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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Geraldo Magela um dos maiores comediantes do pais também é portador de Retinose Pigmentar.

Quando fui ver, já não "tava vendo"!

Geraldo Magela, o cego mais popular do Brasil, nasceu com retinose pigmentar, doença degenerativa progressiva. Casado, com 45 anos, a falta de visão não lhe tirou o humor, muito pelo contrário, passou a ser importante subsídio para o conteúdo de seu trabalho, dando mais sentido às suas piadas. Ao Jornal da AME, Magela fala, com exclusividade, de sua infância, família, carreira e deficiência. Confira.

AME - Geraldo, fale um pouco sobre sua infância e sua deficiência.
Geraldo Magela - O nome da doença é "retinose pigmentar". Parece até nome de salada. Em casa, somos em oito irmãos e cinco apresentam o problema. Parece que são células na retina que vão morrendo ou perdendo a função. E também parece ser um problema genético. A minha infância foi muito problemática, porque, na época, sofria muito com gozações de outras crianças, que me chamavam de "cobra-cega", faziam brincadeiras de mau-gosto, como me jogar pedras e se esconder, entre outras brincadeiras, se aproveitando de minha pouca visão, pois eu não podia ver quem estava fazendo a sacanagem. Sempre enxerguei muito pouco. Televisão, por exemplo, só de muito perto. Jornal ou revista, só dava para ler as manchetes. E a perda da visão foi lenta. Eu digo que foi tão lenta que, quando fui ver, já não "tava vendo"!

AME - E na adolescência, como era a convivência?
Magela - Em casa também foi um pouco complicado. Meu pai, criado no interior, era comerciante, e gostava de tomar umas, de vez em quando, todo dia. E, à noite, gostava de fazer um showzinho à parte. E isso me deixava muito tenso. Em função disso, tive que sair de casa ainda na adolescência e alugamos um barraco: eu, meu irmão, minha irmã e mais duas pessoas. Mesmo com estes problemas, sempre fui muito brincalhão. E ralei muito! Já vendi picolé... Ganhei até prêmio como melhor vendedor: chegava no campo de futebol com a minha caixa de isopor, cheia de picolés, e o pessoal, sabendo que eu enxergava muito pouco, enfiava a mão na caixa, e era uma maravilha: tirava dois e pagava um, tirava três e pagava dois... Já fui também carregador de feira. Com meu carrinho, acompanhava as senhoras nas suas compras. E quase sempre eu as perdia de vista ou atropelava alguém na feira... Depois, trabalhei em loja, vendi loteria... Foi quando comecei a trabalhar em rádio.

AME - Você sempre foi bem-humorado ou foi "obrigado" pela circunstância a ser assim?
Magela - Sempre fui bem-humorado. Às vezes penso até que sou meio retardado! De vez em quando, fico meio baixo-astral, mas ainda bem que passa rápido. Coisas que me irritam, por exemplo: quando você liga para algum lugar ou manda um e-mail para alguém e não te dão retorno. Acho isto uma falta de respeito...

AME - Como conseguiu fazer de sua deficiência, sua profissão, seu ganha-pão?
Magela - Como disse, sempre fui muito bem-humorado. E sempre que me encontrava com o pessoal da "cegolândia", a gente dava muita risada com aquilo que acontecia com cada um de nós. Por falta de informação, as pessoas tratam o cego de uma maneira muito engraçada. Tem gente que acha que eu conto piadas de cego. E não são piadas, são casos verídicos! Quanto às respostas que falo que dou para as pessoas (exemplo: me perguntam "A sua mulher é normal?" e respondo "Não. Ela tem antena, rodinha e entrada para CD!"), claro que não falo isso. É só mesmo para ficar mais engraçado. Assim, tive a idéia de juntar as situações mais engraçadas e acabou virando um espetáculo: "Ceguinho é a mãe!" Aliás, esta mania de chamar o cego de "ceguinho", antigamente era muito pejorativa. Vira ponto de referência. Cego já era duro de ouvir. Ceguinho, então, nem se fala... Por isso o nome: "Ceguinho é a mãe!" Mas é claro que é só uma brincadeira. E hoje acabou virando até um termo carinhoso. Pelo menos eu sinto isso. Eu mesmo, quando ligo para alguém, eu falo: "Geraldo Magela, o ceguinho".

AME - Você tem uma forma leve e positiva de lidar com as pessoas e situações. Como aprendeu a lidar tão bem com sua deficiência?
Magela - Como a perda da minha visão foi muito lenta, eu fui me adaptando. E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a maioria dos cegos é bem-humorada. O que, geralmente, tira nosso bom humor, é quando duvidam de nossa capacidade. Infelizmente, a maioria acha que somos quase inválidos, que temos muito mais limitações do que realmente temos.

AME - Em torno de sua cegueira você construiu seu personagem que deu tão certo e é tão querido por todos. Há diferença entre o "ceguinho" e o Geraldo Magela fora dos palcos e da telinha?
Magela - Não. Eu sou exatamente como sou na televisão ou no palco. Tem humorista que é mal-humorado, que é calado... Não dá para a gente entender esta incoerência. Eu não. Sou exageradamente bem-humorado, sempre.

AME - Há pessoas que associam deficiência com tristeza e drama. É possível ser bem-humorado mesmo com limitações?
Magela - Humor, a gente nasce com ele. É claro que, principalmente nos dias de hoje, tem muita coisa que tira o nosso humor. Esta violência sem controle, a incompetência e desonestidade dos políticos... Muita coisa tira o humor da gente. Mas eu sempre falo, ao final dos meus espetáculos: ninguém deve desistir de seus objetivos. E me coloco como exemplo disso. Apesar de tanto preconceito que já sofri e que, às vezes, ainda sofro, digo que você nunca deve parar. Pois quem pára não só pára, dá marcha-ré. Se você não tenta, já está derrotado.

AME - Poderia deixar uma mensagem aos nossos leitores?
Magela - Leitores, gostaria que um dia vocês pudessem assistir um de meus espetáculos: "Ceguinho é a mãe" e "Ceguinho chutando o balde". Será um prazer tê-los na platéia. Enquanto isso não acontece, conheça um pouco do meu trabalho visitando meu site (http://www.ceguinho.com.br) ou me mandando um e-mail (ceguinho@ceguinho.com.br). E aguardem, pois vem aí o meu livro: "Um cego de olho no futuro!" Um abraço a todos e a gente se vê por aí!



Fonte:http://www.ame-sp.org.br/noticias/entrevista/teentrevista17.shtml

domingo, 29 de dezembro de 2013

Minúscula retina biônica pode devolver a visão aos cegos.

A recuperação da visão nos cegos foi sempre um argumento de ficção científica, mas uma empresa israelense a está transformando em realidade para pacientes que sofrem cegueira pela deterioração da retina.

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Trata-se de um dispositivo do tamanho de um grão de arroz, que emula a função da retina capturando os sinais visuais como uma câmera, para depois transformá-los em sinais elétricos que estimulam os neurônios para criar as imagens no cérebro.
O chip foi testado com sucesso em porcos e a empresa Nano-Retina, com sede na cidade israelense de Herzliya, prevê que contará com um protótipo humano de sua denominada Bio-Retina dentro de dois anos.
"No prazo de uma semana o paciente poderá ver de forma imediata", garantiu à Agência Efe o diretor-executivo da companhia, Ra'anan Gefen.
"Queríamos dotar um cego de suficiente visão que lhe permita ser novamente independente, caminhar por lugares familiares e ver seus entes queridos", acrescentou o diretor.
O dispositivo é implantado na parte posterior do olho em uma operação relativamente simples, similar a uma de catarata que dura 30 minutos e só requer anestesia local.
A visão que obterá o paciente lhe permitirá ver televisão e identificar rostos graças a uma resolução de 600 pixels (o modelo mais sofisticado), pois os criadores estudaram que 260 pixels é o mínimo para ter um nível de visão aceitável.
No entanto, esta será em preto e branco, e os implantados também não poderão dirigir ou ler letras que não sejam de grandes dimensões.
"A ciência ainda não conseguir superar o preto e branco neste terreno, mas pretendemos ir adiante e oferecer uma escala de cinzentos para que possam apreciar sombras e contornos", explicou Gefén.
Além da facilidade para introduzir o dispositivo no olho, este não possui bateria e sua implantação será definitiva, uma vez que sua única fonte de energia procede de óculos de sol especialmente projetados que transmitem sem fio um laser diretamente ao chip e podem ser recarregados durante as noites.
A Bio-Retina atua também de maneira harmoniosa com os movimentos naturais do olho, inclusive os do globo ocular ou a dilatação das pupilas, o que facilitará ao paciente olhar de lado a lado sem a necessidade de ter de girar a cabeça.
Por enquanto, a revolucionária invenção resolverá a vida a pacientes com retinose pigmentar e degeneração macular associada à idade (AMD, na sigla em inglês), transtornos comuns a partir dos 60 anos.
Mas os responsáveis pela retina biônica preveem que no futuro se abrirá o terreno ao tratamento de doenças como a retinopatia diabética, ou aquelas nas quais o foto-receptor se atrofia e não pode funcionar outra vez devido a que não há células que possam traduzir a luz que chega à retina em uma visão útil.
"Nestas condições, nosso dispositivo poderia atuar como um foto-receptor artificial", declarou o diretor israelense.
No entanto, o dispositivo não serve para aqueles que nasceram cegos ou sofrem dolências não relacionadas com lesões retinais.
No mundo ocidental calcula-se que seis milhões de pessoas sofrem cegueira ou pouca visão como consequência de doenças ou lesões provocadas pela degeneração da retina.
Para levar adiante este sofisticado produto a empresa israelense colabora com equipes científicas e indústrias no mundo todo, a fim de estudar a melhor solução para determinados problemas.
O fato de ter precedentes em outros produtos planejados há uma década que ofereciam uma pior visão encoraja os diretores da Nano-Retina, uma sociedade conjunta da norte-americana Zyvex Labs do Texas e da israelense Rainbow Medical.
Gefen defende que graças a eles sabem que "o conceito funciona", e as agências reguladoras o aprovaram, motivo pelo qual confiam em poder levá-lo em breve ao mercado.
Calcula-se que o preço para o paciente, incluída a implantação, rondará os US$ 2 mil, e os criadores obterão lucro através das agências seguradoras médicas.
"Trata-se de uma tecnologia de ponta, o esforço de um grupo internacional para uma missão muito nobre, restabelecer a visão aos cegos", concluiu Gefen. EFE

Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/min%C3%BAscula-retina-bi%C3%B4nica-pode-devolver-vis%C3%A3o-aos-cegos-120059023.html

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Miss Janaina Barcelos faz divulgação da ONG para portadores de Retinose Pigmentar.


Nem só de beleza vive uma miss, pelo menos é o que vem acontecendo com a Vice Miss Universo Brasil 2013, Janaína Barcelos, de 25 anos de idade.
Portadora de Retinose Pigmentar, doença rara que debilita a visão até a iminente cegueira, a bela veio a Sergipe para divulgar o trabalho da ONG que busca um tratamento mais eficaz para a doença.
Na divulgação, a Miss mostrou como os interessados podem ter acesso a Ong. Janaína disse também que meninas que sonham com as passarelas, mas por conta da doença acabam deixando o desejo de lado por conta da doença.
“A ONG, eu via a necessidade porque os portadores de Retinose no país não têm o devido conhecimento. Tem oftalmologistas que não se especializam no problema, pois acham que não tem tratamento. E na verdade o problema não é tão raro, ele é pouco conhecido”.

fONTE:http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2013/12/vice-miss-universo-divulga-trabalho-para-portadores-de-doenca-rara-em-se.html

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Miss Janaina Barcelos declara fundada a Instituição Holofotes da Retinose Pigmentar.


Um dia eu sonhei em ser exemplo nacional e internacional de beleza, determinação, de fé, de uma pessoa que teve a coragem de assumir todos os riscos para provar para si mesma e para os desacreditados da vida, de que o mundo não deveria ser controlado pelo "sistema" e pelo o que a sociedade dizia que era correto. Sonhei, fui atrás da realização dos meus objetivos e sonhos. Realizei muitos deles e por um triz não alcancei o de ser a Miss Brasil, mas eu mal poderia imaginar que a vida me surpreenderia e me daria muito mais do que eu sonhava ou imaginava. Sou muito grata a Deus por todas as experiências que Ele me permitiu viver, para crescer, aprender e ser uma embaixadora, não só da beleza que é algo que passa, mas sim ser considerada exemplo de vida, de ser humano, com a força de trazer a esperança e de lutar pelos meus e pelos direitos de quem precisa.
Declaro fundada a Instituição Holofotes da Retinose Pigmentar, que tem a finalidade de divulgação internacional, busca de investimento em pesquisas e estudos científicos, cadastro dos portadores, colaborar com o poder público e com o SUS, dentre outras finalidades que serão explicitas no portal.
Mais novidades em janeiro.

PÁGINA DA ONG NO FACEBOOK:https://www.facebook.com/institutoholofotes
Por Janaina Barcelos.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Quantos porcento eu enxergo?


A tabela de Snellen, também conhecida como optótico de Snellen ou escala optométrica de Snellen, é um diagrama utilizado para avaliar a acuidade visual de uma pessoa.

A tabela recebe seu nome em homenagem ao oftalmologista holandês Herman Snellen, que a desenvolveu em 1862.

Há dois tipos de versões principais: a tradicional, com letras, e a utilizada para pessoas analfabetas, que se constitui da letra "E" com variação de rotação como "ш", em que se pede à pessoa que indique para que lado a letra está. Pode ser feita também com figuras, usada principalmente para crianças, pois elas talvez não consigam diferenciar as letras, ou seja, ainda estão na fase de serem alfabetizadas.



CONCEITO DE VISÃO SUBNORMAL

"Uma pessoa com Baixa Visão é aquela que possui um comprometimento de seu funcionamento visual, mesmo após tratamento e/ou correção de erros refracionais comuns e tem uma acuidade visual inferior a 20/60 (6/18, 0.3) até percepção de luz ou campo visual inferior a 10 graus do seu ponto de fixação mas que utiliza ou é potencialmente capaz de utilizar a visão para planejamento e execução de uma tarefa".

Tabela para saberem a porcentagem da visao.
SNELLEN - EFICIÊNCIA VISUAL EM PERCENTAGEM
20/20 - 100%
20/25 - 95%
20/30 - 91,4%
20/40 - 83,6%
20/50- 76,5%
20/60 - 69,9%
20/70 - 63,8%
20/80 - 58,5%
20/100- 48,9%
20/200 - 20%
20/400 - 10%