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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Eu sou portador de Retinose Pigmentar e tenho Catarata, ou já tive Catarata.


Resultado da enquete! Foi feita a seguinte pergunta aos visitantes da paginá: Eu sou portador de Retinose Pigmentar e tenho Catarata, ou já tive Catarata. O resultado da enquete foi:

Sim eu tenho ou já tive Catarata: (58%)

Não eu não tenho e nunca tive Catarata: (42%)

Total de votos: 108 votos.

Muito obrigado a todos que participaram da nossa enquete.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dr. Rubens Siqueira apresenta resultados iniciais da fase 2 da pesquisa com uso de células tronco para tratamento da retinose pigmentar.



Dr. Rubens apresenta palestra no Congresso nos Estados Unidos (ARVO)

Dr Rubens Siqueira apresentou na ARVO (The Association for Research in Vision and Ophthalmology) em Fort Lauderdale - USA os resultados iniciais da fase 2 da pesquisa com uso de células tronco para tratamento da retinose pigmentar.
Neste estudo ele demonstrou que apesar dos pacientes não terem apresentado melhora significativa na acuidade visual e no eletrorretinograma , o exame de microperimetria que avalia a sensibilidade da retina mostrou melhora em 75% dos pacientes. Não houve complicações relacionadas ao procedimento.
Também participaram da apresentação juntamente com Dr Rubens os pesquisadores Robert Maclaren da universidade de Oxford-Londres que é coordenador do projeto de terapia genética para tratamento de distrofias da retina, Dr Eberhardt Zree do Instituto de Oftalmologia da Universidade de Tuebingen na Alemanha (inventor do microchip também conhecido como olho biônico)Robert Koenekoop , da Universidade McGill do Canada (é responsavel pelo desenvolvimento de um novo medicamento da retinose pigmentar) e Jacque Duncan da Universidade da California responsável pelo desenvolvimento do implante capsulado para retinose pigmentar.

Fonte: http://www.rubenssiqueira.com.br/portugues/noticias.asp?IdNoticia=23

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Olho biônico acende esperanças para recuperação da visão

Uma inovação da Medicina foi capaz de devolver a visão a dois homens que não enxergavam há mais de duas décadas na Inglaterra. O recurso tecnológico é um microchip eletrônico de apenas 3mm desenvolvido por especialistas ingleses, que estão confiantes que a implantação do aparelho será capaz de ajudar pacientes com problema de Retinose Pigmentar - uma condição genética sem cura que causa cegueira - a recuperarem a visão.

O jornal britânico 'Daily Mail' informou que Chris James e Robin Millar, beneficiados com a cirurgia ocular de implantação do "olho biônico", começaram a detectar a luz e distinguir silhuetas em apenas duas semanas.

"Eu até sonhei com cores vívidas pela primeira vez em 25 anos, então uma parte do meu cérebro que tinha adormecido está acordada! Acredito que isso é incrivelmente promissor para futuros estudos na área e estou feliz em poder contribuir", declarou Millar.

Fonte:http://www.sidneyrezende.com/noticia/169735+olho+bionico+acende+esperancas+para+recuperacao+da+visao

Aprendi que para ser aceito como um deficiente é preciso primeiro se aceitar

Ana Carmem Dias perdeu a visão há 14 anos. Ela é uma prova de que com determinação é possível se realizar profissionalmente
A perda da visão foi em consequência de uma retinose pigmentar, uma série de alterações genéticas. "Cresci com algumas limitações do campo visual, mas jamais deixei me levar pelos desafios. No primeiro ano, foi complicado se adaptar ao mundo da cegueira. Graças ao apoio de toda a minha família, consegui superar os obstáculos que a vida me impôs", confessa Ana Carmem.

Na luta diária para concretizar os sonhos dela, a funcionária pública, que hoje atua como educadora municipal em diversas áreas, enfrentou o preconceito e barreiras de acessibilidade, pelos lugares onde trabalhou. "Aprendi que para ser aceito como um deficiente é preciso primeiro se aceitar. A maturidade emocional me trouxe mais segurança para lidar com o estranhamento das pessoas", destaca.

Foram algumas tentativas frustradas de trabalhar na rede privada, que a motivaram a se inscrever em concursos públicos. "A falta de qualificação para deficientes também limita a inclusão no mercado de trabalho", ressalta Ana Carmem, ao se referir às dificuldades de se conquistar vagas de emprego para deficientes.

Para ela, o portador de deficiência, seja qual for, não deve se render nunca às dificuldades e limitações. "A luta é grande para todas as pessoas, sejam elas deficientes ou não, por isso, é preciso se qualificar, correr atrás de uma formação profissional. Os sonhos, não nascem apenas de uma vontade, um desejo, mas de muito esforço e determinação", aconselha a educadora, que hoje se diz plenamente realizada no que faz, dando palestras motivacionais em muitas empresas e outros setores da sociedade.

Fonte: http://maringa.odiario.com/empregos/noticia/566990/determinacao-vence-limites-impostos-pela-vida/

domingo, 6 de maio de 2012

Gene de alga trata cegueira.

Pessoas que sofrem de perda de visão por alterações como degeneração macular relacionada à idade e retinose pigmentar, doenças ainda incuráveis, podem se beneficiar de uma terapia que usa gene de alga. Cientistas americanos recuperaram a visão de camundongos injetando na retina dos roedores um gene da planta e querem iniciar a experiência em humanos até 2013. O gene da alga faz uma proteína sensível à luz (a ChR2), explica o neurocientista Alan Horsager, do Instituto de Medicina Genética da Universidade do Sul da Califórnia. — A ideia é desenvolver um tratamento contra cegueira. Introduzimos um gene que codifica uma proteína sensível à luz e nosso alvo é a expressão desse gene em um subconjunto de células da retina — diz o pesquisador, cujo estudo está publicado na revista “Molecular Therapy”. Cerca de 15 milhões de pessoas em todo o mundo têm alguma forma de cegueira. E o número de casos cresce com o envelhecimento populacional. Em indivíduos com essas doenças de visão, os fotorreceptores — transformam a luz que atinge os olhos em impulsos elétricos — são danificados, impedindo o cérebro de formar as imagens. No mundo há experiências para o desenvolvimento de implantes eletrônicos e testes com células-tronco para estimular o crescimento de novos tecidos da retina. Porém nos casos de degeneração macular e retinose pigmentar não existe nada de concreto nesse sentido. Horsager espera que suas pesquisas ajudem a mudar esse quadro. O seu trabalho é baseado na terapia genética na qual um vírus “domesticado” é usado para levar um gene às células-alvo. No caso, as células bipolares da retina. Esta estrutura do olho contém três camadas celulares que trabalham em conjunto para detectar e transmitir sinais luminosos ao cérebro. A primeira camada contém os fotorreceptores, os cones e bastonetes que recebem a luz. A segunda é feita de células bipolares que atuam como um canal entre o fotorreceptor e o terceiro tipo de célula, o gânglio, que transmite os sinais luminosos ao cérebro. Em pessoas com retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade, os fotorreceptores estão debilitados ou foram perdidos. Então as células ganglionares não recebem os sinais. Com a terapia genética os pesquisadores esperam que as células bipolares funcionem como fotorreceptores produzindo a ChR2. Então a célula modificada bipolar seria capaz de perceber a luz e transmitir o sinal ao gânglio. A equipe de Horsager usou três grupos de camundongos: um com visão normal, e duas linhagens de roedores que ficaram naturalmente cegos com a idade, de forma semelhante aos humanos. Um grupo foi tratado com terapia gênica, enquanto outros dois não foram. Os camundongos tratados receberam injeção subretiniana contendo o gene da alga. Dez semanas depois da aplicação, a equipe dissecou alguns dos animais e usou uma técnica para ver se a ChR2 se expressava na retina. Eles descobriram que a proteína estava sendo fabricada pelas células bipolares. Mas a maior evidência do sucesso do tratamento foi observada quando camundongos foram colocados no centro de um labirinto de água com seis corredores possíveis. Apenas um dos caminhos levava à borda e para fora. E uma luz no fim do caminho mostrava qual era a saída certa. Os camundongos submetidos à terapia genética foram capazes de encontrar a plataforma duas vezes mais rapidamente, em média, do que os roedores não tratados. Dez meses depois, a investigação mostrou que os camundongos tratados ainda apresentavam melhora significativa da visão. Novos estudos ainda serão feitos antes de os autores iniciarem a experiência em humanos.

Muito interessante.

A bordadeira Jailma Gomes Araújo vai entrelaçando linhas enquanto aguarda o fim da aula do filho Lucas, de 9 anos, que estuda na Escola Especial para Crianças Surdas da Fundação dos Rotarianos, em Cotia, na Grande São Paulo. Suas mãos são hábeis também no uso da Libras, a Língua Brasileira de Sinais, aprendida depois que a surdez do garoto foi detectada, quando tinha 14 meses. Agora, o que Jailma vem tecendo com Lucas é um delicado trabalho de adaptação à diminuição da visão, que começou aos 4 anos, e o revelou como portador da síndrome de Usher. De origem genética, a síndrome tem graus variáveis e associa a surdez, presente já no nascimento, com a perda gradual da visão, que se inicia na infância ou na adolescência. A cegueira, parcial ou total, é causada pela retinose pigmentar, mal que pode atingir até não-portadores. "A doença afeta primeiro a visão noturna e depois a periférica, das laterais, preservando por mais tempo a central. Causa também sensibilidade à luz forte", diz a oftalmologista Juliana Ferraz Sallum, chefe do Setor de Retina da Universidade Federal de São Paulo. "Ainda não há cura, embora muitas pesquisas estejam em andamento", explica a médica. Adaptação e diagnóstico Enquanto a cura não vem, portadores, familiares e especialistas juntam forças para facilitar a adaptação ao cotidiano. O primeiro esforço é sempre de ordem psicológica, para lidar com a realidade. "A resistência ao diagnóstico leva à busca de soluções que não existem e perde-se um tempo precioso", diz a pedagoga Shirley Rodrigues Maia, presidente do Grupo Brasil de Apoio ao Surdo-Cego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial, que reúne várias instituições. A prioridade, segundo Shirley, deve ser o aprendizado de uma nova forma de comunicação, pois a leitura de lábios ou de sinais não é suficiente diante da cegueira. Os sistemas mais usados por surdos-cegos são o Libras Táteis (em que o deficiente visual segura a mão de quem está fazendo os sinais) e o alfabeto manual (em que os sinais são desenhados sobre a palma da mão do portador). Para a orientação e a mobilidade física, o domínio da bengala é de grande ajuda. Embora a síndrome de Usher seja incurável, é possível amenizar ou retardar alguns de seus efeitos. Há casos de surdez parcial atenuados com cirurgias e aparelhos auditivos. Os óculos também podem ser mais adequados, incluindo os de visão subnormal. "A retinose pigmentar costuma ainda ter problemas associados, como catarata e edema macular, que podem ser operados, permitindo que a pessoa enxergue melhor por mais tempo", explica a médica. Em qualquer caso, o diagnóstico precoce é muito importante. Apesar de que os portadores possam ser até 7% das crianças nascidas surdas, a perda tardia da visão retarda a identificação da síndrome. Por isso, o Grupo Brasil vai iniciar por São Paulo a Campanha Nacional pela Saúde Ocular do Deficiente Auditivo, para estimular os exames oftalmológicos nas crianças e adolescentes surdos. Os pais devem ficar atentos a alguns sinais característicos. A criança com Usher pode ter dificuldade de equilíbrio, além dos indícios da cegueira noturna. "O Lucas arrastava os pés, tropeçava à noite, não encontrava objetos pequenos, segurava fortemente a minha mão e se agarrava a mim para andar no escuro", conta Jailma. Por isso, os portadores merecem atenção redobrada à noite, pois sentem-se inseguros. E toda iluminação deve ser cuidadosa, porque o excesso os afeta. Esperança sem limites inevitável que a surdo-cegueira estabeleça limites às atividades das crianças. "O Lucas não pode brincar na rua quando escurece, pois fica mais sujeito a quedas e acidentes", explica Jailma. Mas não há barreiras para o desenvolvimento da aprendizagem, da inteligência, da sensibilidade. "Ele adora matemática, informática, filmes, teatro. É teimoso e não gosta de usar os óculos escuros quando o sol está forte. Ele também é muito esperto e sabe se virar, vai à doçaria sozinho, conhece dinheiro, faz compras", conta a mãe. Atentos também aos outros filhos - Carolina, de 12 anos, e os gêmeos Pedro e Bia, de 6 anos, todos não-portadores e capazes de se comunicar fluentemente com o irmão -, Jailma e o marido, Pedro, vão preparando Lucas para o futuro. A mãe revela um misto de apreensão e esperança. Esperança na medicina, mas esperança principalmente no potencial de Lucas. Esperança que aumenta cada vez que ela convive com os adultos surdos-cegos que encontra nos grupos de apoio. "Conhecer pessoas que vivem essa realidade e são produtivas, têm profissões e ainda ajudam os outros, é animador. Elas me dão certeza de que meu filho tem muitas chances e as limitações não são o fim da linha", diz a bordadeira. APOIO QUALIFICADO Além de campanhas para estimular o diagnóstico precoce da síndrome de Usher, o Grupo Brasil de Apoio ao Surdo-Cego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial (com 18 associados em todas as regiões do país) desenvolve uma rede de projetos para apoiar os portadores e as suas famílias. "Temos uma série de oficinas para atender a diferentes objetivos", diz Shirley. As oficinas culturais visam facilitar a sociabilização dos portadores e, em São Paulo, oferecem cursos de dança, teatro e artes plásticas. Já as oficinas de geração de renda dão treinamento para atividades profissionais, como o artesanato de papelaria, biscuí e culinária. A clínica de reabilitação ajuda a desenvolver a orientação e a mobilidade, com o uso da bengala. O Grupo Brasil fica na rua Baltazar Lisboa, 212, Vila Mariana, % 11/5579-5438, fax 11/5579-0032 e e-mail grpbrasil@ssol.com.br. Curso de Pedagogia promove encontro com a palestrante surda-cega Cláudia Sofia Indalecio Cláudia Sofia é presidente da Associação Brasileira de Surdos-Cegos, é palestrante e participa de congressos. Como parte das atividades desenvolvidas pelos alunos do 4º. ano de Pedagogia , em parceria com os alunos do ensino médio, (11 surdos e 15 ouvintes) com as quais existe um acordo de parceria para atividades que visam o trabalho em equipe com ênfase na convivência, na ética e na cidadania, as Faculdades Integradas Rio Branco promoveram um encontro com a palestrante surda-cega, Cláudia Sofia, no dia 11 de junho (sábado), que contou sua história de vida, suas dificuldades e suas experiências. Sofia é presidente da ABRASC-Associação Brasileira de Surdos-Cegos, trabalha na ADEFAV e na AHIMSA, instituições que cuidam de múltiplas deficiências, é palestrante, participou de congresso internacional na Bolívia . Acompanhou-a sua intérprete, que a ajuda a comunicar-se transmitindo-lhe pela articulação das palavras o que as pessoas falam, mediante a colocação dos dedos de Sofia em seu queixo. A palestrante veio acompanhada por seu marido, Carlos Jorge Rodrigues, também surdo-cego, que foi interpretado por nossos alunos em LIBRA (Língua Brasileira de Sinais), e pela intérprete do Curso de Pedagogia para os ouvintes. Ele também é palestrante. Ainda enxerga um pouco, conseguindo ler com uma lupa, porém sofre da síndrome de Usher - perda gradativa da visão. Participou em maio de um Congresso na Finlândia, do qual estavam presentes 36 surdos-cegos dos mais diversos países. O idioma oficial foi o inglês, que ele domina. Foram três horas de palestra, em que o casal contou como perderam os dois sentidos e os preconceitos que enfrentaram, até mesmo para casar. Relataram suas vidas, suas lutas, seu dia a dia e falaram de seus estudos (ela estudou espanhol e ele inglês). "Foi uma lição de vida e um momento muito emocionante, que permanecerá na memória de todos", afirma a coordenadora do Curso de Pedagogia, professora Maria Genny Caturegli. As Faculdades Integradas Rio Branco têm alunos surdos em seu quadro discente, e oferecem tradução simultânea em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), durante as aulas e demais atividades promovidas pelas Faculdades. (fonte:Faculdade Integradas Rio Branco - SP)

Aplicações terapêuticas com células troncos só estarão claras daqui a dois anos.

Segundo especialistas, aplicações terapêuticas das células troncos só estarão claras daqui a dois anos Muito se fala sobre a utilização de células troncos e cresce a cada ano expectativa da sociedade para as primeiras possibilidades de aplicações das células-tronco na cura de doenças -- muitas vezes, vistas como as únicas alternativas para tratamentos de casos graves. Contudo, de acordo com pesquisadores e geneticistas, é preciso ter paciência. “Em mais ou menos dois anos poderemos saber, mais claramente, em que campos da medicina as células-tronco aultas funcionam e onde não funcionam”, afirma Lygia Pereira, professora associada do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE), ligado à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Já com relação às células-tronco embrionárias, os primeiros testes em humanos ainda estão sendo iniciados em âmbito mundial. Nos Estados Unidos, há um estudo que envolve sua aplicação na regeneração da retina”, completa. A descoberta das células-tronco pluripotentes induzidas, chamadas de IPS (do inglês induced pluripotent stem-cells), em 2006, foi talvez um dos principais fatores responsáveis por aumentar tanto a esperança de pacientes no mundo inteiro. Elas são originadas de células adultas do corpo humano ou de um animal e podem ser reprogramadas para se transformarem em células-tronco pluripotentes induzidas, ou seja, possuem a capacidade de dar origem a outros tecidos do corpo. Atualmente, há muitos grupos realizando diversos estudos clínicos com as células adultas, inclusive em humanos, como estudos em cardiologia e estudos para diabetes. "Na verdade, precisamos de mais estudos básicos no Brasil, para entender o que leva essas células ao perfeito funcionamento”, explica a professora. “Porém, com relação às células embrionárias, temos poucos grupos de estudos no país. Por isso, uma das missões do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias é oferecer treinamento para as pessoas e disponibilizar essas células”, ressalta. Legislação No Brasil a Lei de Biossegurança regulamenta, entre outras questões, os assuntos ligados às pesquisas genéticas. “Com as células adultas não há nenhuma restrição. Mas, com as células-tronco embrionárias, a Lei de Biossegurança permite apenas que sejam utilizados embriões que estejam congelados até março de 2005, com consentimento dos pais. Por enquanto, o que está permitido nos possibilita realizar estudos diversificados”, ressalta Lygia. “Além disso, essa é uma área que tem futuro no mundo todo, as pessoas têm que pensar nisso como ciência e não como uma técnica. Pois queremos olhar para ela como uma oportunidade para conhecer a biologia humana”, completa a professora. No país, como a Lei de Biossegurança determina, a clonagem está proibida. Segundo a geneticista, depois do advento das células IPS, o interesse em clonagem diminuiu no mundo todo, porque, com isso, é possível criar as próprias células sem a necessidade das células embrionárias.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Cegos britânicos recuperam visão após implante de chips

Dois britânicos que eram completamente cegos por muitos anos tiveram a visão parcialmente recuperada após terem se submetido a uma cirurgia pioneira. Eles tiveram chips eletrônicos instalados na parte de trás de suas retinas, o que permitiu que eles pudessem enxergar a luz e o contorno de algumas formas. (Fonte: UOL)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cirurgia de Retina avança.

Nos últimos cinco anos, o tratamento cirúrgico das doenças da retina passou por um avanço significativo. De acordo com o oftalmologista e especialista em cirurgia de retina do Hospital de Olhos de Sergipe, “houve avanços nos novos equipamentos disponíveis no mercado, nos acessórios usados nas cirurgias e nas medicações para aplicação intraocular”. Quantos aos equipamentos, após mais de 15 anos sem atualizações significativas, surgiram no mercado dois aparelhos com uma velocidade em dobro e controle maior e constante da pressão ocular. Ambas novidades trouxeram maios segurança às cirurgias de deslocamento de retina, hemorragia, buraco de mácula, entre outras. “importante avanço nos acessórios cirúrgicos ocorreu com o advento de instrumentos cada vez menores. Anteriormente, as incisões tinham diâmetro mínimo de 0,9 mm. Atualmente, novos materiais com diâmetro de 0,5 mm são utilizados, enquanto outros menores que 0,4 mm já estão em testes”, destaca Dr. Gustavo. A grande vantagem de instrumentos mais finos é um processo de cicatrização melhor e com muito menos desconforto. Novas fontes de iluminação permitem melhor identificação das estruturas intraoculares com menor risco de toxicidade. Adicionalmente, novos corantes facilitam a identificação de membranas delicadas e contribuem para maior sucesso das cirurgias de buraco macular, retinopatia diabética e membrana epirretiniana. Houve também grande avanço no tratamento das doenças vasculares da retina, como retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade e oclusão venosa. Todas podem ter em comum, em algum estágio da doença, a formação de vasos sanguíneos anômalos num local onde não deveriam existir. Essa alteração comumente leva a sangramento ou a acúmulo de líquido da retina (edema). Ambas podem causar significativa e irreversível redução da capacidade de enxergar se não forem tratadas precocemente. A terapia medicamentosa com antiangiogênicos surgiu, inicialmente para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade. Sua grande eficácia estimulou seu uso para as outras doenças vasculares da retina. Atualmente, medicações como bevacizumabe (Avastin) e ranibizumabe (Lucentis) são consagradas na literatura mundial como seguras e eficazes para as doenças anteriormente citadas. Ainda neste ano, deverá estar disponível no Brasil o aflibercet (Eyelea – VEGF- Trap), medicação com ação semelhante às anteriores. “Essas substâncias, além de tratar isoladamente diversas doenças retinianas, também podem ser injetadas no olho antes, durante ou após cirurgia da retina em pacientes com retinopatia diabética em suas formas mais graves. Isso tem contribuído para melhores e mais previsíveis resultados cirúrgicos” completa o oftalmologista. O tratamento antiangiogênico consiste na injeção da substância no olho em sala cirúrgica. Isso reduz significativamente os riscos associados, como infecção intraocular. Normalmente, o paciente tratado já sai do centro cirúrgico minutos após a aplicação. O principal cuidado pós operatório é o uso de antibiótico preventivo em forma de colírio. Todas as opções terapêuticas citadas trouxeram grandes benefícios para os portadores das mais diversas doenças da retina. Acrescentaram eficácia e segurança, contribuindo para melhor visão e, consequentemente, qualidade de vida. Todos esses recursos já estão disponíveis e podem ser rotineiramente usados em Sergipe.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Terapia genética desenvolvida pela Universidade da Flórida, nos EUA, pode ser a possivel cura para os portadores de Retinose Pigmentar.

Uma terapia genética desenvolvida pela Universidade da Flórida, nos EUA, pode tratar um tipo de cegueira comum em jovens e adultos: a retinose pigmentar, uma doença que causa a destruição das células da retina. A técnica repõe os genes que não funcionam direito, fazendo com que o corpo passe a produzir novamente proteínas essenciais aos bastonetes, células sensitivas à luz (fotoreceptoras). Um art...igo sobre o trabalho foi publicado no periódico científico online especializado Proceedings of the National Academy of Sciences. Muitos testes ainda deverão ser realizados antes que a técnica seja usada em pacientes. Mas os pesquisadores estão animados com os avanços obtidos até agora. Para William Hauswirth, professor de oftalmologia, genética molecular e microbiologia, a terapia poderia melhorar consideravelmente a visão de pessoas, a ponto de fazer com que elas voltem a ler ou dirigir, já que a doença começa com uma perda da visão periférica ou noturna, eventualmente progredindo para a cegueira total. A equipe usou vírus como ‘meio de transporte’ para genes que deveriam ser entregues em regiões específicas do olho. Os pesquisadores também clonaram uma espécie de ‘interruptor’ responsável por ativar o gene ao chegar no local desejado, fazendo com que as proteínas certas para o bom funcionamento da visão fossem produzidas. Testes laboratoriais foram bem sucedidos e animais tiveram a visão recuperada com a técnica. No entanto, novos experimentos ainda devem ser realizados em grande escala com animais, para que se possa ter certeza de que a versão de vírus utilizada seja de fato segura se aplicada em seres humanos