  e esse um minuto estava me separando de uma noite"
            Depois de entrarmos na sala do medico ele mostrou a minha mãe o exame e explicou a ela, no fim de tudo ele disse:
        Seu filho está com um tumor, na região cabeça e pescoço.
            "Já notou como o chão parece sumir  quando mais precisamos
nos firmar? sim agora aquele um minuto já havia passado"
            Comecei a chorar, mesmo sem entender ao certo o que era
aquilo, e ao desespero minha mãe conseguiu perguntar ao medico o que era isso:
         É algo que cresce, e o do seu filho está um pouco avançado. Dizia o medico.
            Após analisar uns papeis o medico me liberou para ir pra  casa; fui transferido para o hospital HC (Hospital das
Clínicas SP). Na primeira  vez que fui a esse hospital pude ver várias pessoas
diferentes.
            "Sabe você pensa que seu problema é grande? procure saber qual é o do seu vizinho"
            Pude ver crianças  de  colo com o mesmo problema que o meu.
A viajem era cansativa 2 horas e meia  de minha casa até o hospital, todo mês eu ia com minha
mãe; fiz exames como: Ressonância magnética,  Tomografia, Laringoscopia,
e outros.
            Embora minha vida por um certo ângulo houvesse parado, o tempo ainda estava andando já estava quase com 11 anos, já não respirava pelo nariz,
meu rosto estava inchado, ia a escola e fazia tudo normal, mas isso não significa que estava tudo bem, fui piorando, o céu de minha boca começou a descer e por eu
respirar somente pela boca, ao dormir minha lingua relaxava e tocava no céu da boca e assim eu roncava muito alto. Fui chamado para internação iriam me operar, uma
operação precisa mas perigosa, disse o medico, fiquei alguns dias, semanas, internado até que chegou o
dia.
            Acordei no outro dia as 6 da manhã, me arrumaram, uma
parede branca alta com um buraco no centro, de um lado enfermeiros, e do outro medicos
pegando os pacientes para a cirurgia, aquilo me assustava; quando disseram meu nome levei um choque! com um abraço e um beijo minha mãe me disse pra eu ir que iria
dar tudo certo.
            "Comecei a andar firme e ao olhar pra traz vi minha mãe senti como se fosse a ultima vez que fosse vela, corri e dei outro abraço forte comecei a
chorar"
            Homens e mulheres com tocas e máscaras azul claro foi o que me lembro de ter
visto, entrei as 7 da manhã e saí as 23:30 da noite, 17 horas de cirurgia, acordei
na UTI fiquei ali duas semanas, não conseguia falar por causa do aparelho que estava na garganta.
            "Havia acabado... tudo havia se resolvido, pelo menos era o que
eu e minha mãe pensava"
            Depois de passar mais uns dias até tirar os pontos do rosto e da cabeça,
voltei pra casa, pessoas me esperavam, amigos vizinhos e outras que nem
conhecia.
            No outro dia eu estava fazendo 11 anos, o medico disse que eu teria que guardar repouso bola era algo que não podia pensar,
se eu tomasse uma bolada na cabeça onde eu tinha operado poderia afundar pra
dentro. Acordei e fiquei feliz por estar em casa, alguns minutos depois estava eu correndo
atrás de pipas.
            "Minha mãe ficava loca comigo, eu corria de bicicleta, jogava bola mesmo sem
poder"
            Voltei ao medico 3 meses depois pra uma consulta, fiz um exame
de Laringoscopia... é... o exame mostrou algo, somente depois de fazer outros exames foi confirmado... o tumor havia
voltado.
            "Algo parece estar longe e as  vezes parece estar perto, a vida é uma coisa... uma coisa que nós
seres humanos nunca vamos entender"
            Poderiam ter me operado novamente iria ser mais fácil se algo
sem explicação não houvesse acontecido, perderam os exames que eu havia feito. O tempo passou... muito tempo passou... eu já estava com 14 anos não respirar pelo
nariz já era uma coisa normal pra mim, meu rosto era inchado, estudava, jogava bola, e andava como um
louco de bicicleta, aprendi a dirigir com 12 anos, videogame
era minha vida, na escola não era o melhor, mas também não era o pior, ia ao medico todo
mês.
            "Por mas que fosse feliz as vezes eu pensava no problema, olhava pros  meus amigos e pensava porque não posso ser como eles?"
            Meu caderno, livro, material da escola era marcado com sangue por eu ficar muito tempo de cabeça baixa
meu  nariz sangrava, culpa da anemia. Meu rosto estava bem inchado, o céu da boca quase na
lingua.
            Tinha saído da escola (Regente Feijó) mais cedo
parei em uma locadora de videogame, estava jogando GTA, quando minha vista embaçou toda, voltei pra casa com medo procurei não dizer a ninguém mas umas semanas
depois não tinha como esconder;, pipa, bola, não conseguia ver mais, bicicleta não andava
mais, disse a minha mãe com muita dificuldade o que estava acontecendo.
            "Dia 21 de Agosto de 2007, no dia em que fiz 15 anos,
acordei completamente cego!
            Fui ao medico fizeram
vários outros exames, os medicos disseram que o tumor havia crescido tanto que tapou o nervo de meus olhos por dentro, operar não podia era
muito arriscado  só restava a radioterapia. comecei a me sufocar ao dormir o céu da boca já estava encostando tanto em minha lingua que ao dormir
tinha dificuldades pra respirar,  sufocava de uma maneira que minha mãe por diversas vezes teve que me chacoalhar na cama pra que eu volt
asse a
respirar. Minha mãe pediu que me internasse e que
colocassem  um aparelho na minha garganta pra que eu não sufocasse mais
enquanto dormisse; esse aparelho permitia que eu respirasse direto pelo
canal da traqueia.
            Comecei a fazer radioterapia 28 dias direto acordando as 2 da manhã pra voltar as 3 da
tarde, mais de 5000 dose de radioterapia tomei. No meio disso tudo a radioterapia
abriu meus vasos sanguíneos, por estar com uma anemia muito profunda comecei a dar hemorragias, vomitei bolas de sangue, em uma semana tive cinco hemorragias, comecei
a tomar um remedio tarja preta pra estancar o sangue.
            "Muitos dizem que as vezes sentimos o frio como se fosse a morte passando perto de nós, com o tempo esse
frio já era normal pra mim, sonhos, ou vontades eram coisas que já nem tinha mais, por diversas vezes disse a minha mãe, sangrando e com ela me ajudando a estancar
o sangue eu olhava pra ela e dizia: mãe! deixa pra lá, é minha hora, não tem como"
            Como se não bastasse o problema que já estava acontecendo  comigo,, tivemos que vim embora para Astolfo Dutra (interior de MG onde nasci),
minha mãe eu e minha irmã chegamos aqui em 08 de Julho de 2008; no ônibus vim pensando se aqui seria diferente sem saber bem o que era ser diferente, já no outro
dia fui a um culto, aceitei JESUS sem saber bem o que era aquilo. Comecei a ir a igreja, comecei a sentir melhora, meu primo profetizou na igreja que eu estava
curado,  mas como um novo convertido ao apertar meu rosto eu não via
diferença, porém DEUS agiu mesmo sem eu ter certeza do que era milagre.
            Comecei a respirar pelo nariz, retirei o aparelho da
garganta. Dia 10 de novembro de 2008 meu primo veio a falecer, o profeta morreu mas sua profecia
jamais; dia 26 de dezembro de 2008, depois de chegar da igreja senti dores
fortes no nariz, fiquei dia 27, 28, com dor; no outro dia fui pra Juiz de Fora cheguei ao medico fiz exames, fiquei internado 2
semanas. Saíram larvas do meu nariz 230 larvas foi que minha mãe
contou.
            "Pensava eu porque isso está acontecendo comigo? pensei que aqui seria diferente, comecei a seguir a DEUS e minha vida continua
a mesma"
            Comecei a melhorar meus olhos, nariz que estavam inchados já não estavam mais, a medica chamou eu e minha mãe e com o exame na mão disse:
 Wallace, tenho  duas notícias pra você, uma boa e uma ruim. Sem pensar eu disse:
 Fala a ruim já ta tudo ferrado mesmo! ela disse palavras que fariam de mim um pequeno:
 Wallace a  ruim é que você vai embora mas não pra sua casa sim para a casa de
apoio... a boa é que nos exames deu que não há tumor algum.
            "Sabe o chão que havia desaparecido? não sei pra onde havia
ido, sei apenas que naquele momento pude depois de muitos anos,
novamente sentir meus pés tocá-lo"
            Naquele momento pude ver o que DEUS havia feito em minha
vida, chorei... chorei muito, minha mãe nem sei ti falar como ela ficou, contei a todos, testemunhei, e peguei
firme com DEUS, aceitei JESUS de novo mas dessa vez foi de verdade. Em 2011 tive a oportunidade de começar a estudar na associação dos cegos em Juiz de Fora, braille,
informática, locomoção, e atletismo, comecei a viver, fui consagrado a obreiro da igreja, consegui o
benefício BPC LOAS.
            Estava tudo bem mas no final do ano de 2012  passei novamente pelo mesmo que havia passado em 2008, onde havia o tumor por ele ter desaparecido
ficou um espaço, por eu ter feito a cirurgia meu nariz é aberto por  dentro, é fácil pegar
infecção, mas dessa vez  foi um pouco mais complicado, fiquei 4 dias com dor, tomei remedios na veia mas a dor não parava, remedio
pra dormir não adiantava, dessa vez o medico teve que tirar várias larvas com a pinça, eu acordado sentado em uma cadeira de cabeça levantada e o medico tirando
uma por uma, mas dessa vez não estava com medo sabia que DEUS estava comigo, fiquei bem, e nos exames deu mais uma vez nada... nada de câncer ou
tumor.

            "Fui curado por DEUS, te passei minha história de vida, pra
que você possa ver que DEUS fez, faz e vai sempre fazer; DEUS existe e ele quer ti dar algo... algo que você realmente
precisa, não há
impossível para DEUS, as pessoas me perguntam se sou feliz sendo cego, eu digo que sim! DEUS já fez muitas coisas em minha vida e continua fazendo, faço tudo que
quero fazer ando na rua tenho amigos sou feliz, hoje com 22 anos vejo que
mudei, e tenho a consciência e a certeza de que sou um milagre do
SENHOR"

            E assim como por um minuto a noite entrou em minha vida, assim também ela se foi dando lugar
ao amanhecer, minha noite durou 8 anos mas a minha manhã chegou, não importa
o quanto sua noite dure acredite que o amanhecer vai chegar, e vai
trazer com ele um sol que vai te fazer esquecer tudo o que passou
durante a noite.

            Quero ti pedir um favor, passe esse testemunho pra todos que você puder poste onde você
puder. Assim não estará me fazendo ficar famoso, mas
estará falando de DEUS mostrando o que ele pode fazer e que ele tem poder pra
tudo. Obrigado por ter dado alguns minutos de seu dia para ler meu testemunho

            Meu choro durou uma noite, mas minha alegria veio pela
manhã.
        JESUS TE AMA 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A festa! Edição Rio de Janeiro!


Após a primeira edição tendo sido realizada em São Paulo no dia 13 de setembro, a primeira festa da interação do Brasil agora com sua segunda edição na cidade maravilhosa no dia 22 de novembro!

A festa da interação, é um evento que que só depende de você para ser um sucesso.
E a cada edição, um novo passo que damos para ver mudanças significativas acontecerem para a pessoa com deficiência no Brasil.
Matemática simples:
Pessoa com deficiência + pessoa sem deficiência = A festa da interação!
Uma festa onde podemos ver como pode se tornar o Brasil.
Um país sem preconceito, onde todos se ajudam e que todos percebam que a diferença maior não está no que os olhos podem ver. E que as diferenças fazem parte e são importante para o crescimento de qualquer nação.
Se podemos ver em um mesmo local, pessoas que se reúnem com um mesmo objetivo sem olhar as diferenças, podemos levar isso para fora daquele espaço, para o nosso dia a dia, mostrando que só depende de cada um de nós para que de fato as coisas mudem.
A força está nas mãos do povo, e quando o povo perceber isso, é que realmente as coisas irão mudar de verdade.
A festa!
"A união, a amizade e o respeito, são a base do nosso projeto."

Observação.:

Não garantimos que teremos ingressos disponíveis no dia do evento. Por essa razão, é muito importante que você adquira o seu o quanto antes no contato abaixo

Se desejar mais informações, acesse o link abaixo e saiba tudo sobre
Afesta:
www.espacoeficiente.com.br/afesta.php
E-mail:
espacoeficiente@gmail.com

POR:EQUIPE A FESTA.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Homem com Retinose Pigmentar pôde rever a esposa depois de 33 anos.

Como funciona?

O olho biônico, cujo nome é Argus II, foi criado por pesquisadores da Universidade Duke e já tem autorização para ser comercializado nos EUA. Ele é composto por um sensor implantado diretamente no olho e uma câmera acoplada a um par de óculos (tipo um Google Glass).

As informações visuais captadas pela câmera são enviadas via wireless e transformadas em sinais elétricos pelo sensor, que estimula o nervo óptico.

Infelizmente a tecnologia do Argus ainda não possibilita uma visão detalhada das coisas. Por enquanto, Larry enxerga apenas flashes de luz, o que o permite distinguir faixas de pedestre da rua, portas da parede e outras coisas grandes. Ainda não vê o suficiente para deixar de ser considerado cego pela legislação americana.

Mesmo assim, ele disse que conseguiu rever cenas que acreditava serem apenas memórias antigas, como a lua cheia, um pato nadando na lagoa e até os crisântemos amarelos de sua esposa.

Os prognósticos para a tecnologia são muito positivos. Basta lembrar dos grandes avanços que separam os primeiros aparelhos auditivos dos atuais. Ao menos 1,5 milhão de pessoas que perderam a visão por causa de retinoses podem se beneficiar com o novo dispositivo.



fonte:http://www.brasilpost.com.br/2014/10/13/cego-olho-bionico_n_5980310.html

sábado, 11 de outubro de 2014

Alma em solidão.

Autor:Abdul Nasser 
ALMA EM SOLIDÃO

Se olhos são a janela da alma, o que fazer quando essas janelas, aos poucos, se fecham?

Todos os dias, uma fresta se perde, menos luz...

Minha alma parece uma criança de castigo, tentando ver a alegria lá fora, por entre as frestas que restam...

Caminhar para uma prisão dentro de si, não uma solitária, pois ainda se pode ver por outros meios, mas, ainda assim, meu corpo me priva dessas janelas, dia a dia...

O processo de aceitar que logo minha alma, que vivia de frente pro mar, vai se mudar para um cubiculo escuro e sem janelas é dificil...

Nego, tento esquecer, mas, cada dia parace que estou mais perto do inevitável.

Agora é aceitar e aprender a "ver" felicidade nos sons, no tato, nos cheiros...

Como uma dádiva é preciso agradecer e aproveitar cada minuto de liberdade que minha alma puder ter, cada minuto na janela, pois logo estará só ouvindo e sentido, porém, nunca mais verá nada nem ninguém.

Logo minha alma será só...

sábado, 27 de setembro de 2014

As células-tronco se consagram como uma alternativa para recuperar a visão de quem sofre com as principais causas de cegueira do mundo.

As células-tronco se consagram como uma alternativa para recuperar a visão de quem sofre com as principais causas de cegueira do mundo, que são: a retinose pigmentar (doença degenerativa hereditária da retina), a degeneração macular senil e a retinopatia diabética.
A boa notícia acaba de ser publicada no jornal científico Acta Ophtalmologica, após um trabalho, desenvolvido com cerca de 50 pacientes vítimas de uma das doenças acima, pelo oftalmologista Rubens de Camargo Siqueira, de Rio Preto, em parceria com pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP).
Desde 2009, eles avaliam os efeitos da implantação de células-tronco autólogas (da própria pessoa), no controle destas doenças. Desta vez, o artigo publicado traz os bons resultados obtidos com a aplicação das tais células em portadores de retinopatia e degeneração. “Os resultados para o implante das células em degeneração macular relacionada com a idade vai sair só no início do próximo ano. Mas, já observamos os resultados iniciais da retinopatia diabética e por isto, já publicamos em um jornal científico europeu especializado”, diz o pesquisador.
Siqueira afirma que existem diversos tipos de células-tronco com funções e mecanismos diferentes. “Esta, que estamos usando, é muito bem conhecida pois já é utilizada há mais de 40 anos pelos hematologistas para tratamento de doenças hematológicas como a leucemia. Estas células-tronco derivadas da medula óssea são consideradas adultas e não possuem um grande potencial de transformação (diferenciação) como as células-tronco embrionárias, mas possuem segurança, pois como são do próprio paciente não apresentam rejeição e nem risco de gerar tumor”, explica.
No caso da retinopatia diabética, embora as células não substituam as células da retina que foram perdidas, elas produzem várias substâncias como fatores de crescimento, neurotróficos, mecanismo este denominado de efeito parácrino, que melhoram a sobrevida das células da retina e seu funcionamento, o que poderia gerar uma recuperação funcional.

Cecília Dionizio
ceci.dionizio@diariodaregiao.com.br

Resultados no final do ano

O oftalmologista Rubens Camargo Siqueira, de Rio Preto, afirma que os protocolos de pesquisas iniciados há cinco anos, com as células-tronco derivadas da medula óssea do próprio paciente (autólogas), foram com o objetivo de tratar a retinose pigmentar, que é uma doença degenerativa hereditária da retina e que leva com o passar dos anos a uma baixa significativa da visão e muitas vezes a cegueira. “Este primeiro grupo nós praticamente terminamos a pesquisa e estamos realizando análise final dos resultados que serão publicados no final deste ano”, diz Siqueira.
Primeira brasileira a receber o implante de células-tronco, há cinco anos, foi a psicóloga Fernanda Fernandes, 27 anos, com objetivo de combater a retinose pigmentar. Ela se diz satisfeita com os avanços obtidos, embora reconheça ainda ter uma distância a ser percorrida para reverter as perdas já ocorridas antes da aplicação.
“Fiz uso das células-tronco e trata-se de um futuro tratamento, muito eficaz, muito bom. Fiz duas aplicações primeiro no olho esquerdo e obtive algumas melhoras, em princípio. Mas, o importante é que estas melhoras permanecem até hoje e neste olho não tive mais perdas. Já no olho direito, que fiz apenas uma aplicação em 2012 e estava muito pior que o esquerdo, ainda não teve melhora. Engraçado que este olho, antes era o meu melhor olho. Acho que demoramos muito para fazer”, relata. (CD)

‘Consigo enxergar’

Só quem é vítima sabe a importância de qualquer avanço em relação a uma destas doenças. É o que relata o carioca Manoel Eleuterio, de 68 anos, analista de sistemas aposentado, que há quatro meses se submeteu pela primeira vez a aplicação das células-tronco em ambos os olhos, para tentar reverter a degeneração da mácula.
Neste período, ele já comemora cerca de 20% da recuperação da visão. “Já não enxergava mais nada, nem os rostos na televisão, tanto que comprei uma televisão imensa e não adiantou de nada. Com a cirurgia já consigo enxergar melhor e tenho certeza que vai recuperar mais a cada dia.” (CD)

Doença pode ser prevenida

Pessoas diagnosticadas com a retinopatia diabética, que chega a atingir 35% dos portadores de diabetes, mesmo com a doença sob controle, tem um elevado risco de perder a visão. Sabe-se que quem tem a doença há mais de 15 anos, apresenta em 90% dos casos alguma alteração nos vasos sanguíneos.
Sendo assim, o Instituto da Visão, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realiza mutirão para diagnóstico precoce há alguns anos, para evitar esta que é uma complicação crônica do diabetes mellitus frente a má circulação na retina, estrutura do olho responsável por transformar a luz em imagens. Em 8% das vítimas há o risco de perder a visão se não tiverem acesso a exames e tratamento.
Exames preventivos como a retinografia são importantes. Ele é eficaz para o diagnóstico e o tratamento das doenças oculares, documentando anormalidades e evolução de lesões suspeitas, além de acompanhar a eficácia de tratamentos.
Ela registra a imagem da retina e do nervo óptico, que analisa as estruturas da retina, coróide e vasos retinianos, por meio de fotos tiradas com uma iluminação especial e com o uso de filtros, e avalia doenças como retinopatia diabética, oclusões vasculares da retina e degeneração macular.
Disponível no Centro Oftalmológico Humanizado de Referência, de Rio Preto, o retinógrafo 3D -Nonmyd WX3D realiza o exame e é indicado também para análise de fundo de olho. (CD)

Como é feita a aplicação das células-tronco

No procedimento é realizado em uma unidade especial de transplante de medula óssea e requer primeiramente que o paciente seja avaliado pelo hematologista que por meio de exames laboratoriais e clínico identificará se o paciente estará apto a realizar o procedimento
nO paciente é submetido a coleta da medula óssea que é feita pelo hematologista sob anestesia local (utiliza-se comumente o osso da bacia que possui mais quantidade de medula óssea e é de mais fácil coleta). Como na oftalmologia utilizamos pouca quantidade para injetar no olho, o procedimento da coleta é mais tranquilo que para outras doenças.
nApós a coleta, uma pequena quantidade de medula óssea é então levada ao laboratório especializado onde por meio de um equipamento especial se separa as células-tronco para serem colocadas em um injetor especial
nNo mesmo dia, que são retiradas as células-tronco são injetadas dentro do olho com anestesia local e o paciente tem alta no mesmo dia sem necessidade de internação.

Fonte:http://grupoojornal.com.br/votuporanga/visao-recuperada/

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Eleitor com deficiência visual como faz na hora de votar?

Eleitor com deficiência

Serviços
Informar necessidade especial à Justiça Eleitoral - entre diretamente em contato com o cartório da Zona Eleitoral de sua inscrição.



Informações

Quais necessidades especiais devem ser informadas à Justiça Eleitoral?

Devem ser informadas as necessidades que afetem o exercício do voto, tais como as relacionadas à locomoção e à visão.

Por que o eleitor deve informar à Justiça Eleitoral suas necessidades especiais?

Para que a seção eleitoral possa ser preparada às necessidades específicas do eleitor (urna com fones de ouvido, local acessível, etc.).

Como o eleitor pode informar à Justiça Eleitoral suas necessidades especiais?

Deve comparecer pessoalmente ao cartório eleitoral mais próximo. Se não for possível, deve entrar em contato com o cartório para orientações sobre como proceder.

Há um prazo para o eleitor informar à Justiça Eleitoral suas necessidades especiais?

Sim. Para que a Justiça Eleitoral possa tomar todas as providências necessárias, devem as informações ser prestadas até 7.5.2014.

As informações recebidas após o prazo também serão consideradas para a preparação das seções eleitorais, na medida do possível.

Como deve proceder o portador de limitação física ou mental para manter regularizada sua situação eleitoral?

Se a pessoa sofre de alguma limitação física ou mental que a impossibilite de votar ou torne extremamente oneroso o exercício do voto, ela mesma ou um familiar mais próximo poderá requerer uma quitação eleitoral permanente ao cartório eleitoral, apresentando documentação que comprove a dificuldade, como laudos médicos, por exemplo.

O juiz avaliará se a situação informada realmente impede o eleitor de votar ou torna extremamente oneroso o exercício do voto e fornecerá documento que o isentará da obrigação permanentemente.

O eleitor com deficiência ou com mobilidade reduzida tem preferência para votar?

Sim, respeitada a seguinte ordem:
candidatos;
juízes eleitorais e seus auxiliares;
servidores da Justiça Eleitoral;
promotores eleitorais;
policiais militares em serviço;
eleitores maiores de 60 anos;
enfermos;
eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida;
mulheres grávidas e lactantes.

O eleitor com deficiência ou com mobilidade reduzida pode ser auxiliado na hora de votar?

Sim. Se o presidente da mesa receptora verificar ser imprescindível que o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida conte com o auxílio de pessoa de sua confiança para exercer o direito de voto, está autorizado a permitir o ingresso dessa segunda pessoa, junto com o eleitor, na cabina de votação.

Como vota o eleitor deficiente visual?

Para votar, serão assegurados ao eleitor com deficiência visual:
a utilização do alfabeto comum ou do sistema braile para assinar o caderno de votação ou assinalar as cédulas, se for o caso;
uso de qualquer instrumento mecânico que portar ou lhe for fornecido pela mesa receptora de votos;
uso do sistema de áudio, quando disponível na urna, sem prejuízo do sigilo do voto;
uso da marca de identificação da tecla número 5 da urna

Fonte:http://www.tre-sc.gov.br/site/eleitores/eleitor-com-deficiencia/index.html

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A difícil decisão de fazer o uso da bengala.

 No início, temos a tendência de pensarmos que não precisamos usar a bengala, pelo fato de não sermos cegos - uma espécie de negação da deficiência, pois não precisamos ser cegos para usá-la. Há um certo orgulho em ainda enxergarmos, mesmo que seja pouco, e pensar em usar a bengala resulta num tipo de orgulho ferido, muitas vezes só de pensar nisso. Quando começamos a usar a bengala, ficamos tímidos, meio constrangidos - isso é involuntário, mas passa, principalmente quando tudo começa a ficar mais fácil, as portas vão se abrindo, as pessoas se aproximando e a sociedade entendendo que temos uma deficiência e assim somos. As situações de vergonha na rua por esbarrarmos em alguém desaparecem, tanto pelo fato de esbarrarmos muitíssimo menos, quanto pelo fato da presença da bengala justificar as eventuais esbarradas. Ou seja, as pessoas que se desculpam e procuram nos cuidar até mesmo. Não tô dizendo que é um conto de fadas ou a melhor coisa do mundo, mas é a nossa vida, somos nós. Nossa independência, nossa autonomia, nosso modo de ser no mundo. Trabalho, faço faculdade, estou sempre em interação com muitas pessoas e tudo se dá com muita tranquilidade, cada vez mais. Usar a bengala e começar a ganhar o mundo é questão de começar e praticar. Quando os benefícios começam a surgir, a gente vê na hora que vale a pena. Tudo acaba sendo maior que o orgulho, o constrangimento, os acidentes, os riscos, as limitações, tudo isso fica tão pequeno e remoto que é preferível optar pela vida, vida plena!!! O que algumas pessoas vão pensar? Não importa! Aliás, não importa o que as pessoas e o que a deficiência fazem conosco, mas sim o que NÓS fazemos com isso!!! Paramos e nos encolhemos? Ou nos libertamos e seguimos? Eu fico com a segunda escolha! E vocês?? Abraço!,  

Por:Rafael braz

Mais um mico para coleção.

Depois de muito tempo sem um desabafo meu por aqui, ai vai mais um! Hoje pela manhã resolvi sair de casa e pegar o ônibus para ir ate a outra cidade pois fazia um tempo que não fazia isto por causa das dificuldades que aumenta a cada dia mais. Mas sei que quanto mais agente se ausenta de fazer as coisas mais abobalhado para andar agente fica e não quero me acomodar. Foi assim estava em cima do horário do ônibus então sai meio apressado então foi quando me deparo com um monte de areia de construção na minha frente, saio afundando os pés no monte de areia e caio por cima do monte de areia e me sujo todo de areia e tenho que voltar para trás para me trocar, acabei desistindo de ir no meu destino. Cara quando acontece isto agente se sente tão mal, passa mil e uma coisas na cabeça, eu sempre penso se tem tanto cara cego por ai andando sozinho por que eu vou me ausenta. Só quando acontece isso da um desanimo, desculpa pelo desabafo Aqui é o único lugar que me sinto a vontade de falar destas situações espero depois rir desta situação. Criei estes canais de interação como blog, grupo, página não apenas com o intuito de trocar informações mais também para horas como estas pois só quem tem esta maldita doença sabe o quanto é difícil conviver com ela. Valeu pessoal vida que segue pois chorar e viver reclamando não vai resolver nada mas é inevitável não vivenciar o momento.

Por:Paulo ricardo

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Paciente pode ver pela primeira vez em três décadas


Paciente pode ver pela primeira vez em três décadas

Residente Arizona tem resultados positivos de uso de Argus II apenas uma semana após o implante de retina
por equipe HSC 
Lisa Kulik viu fogos de artifício para a primeira vez em quase 30 anos em 4 de julho A revelação foi resultado do implante de retina inovadora co-inventado por Mark Humayun no Instituto dos Olhos USC.
Kulik, 55, tem retinite pigmentosa, uma doença degenerativa que rouba progressivamente as suas vítimas de vista. Em 2 de junho, ela se tornou a primeira pessoa a oeste do Mississipi para receber a prótese de retina Argus II US Food and Drug Administration-aprovado - tecnologia sem fio inovadora co-inventado por Humayun, Cornelius Pings Professor de Ciências Biomédicas e professor de oftalmologia, engenharia biomédica , celular e neurobiologia na Keck de Medicina da USC e da Escola de Engenharia Viterbi USC.
Eu estou esperando que eu vou ser capaz de ver as silhuetas das pessoas, como meus netos, e ser capaz de dar a volta por mim.
Lisa Kulik
Quando Kulik usava o Argus II para o 4 de julho celebração com o marido e sobrinha, ela não esperava ver nada. Mas quando os fogos de artifício explodiu, assim como flashes em seu campo de visão.
"Meu marido e sobrinha foram mais animado do que eu", disse ela. "Eu estava vendo flashes grossas e finas, e eu sabia que era o fogo de artifício. Eu também vi a lua, e eu posso ver o contraste entre a grama ea calçada.
"Eu estou esperando que eu vou ser capaz de ver as silhuetas das pessoas, como meus netos, e ser capaz de dar a volta por mim", acrescentou. "Perder a independência tem sido a parte mais difícil [de ser cego] para mim. Eu gostaria de ser capaz de dar um passeio pela rua. "
Progresso de Kulik é encorajador Humayun, que começou a desenvolver o Argus II mais de 20 anos atrás.
"Ela podia ver pontos de luz no primeiro dia de ativação, que é muito emocionante", disse Humayun, co-diretor do Instituto de Olhos USC. "Isso a colocou à frente de nossas expectativas. A maioria dos nossos pacientes não vê há décadas, e eles têm que reaprender a interpretar os sinais visuais, que leva um bom tempo. É como ver um bebê aprende a engatinhar, depois a andar, em seguida, para ser executado. "
Kulik recebeu o implante durante uma cirurgia de quatro horas realizada por Lisa Olmos de Koo, professor assistente de oftalmologia na Escola Keck, com Humayun ajudar.
O morador do Arizona está passando por vários meses de testes de acompanhamento, enquanto ela treina seu cérebro para ver de uma nova maneira.
Ela também está participando de um estudo para determinar se a restauração parcial da visão tem um impacto sobre a forma como o cérebro processa a informação. Ela retorna para a USC periodicamente para exames de imagem ressonância magnética, bem como testes com o Argus II.
USC http://www.healthcanal.com/eyes-vision/54770-patient-can-see-for-the-first-time-in-three-decades.html
Health News - Patient can see for the first time in three decades
de healthcanal.co

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O leitor de tela NVDA.

Introdução.
Existem leitores de telas livres e gratuitos para o sistema Windows. Alternativos, portanto, aos leitores tradicionais e de custo alto. Estes, como qualquer tecnologia proprietária, causam freqüentemente dificuldades, quando não inviabilizam devido ao seu alto custo, a contratação de pessoas cegas por empresas que, naturalmente, preferem contratar funcionários que exijam os menores custos possíveis para desempenharem suas funções. Tais empresas não adotariam sistemas operacionais e tecnologias livres unicamente por causa da necessidade ou preferência de poucos funcionários.
Vamos agora apresentar uma solução promissora nesse ramo: o leitor de telas NVDA, sigla em Inglês para "Acesso Não-Visual ao Ambiente de Trabalho".
Faremos uma introdução descrevendo brevemente o que é, como surgiu, os objetivos do NVDA e, ao final, mostraremos rapidamente como instalar o programa.
Essa introdução é indispensável para situar o leitor no contexto, no funcionamento do projeto e facilitar o entendimento das coisas adiante.
Faremos aqui menções a vários sistemas, softwares e organizações na Internet. Para saber os endereços das mesmas, consulte, por gentileza, as referências ao final deste artigo.

História: Como Surgiu o NVDA?
O NVDA foi iniciado em meados de 2006, pelo jovem australiano Michael Curran, de apelido Mick (pronuncia-se maik). Mick então cursava o segundo ano de bacharelado em Ciência da Computação, mas muito tempo antes ele já percebera as distorções e mazelas que cerceiam o acesso das pessoas cegas, mais especificamente no campo tecnológico.
Sendo ele cego, foi obrigado a comprar um leitor de tela comercial para uso pessoal, profissional e estudantil. Apesar de esse leitor proporcionar acesso relativamente ótimo aos computadores que Mick precisaria usar, com o passar do tempo e convívio com pessoas em situação semelhante mundo afora, pelo menos três problemas ficaram claros para ele:
1. O alto custo financeiro desses produtos impõe sérias restrições a muitas pessoas, de maneira calamitosa, nas nações menos afortunadas do planeta.

2. Questão de ordem técnica, diz respeito ao condicionamento dos usuários cegos às políticas e idéias das empresas específicas que desenvolvem o software assistivo. Por mais excelentes que sejam as soluções encontradas por um determinado fabricante de software, cada pessoa em particular, como usuária e também consumidora, sempre ficará insatisfeita com algum detalhe, isso porque essas soluções geralmente são designadas para atender a todos de modo genérico e não específico. Como a licença desses softwares é quase sempre restritiva, torna-se impossível a cada usuário ou grupo de usuários adaptarem o software em questão àquela necessidade em específico.
3. Finalmente, o principal problema envolve aspectos morais e éticos. No caso que estamos tratando, não é justo que as pessoas cegas tenham de providenciar sozinhas os meios necessários e arcar por si só com os custos das soluções assistivas, para dispor de acesso às mesmas informações que as demais pessoas dispõe proporcionadas pela tecnologia. Sabendo disso, muitos optam por adquirir cópias ilegais desses softwares, o que, por um lado ameniza os gastos financeiros, mas de outro mantém a sujeição desses usuários às políticas do fabricante daquele software, além de ferir a licença outorgada por esse fabricante.
Objetivos e Princípios do NVDA.
Em razão de tudo isso, Mick resolveu abandonar por completo a faculdade de Ciência da Computação e dedicar-se a um projeto capaz de solucionar esses e outros problemas de quem necessita trabalhar em sistemas Windows, que são dominantes entre os sistemas proprietários atuais.
Para atingir esse objetivo, Mick decidiu iniciar o desenvolvimento de um leitor de telas para Windows, estabelecendo alguns princípios básicos a serem seguidos:
• O leitor deve ser gratuito, com o fim de facilitar a disponibilidade do mesmo e o acesso de qualquer pessoa aos mesmos sistemas dos demais leitores de tela sem custos adicionais e exorbitantes;
• O leitor deve ser licenciado de modo a que qualquer pessoa capaz do mundo possa contribuir para a melhoria e aperfeiçoamento deste, como adaptá-lo às necessidades específicas e redistribuí-lo, se for o caso.
• O leitor deve sempre permanecer aberto a novas idéias, sugestões e experimentos provindos de todas as partes do mundo, a fim de não limitar-se ao que já foi tentado nos produtos comerciais similares.
• O leitor deve, na medida do possível, seguir um "design" de fácil entendimento para programadores iniciantes, sem deixar de oferecer uma arquitetura poderosa e flexível ao máximo, que permita melhorar e implementar mais recursos e portar o programa para outros dispositivos e sistemas proprietários, quando for o caso.
Mick chamou, então, esse leitor de "Non Visual Desktop Access" ou NVDA, e escolheu como licença a largamente reconhecida e consagrada GPL (sigla em Inglês para "LICENÇA PÚBLICA GERAL GNU"), de autoria da Fundação para o Software Livre e adotada pelos sistemas GNU/Linux e outros.
Como linguagem de programação ele escolheu a Python, uma linguagem de fácil aprendizado e ao mesmo tempo riquíssima em recursos, usada inclusive internacionalmente por muitos professores universitários para introduzir estudantes de ciência da Computação ao universo da programação de computadores.
Conseqüências das Iniciativas Adotadas.
Por fim, Mick e alguns conhecidos fundaram recentemente a NV Access (acesso não visual), organização não-governamental sem fins lucrativos, destinada a desenvolver projetos e tecnologias livres que facilitem a acessibilidade para pessoas cegas e de baixa visão.
Como resultado dessa postura comunitária e cooperativa do autor e dos amigos mais próximos que o ajudaram no começo, após seis meses desde o início do projeto e divulgação do mesmo, o NVDA já contava com um pequeno time compromissado de desenvolvedores e as primeiras traduções para outros idiomas começavam a surgir.
Hoje faz cerca de um ano que Mick tomou a iniciativa e a popularidade do projeto surpreende a cada dia, crescendo como que em progressão geométrica. Já existe tradução para Português do Brasil. As qualidades técnicas de performance, estabilidade e o grau proporcionado de acessibilidade melhoram notoriamente a cada nova revisão lançada.
Como Conhecer e Instalar o NVDA.
Aqueles que necessitem de uma solução aos moldes do NVDA, ou simplesmente querem experimentar, podem instalá-lo em poucos passos:
1. Acessem esta página: www.nvda-project.org/snapshots . Site Externo.. Aí se encontra a versão mais recente do programa. Recomenda-se sempre instalar uma versão nova, porque ela, geralmente, é mais estável e possui mais recursos que as anteriores.
2. Não se assuste caso não souber ler em Inglês; acesse o primeiro link da página que se chama "installer", para baixar um instalador automático do NVDA. Essa forma de instalar é ideal para quem não tem ou não sabe se tem um descompactador de arquivos no sistema, ou quer garantir que os arquivos sejam colocados nos lugares exatos.
3. Salve o arquivo em uma pasta qualquer, vá até ela, execute o arquivo, responda a qualquer pergunta se realmente deseja executá-lo e a instalação começará.
A outra forma de instalar é o segundo link da página acima informada, chamado "zip archive" que baixa um arquivo compactado. Ele é ideal se você prefere escolher com mais segurança a pasta onde quer instalar o programa e deseja fazê-lo de modo mais transparente:
1. Salve o arquivo e descompacte-o numa pasta vazia. Sugerimos C:\nvda, mas pode ser outra qualquer.
2. Desligue o seu leitor de telas, caso esteja usando algum e execute o arquivo nvda.exe, pressionando enter ou clicando, a depender do seu caso;
3. O NVDA toca então algumas notas musicais, começa a falar fazendo algumas perguntas. Basta ir dando continuidade pressionando enter até o final da instalação;
4. Ao final ele mostra uma janela contendo informações básicas para quem nunca trabalhou com ele. Use as setas para ler.
A voz padrão é o sintetizador Espeak. Você pode trocar de idioma teclando o comando CONTROL+SHIFT+V. Pode escolher também outro sintetizador teclando CONTROL+SHIFT+S.
Referências.
Explicaremos posteriormente o muito mais que se pode fazer com o NVDA, esse leitor fantástico que tantos problemas nos vai resolver. Por ora, você pode ler os documentos referenciados nesse artigo e que são bastante explicativos:
• Sítio oficial do NVDA, em Inglês: www.nvda-project.org . Site Externo.
• Sítio brasileiro da linguagem de programação Python: www.pythonbrasil.com.br . Site Externo.
• Sítio da ONG NV Access, em Inglês: www.nvaccess.org Site Externo.
• Licença Pública Geral GNU, tradução para Português:
http://www.magnux.org/doc/GPL-pt_BR.txt Site Externo.
• Página pessoal de Michael Curran, em Inglês: www.kulgan.net/mick Site ExterMe Tracker

FONTE:http://www.acessibilidadelegal.com/33-nvda.php

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Aplicativos de celular ajudam a melhorar a vida de deficiente visuais.


Aplicativos de celular ajudam a melhorar a vida de deficiente visuais
Diferentes tecnologias facilitam na hora de pegar ônibus, ler e pagar contas.
Uma tecnologia simples, ao alcance das mãos de qualquer pessoa, pode ajudar a melhorar a vida de mais de 500 mil brasileiros, que não conseguem enxergar.
Para onde você olha hoje, tem alguém mexendo em um celular. Isso acontece por causa do grande número de utilidades que os chamados smartphones estão reunindo. Além de acessar redes sociais, dá para chamar táxi, para pagar a conta no banco, descobrir o endereço para onde você quer ir. Agora, se você acha que eles estão muito presentes e facilitando o seu dia a dia, espera para ver o que esses aparelhinhos estão fazendo na vida de quem tem uma deficiência visual.
Quando Luiz Eduardo Porto ficou cego, descobriu que situações de rotina, como pegar um ônibus, poderiam virar desafios. “Digamos que o ônibus fosse chegar em 14 minutos. Eu ficaria lá durante 14 minutos fazendo sinal para tudo e todos que passassem pelo ponto”, diz o desenvolvedor do aplicativo.
Então, o próprio Luiz desenvolveu o aplicativo. Conectado aos aparelhos de GPS dos veículos da frota de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, o programa avisa quando e que ônibus vai chegar.
“Daqui a oito minutos o ônibus vai chegar. Então, até posso colocar ele no bolso. Quando ele vibrar, já começo a fazer sinal", conta Luiz.
Andar a pé pelas ruas de Brasília também ficou mais fácil para Justino Bastos com a ajuda de um contador de passos instalado no celular. “No percurso, isso ajuda até eu me localizar na proximidade que eu estou, pela quantidade de passos”, conta o vice-presidente da Associação Brasiliense de Deficientes.
Para quem tem como trabalho analisar centenas de documentos e consultar leis, ler é imprescindível. Eduardo Homem de Sá, advogado de Belo Horizonte, faz isso hoje com a ajuda de leitores digitais.
“Isso é fantástico, porque tempos atrás eu teria que ter alguém para ler para mim. Agora não. Eu posso acessar o aplicativo, o aparelho lê para mim e eu tenho acesso a toda a lei”, conta.
E, nesse caminho, pagar a conta do almoço sozinho e com segurança, vira uma grande conquista.
“Basta tirar a nota e apontar o celular. Com certeza, a tecnologia assistiva me dá autonomia”, comemora um deficiente visual.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/08/aplicativos-de-celular-ajudam-melhorar-vida-de-deficiente-visuais.html
Aplicativos de celular ajudam a melhorar a vida de deficiente visuais
de g1.globo.com.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cadastro nacional a candidatos a utilização de cães guias.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República ( SDH/PR ) lançou nesta quarta-feira (06) Chamada Pública para a criação do Cadastro Nacional de Candidatos à Utilização de Cães-Guia. O cadastro é voltado para pessoas com deficiência visual que têm interesse na utilização destes animais. O formulário para inscrição ficará disponível para a inscrição de candidatos das 0h desta quinta-feira (7) até às 23h59 do próximo dia 17 de agosto, por meio do endereço eletrônico: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=16439 , Link, A inscrição servirá para a criação de uma lista de candidatos que poderão adquirir um cão-guia nos processos de seleção realizados pelos Centros de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia via editais. Além do IFC-Camboriú, já em atividade, outros seis já estão em construção nos municípios de Alegre/ES, Muzambinho/MG, Urutaí/GO, Limoeiro do Norte/CE, São Cristóvão/SE e Manaus/AM.  Estão aptas a realizar a inscrição candidatos com cegueira ou baixa visão, no termos do art. 2º, I do Decreto nº 5.904/2006; a partir de 18 anos e que possuam condições físicas, psicológicas e financeiras para manter um cão-guia como tecnologia assistiva.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Método para devolver vista a afectados por retinitis pigmentosa.


Método para devolver vista a afectados por retinitis pigmentosa
Médicos mexicanos, juntamente com os seus homólogos na Inglaterra e no Canadá, criaram um método para restaurar a vista aos cegos e deficientes visuais, afetada pela doença conhecida como retinite pigmentosa.
É uma doença dos olhos em que há danos à retina. A retina é a camada de tecido na parte de trás do olho que converte imagens de luz em sinais nervosos e os envia para o cérebro.
Retinite pigmentosa pode ser herdada. É um distúrbio que pode ser causada por muitos defeitos genéticos.
As células controladores de visão noturna (varetas) são mais propensos a ser afetados; No entanto, em alguns casos, as células da retina de cone são aqueles que recebem a maior parte dos danos. O principal sinal da doença é a presença de depósitos escuras na retina.
O principal fator de risco é uma história familiar de retinite pigmentosa.
Os sintomas muitas vezes aparecem pela primeira vez na infância, mas problemas de visão graves geralmente não ocorrem até a primeira parte da vida adulta.
Diminuição da visão à noite ou com pouca luz 
A perda da visão lateral (periférica), provocando "campo de visão de túnel" 
A perda da visão central (em casos avançados) 
O gerente de projeto para o México, Adda Avilés Villanueva, disse que, após anos de pesquisa genômica. não foi capaz de detectar 18 mutações retinite pigmentosa, que pode restaurar a visão de pacientes com apenas um aminoácido de proporcionar-lhes falta.
Esta doença, explicou, é gerado pela falta de um aminoácido, que permite a utilização com sucesso de vitamina "A".
Em um paciente com a doença, esta vitamina está acumulada na retina por meio de depósitos, que afecta as células que são abrangidos pela vitamina como um pigmento escuro, que, gradualmente, gera a perda de visão.
Ele disse que, em 1997, ele iniciou a primeira pesquisa sobre esta doença, que, segundo ele, ainda hoje muitos especialistas não conseguem identificá-lo, razão pela qual o seu diagnóstico médico perda de visão associado a uma doença neural.
O especialista graduado pela UNAM e que atualmente realiza pesquisas em Yucatan, observou que vários especialistas associados com o Olho Virtual Caremd pertence, começou desde 2006 em aplicações humanas com sucesso para restaurar a visão de pessoas que perderam por causa da doença.
No México, ele acrescentou, "estima que 40.000 pessoas têm a doença, mesmo que hoje muitos dos afetados podem recuperar a visão através de uma técnica simples que envolve a injeção de um aminoácido nas retinas de pacientes e isso promove o uso adequado de vitamina 'A' ".
Ele disse que no momento em que foram determinadas 279 mutações genéticas de retinite pigmentosa, em 18 desses casos, causando a cegueira pode ser revertida em sua totalidade com uma intervenção simples e efeitos visíveis em apenas 72 horas na maioria dos casos http://www.cronica.com.mx/notas/2014/848559.html.
La Crónica de Hoy | Método para devolver vista a afectados por retinitis pigmentosa
de cronica.com.

sábado, 26 de julho de 2014

A eficácia do tratamento de isopropílico unoprostona tópica (RESCULA)em pacientes com retinose pigmentar.

Um estudo foi conduzido pelo Dr. Akiyama & associados do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Kyushu, Fukuoka no Japão para avaliar o efeito do tratamento tópico isopropilunoprostona (unoprostona) (na forma de colírio) em pacientes com retinite pigmentosa (RP). Este medicamento é usado atualmente em glaucoma.
Quarenta pacientes com formas típicas de RP foram incluídos no estudo, dos quais 17 pacientes foram tratados com 0,12% unoprostona tópica duas vezes por dia em um olho seleccionada aleatoriamente. A eficácia do tratamento foi monitorizada por testes de acuidade visual e de campo visual utilizando o Humphrey Field Analyzer (HFA). Além disso, 12 doentes RP que foram incluídos neste estudo e 12 indivíduos normais, foram avaliadas em termos de fluxo de sangue macular em ambos os olhos após a instilação de unoprostona usando o método de manchas de laser.
Um ano após o tratamento, a "sensibilidade macular ', calculada por HFA como a sensibilidade média das centrais 12 pontos, foi preservada nos olhos semelhantes, bem como os olhos tratados com unoprostona. Por outro lado, que nos olhos do paciente de controlo RP foi significativamente diminuída. Além disso, não foram significativamente maiores melhoramentos da 'sensibilidade macular' nos olhos tratados com unoprostona do que os outros olhos. Os índices de variação de fluxo de sangue macular obtidos a partir de ambos os pacientes RP e indivíduos normais foram significativamente aumentados em ambos os tratados e os companheiros de olhos. Não foram observados efeitos secundários graves. Os autores concluem que os resultados demonstram unoprostona tópico pode ser eficaz em pacientes com RP como conseqüência da melhora do fluxo sanguíneo macular, bem como o seu efeito neuroprotetor direta.
Nota do editor: Foi-nos dito que o artigo acima foi difícil de compreender. Por isso nós pedimos nossos médicos para ajudar a tornar mais simples para os não-especialistas para ler. Espero que a parte abaixo ajuda. Graças Ms Anjali Sharma, Bangalore.
Então, o que o estudo nos diz?
Neste estudo, a aplicação de isopropil-unoprostona (unoprostona) eyedrops aos RP olhos demonstraram o seguinte:
A droga apareceu para estabilizar e / ou melhorar os campos visuais nas RP olhos que foram tratados, em comparação com os olhos de pacientes que não foram tratados com esses colírios.
O outro olho não tratado (lembrando que apenas um olho do paciente tinha colírio aplicado a ele) dos pacientes tratados com RP também mostraram alguma melhoria, indicando que o fármaco é absorvido no sangue e atinge o outro olho. Mas o efeito não foi tão significativa como no olho tratado - o que indica que quando aprovada para utilização, as gotas oculares terá que aplicado a cada um dos olhos separadamente.
O fluxo de sangue macular também apresentou melhora nos pacientes tratados RP em relação aos não tratados, o que pode, potencialmente, ter um papel a desempenhar na estabilização ou até mesmo reverter a doença.
Traduçao Rodrigo Xavier
Fonte : http://retinaindia.blogspot.it/2014/07/treatment-efficacy-of-topical.html?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed:+RetinaIndia+%28Retina+India%29

quarta-feira, 23 de julho de 2014

UFRN desenvolve sistema que ajuda deficientes visuais a evitar acidentes.

Acostumados a enfrentar dificuldades para andar nas ruas de Natal, os deficientes visuais podem em breve ganhar um aliado para evitar acidentes. Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está desenvolvendo um sistema que calcula distâncias, identifica obstáculos e alerta sobre eventuais perigos que estejam no caminho de pessoas com deficiência visual.

O olho biônico, como é chamado, já vem sendo testado em um estúdio com a simulação de obstáculos encontrados nas ruas. O coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica na Saúde (Lais) da UFRN, Ricardo Valentim, explica que a ideia é utilizar a mesma técnica que os morcegos utilizam. "Emitir o som e a partir do tempo de retorno calcular a distância entre os objetos ou identificar se há um vazio, como um buraco", conta.
O sistema funciona com três sensores: um instalado na aba do boné, outro na altura da cintura que pode ficar na bengala do deficiente visual, e o terceiro na ponta da bengala. "Os sensores recebem as informações sobre os obstáculos e desníveis e informa, de forma sonora, para o deficiente visual", esclarece o pesquisador Sedir Moraes. Um aplicativo, instalado no celular, emite os alertas sonoros.

A expectativa do coordenador do Lais é que empresas se interessem em produzir o sistema em escala, no entanto ele acredita que o poder público deveria aproveitar a oportunidade. "O ideal mesmo é que o Sistema Único de Saúde (SUS) absorva e possa distribuir isso gratuitamente para os deficientes visuais". O custo do protótipo em teste atualmente é de R$ 60 com a utilização de uma bateria com autonomia para 12 horas.
ASSISTA O VIDEO DA REPORTAGEM NO LINK ABAIXO:


http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/bom-dia-rn/videos/t/edicoes/v/ufrn-desenvolve-sistema-que-ajuda-deficientes-visuais-a-evitar-acidentes/3514319/

terça-feira, 8 de julho de 2014

Aceitar a deficiência.

Quando perdemos a visão ao longo da vida, principalmente na adolescência, muitas vezes, sofremos da principal barreira para nos adaptarmos e convivermos bem com esta nova situação, o autopreconceito.
As pessoas com deficiência adquirida não estão livres de um dos sentimentos inerentes ao ser humano: o preconceito.
Projetamos na sociedade nossa própria visão em relação à deficiência. Nossa dificuldade de aceitar o diferente, de evidenciar uma dificuldade, de aceitarmos as pessoas fora do padrão.
Criados em uma cultura excludente, em que o mundo é protagonizado por super homens e mulheres, muitas vezes demoramos para encontrar o caminho alternativo para fazer as coisas com naturalidade. Ler usando braille, pedir ajuda para encontrar algo ou andar com o auxílio do condutor são atitudes que negamos em prol de uma suposta normalidade, de um jeito aceito pela sociedade e por nós.
Recusamos ajuda, dizemos não ao recurso, abrimos mão de ferramentas por considerarmos símbolos de uma situação de inferioridade, de incapacidade.
Procuramos o padrão para sermos aceitos, para aceitarmos a nós mesmos.
Insistimos em fingir que somos o que não somos.
Mas tem uma hora, ainda bem, que dá tudo errado. Tropeçamos feio no degrau que fingimos ver, falamos a coisa certa para a menina errada, entramos na porta que estava fechada. Só aí sentimos a dor da mudança, uma dor profunda que faz a gente parar para refletir, parar para procurar um novo caminho. Faz com que pensemos se somos maiores ou menores que os símbolos dos quais insistimos em fugir.
Mais cedo ou mais tarde, com menos ou mais dor, nós encontramos o caminho. Percebemos que maior que qualquer símbolo é a pessoa e suas atitudes; percebemos que não enganávamos ninguém, e aí começamos a assumir nossa condição e os recursos para que tenhamos plenitude em nossas ações.
Quem dependia de alguém para ler o texto, passa a usar o Braille ou o leitor de tela; no lugar de pedirmos ajuda para ir até a esquina, andamos com autonomia usando uma bengala; perguntamos onde está ao invés de disfarçarmos para procurar. Quando assumimos os recursos nos damos a oportunidade de sermos capazes.
O primeiro passo para a inclusão é incluirmos a nós mesmos, já que a aceitação pelos outros passa, inicialmente, pela nossa autoaceitação.

Por Guilherme Bara
http://www.blogdoguilhermebara.com.br/aceitar-a-deficiencia/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Poema: Os deficientes visuais não são iguais.

Alguns enxergam embaçado ,
outros vêem de lado.
Alguns vêem só durante o dia,
outros só a noite.
Tem deficiente visual que ver vulto,
já tem outros que vêem só o escuro.
Tem deficiente visual que é cego,
já tem outros que tem baixa visão.
Tem deficiente visual que é feliz do jeito que é,
já tem outros que usam a cegueira para conseguir o que quer.
Alguns são de nascença,
outros perdem mais tarde.
Alguns não se aceitam,
e engnoram a realidade.
Tentam ser o que não são,
fingindo que enxergam lascam a cara no chão.
Ficam perdendo tempo achando que são encapasses,
enquanto outros ficam lutando para mostrar que são capasses.
Enquanto tem cego usando a cegueira para pedir esmola,
tem outros usando a cegueira para sorrir e jogar conversa fora.
Enquanto tem cego usando a cegueira para brincar,
tem outros usando a cegueira para chorar.
Enquanto alguns cegos estão na sala de aula estudando,
outros estão trancados no quarto se lamentando.
Alguns deficientes visuais só ver de frente,
outros são muito exigentes.
Tem cego que quando chega gente quer logo se exibi,
tem outros que quando chega gente e querem logo sair da li.
Tem deficiente visual que é amigo,
já tem outros que são agressivos.
Todos eles tem seus ideais,
mais os deficientes visuais não são iguais.

Autor:Geilson de Sousa Santos

Fonte:http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=32414

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Recado de um deficiente visual.

Eu perdi um pouco de minha visão aos quatro anos. Bastante visão aos dezesseis e, praticamente tudo, do pouco que me restava, uns três anos depois.
Tive momentos difíceis na hora de estudar, na hora de querer namorar, na hora de querer dançar em uma festa.
Não é fácil se adaptar ao mundo quando não se enxerga, mas é importante entender que poucas coisas realmente valiosas são fáceis.
Rapidamente, percebi que tinha só duas opções. Eu podia ficar fechado em casa, chorando, porque era uma vítima. Ou podia sair e viver a vida.
Foi fácil entender isso intelectualmente. Emocionalmente, demorei um pouco para aceitar esta simples lógica.
Eu queria trabalhar, ter responsabilidade, ser produtivo, ser amado, casar, ser independente. Nada disso me seria garantido se eu arriscasse e fosse à luta.
Mas, se eu ficasse me sentindo uma vítima, era certo que nunca teria nada do que queria. A decisão era fácil, embora a luta não fosse.
Acredito que algo que sempre incomoda quando se está enfrentando um desafio, como a cegueira, é que acreditamos que tudo isso é injusto. Por que eu? Por que eu estou ficando cego?
Com certeza, outras pessoas se perguntam outras coisas como: Por que eu tenho câncer? Por que não tenho dinheiro? Por que não sou o homem mais bonito ou popular?
O interessante é que sempre achamos que o nosso problema é o mais sério.
O certo é que não damos valor a nada do que temos. Então, sempre parece que não temos nada. Só damos valor a coisas que perdemos.
Quando estava fazendo mestrado em Washington, triste por algum motivo, nem sei se era porque, como cego, estava tendo dificuldades ou se meu computador estava com problemas, escutei, através do rádio, as notícias de um professor universitário na Califórnia que era quadriplégico.
Ele precisava pegar um lápis com sua boca e escrever no seu computador, apertando uma tecla de cada vez.
Imagine: eu me sentindo a maior vítima. No entanto, eu podia andar por todo o campus, sem ajuda de ninguém, podia escrever mais rápido à máquina do que qualquer pessoa na minha sala.
Aquele professor me ajudou a valorizar muitas coisas que eu não estava dando importância. Perguntei-me: O que é justo? O que é injusto?
É justo eu ter pernas quando não as utilizo para ganhar medalhas nas Olimpíadas? Ou não as uso para ajudar o próximo e nem sequer as valorizo?
É justo eu ter um cérebro e não utilizá-lo ao máximo? É justo eu ter braços fortes e não usá-los para abraçar, demonstrar meu amor a quem, todos os dias, me dá tanto?
É justo eu ter uma vida e não me lembrar de agradecer, todos os dias, aos meus pais por me terem permitido nascer?
É justo eu ter uma esposa, um curso universitário, um coração que pulsa, rins que funcionam, pulmões fortes, mãos rijas, e não me recordar de dizer ao meu criador: Obrigado, Deus, por me teres criado?
* * *
A carta que acabamos de ler é de um jovem brasileiro, que trabalha em Nova Iorque. Sua filosofia pessoal, com certeza, não alentará somente aqueles que estão enfrentando cegueira física, mas também a todos aqueles de nós que portamos a cegueira espiritual, que não nos permite enxergar as bênçãos de que somos portadores.
Pensemos nisso e mudemos o foco das nossas vidas de lutas, dissabores e dificuldades para vidas de oportunidades, testes e aprendizado.
Redação do Momento Espírita, a partir de carta de Fernando
Botelho, endereçada a um jovem cego de nome Juliano, residente em
Curitiba, Estado do Paraná.
Em 7.3.2014.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Olho biónico pode ajudar adultos com retinose que perderam a capacidade de distinguir formas e movimentos a ter mais mobilidade e assegurar a realização de atividades.

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos aprovou esta quinta-feira a comercialização do primeiro olho biónico, denominado Argus 2, já avalizado pelas autoridades europeias e usado em 60 deficientes visuais em todo o mundo.

Este dispositivo, desenvolvido pela empresa californiana Second Sight Medical Products, é composto por elétrodos implantados na retina e lentes equipadas com uma câmara minúscula.

O olho biónico permite a pessoas que sofrem de retinose pigmentar, uma rara doença genética que provoca a degeneração dos fotoreceptores da retina, recuperar parcialmente a visão, graças a uma prótese de retina que estimula o nervo ótico através de sinais de vídeo e de carga elétrica.

"Este dispositivo pode ajudar adultos com retinose que perderam a capacidade de distinguir formas e movimentos a ter mais mobilidade e assegurar a realização de atividades quotidianas", disse Jeffrey Shuren, da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA), cita a agência France Presse.

O sistema pode ser implantado em indivíduos a partir dos 25 anos.

A FDA realizou testes clínico em vários pacientes e concluiu que o aparelho fornece uma acuidade visual que lhes permite distinguir formas a preto e branco e visualizar algumas sombras.

O Argus 2 está disponível em vários países europeus por 73.000 euros.

Fonte:http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/estados-unidos-aprovam-comercializacao-do-primeiro-olho-bionico-do-mundo.html

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dispositivo traz nível de visão útil para a vida diária de pessoas que já tinham perdido totalmente a visão em virtude da Retinose Pigmentar.

Retina Implant AG resultados de ensaios clínicos apresentados pela primeira vez no líder francês Congresso de Oftalmologia
Retina Implant AG , desenvolvedora de implantes sub-retinianos para pacientes cegos por retinose pigmentar , anunciou que Walter -G Wrobel , CEO da Retina Implant AG, apresentou os resultados do ensaio clínico da Companhia , pela primeira vez na França no Congresso de 120 dos franceses Sociedade de Oftalmologia (SFO) . Era uma das 20 apresentações na sessão de comunicação oral, " retine Medicale ".
Em sua apresentação no pódio resultados de ensaios clínicos da Retina Implant , em que cerca de 40 pacientes cegos pela RP foram implantados com o implante sub-retinal Alpha IMS Wrobel compartilhada; a maioria dos pacientes implantados com o dispositivo recuperou um nível de visão útil para a vida diária que lhes permitiu reconhecer rostos , distinguir objetos de médio porte , como telefones e ler sinais nas portas.
Resultados de ensaios clínicos da Retina Implant foram publicados duas vezes no renomado jornal peer-reviewed Proceedings of Royal Society B : Biological Sciences e foram a base para o recebimento de marca CE da microchip subretiniana Alpha IMS.
"A França é o lar de alguns dos especialistas mundiais de doenças dos olhos principais , tornando-se uma prioridade para a Retina Implant para educar e treinar novos potenciais parceiros clínicos , Francês na nossa tecnologia", disse Walter -G Wrobel , CEO da Retina Implant AG. " Nós ficamos muito satisfeitos por esta oportunidade de se envolver em discussões produtivas sobre nossa tecnologia com a comunidade oftalmologia francês distinto e estamos ansiosos para continuar o diálogo . "
O Alpha IMS é um microchip subretinal 3x3 mm2 com 1.500 eléctrodos que é implantado por baixo da retina , especificamente na região macular . O dispositivo gera visão artificial para os cegos durante anos imitando a função dos fotorreceptores dentro do olho , permitindo-lhes perceber a luz , detectar movimento, ler as letras e executar tarefas diárias com maior acuidade e mobilidade. Retina Implant recebeu a marca CE para o dispositivo em julho de 2013 , tornando-se o primeiro implante sub-retinal obter a marca CE para distribuição na União Europeia .
RP Fighting Blindness está empenhada em acompanhar o desenvolvimento desta tecnologia emocionante e espera ser capaz de lhe trazer atualizações como ensaios , pesquisas e avanços tecnológicos progresso. Professor Eberhart Zrenner , Presidente Professor de Oftalmologia, Instituto de Ophthalmic Research, Universidade de Tuebingen e um dos fundadores da Retina Implant AG irá falar em RP deste ano Combate Conferência Anual Cegueira em junho.

Fonte : http://www.rpfightingblindness.org.uk/newsevent.php?tln=newsevents&newseventid=369