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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Como é ser deficiente visual nos Estados Unidos.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A festa! Edição Rio de Janeiro!


Após a primeira edição tendo sido realizada em São Paulo no dia 13 de setembro, a primeira festa da interação do Brasil agora com sua segunda edição na cidade maravilhosa no dia 22 de novembro!

A festa da interação, é um evento que que só depende de você para ser um sucesso.
E a cada edição, um novo passo que damos para ver mudanças significativas acontecerem para a pessoa com deficiência no Brasil.
Matemática simples:
Pessoa com deficiência + pessoa sem deficiência = A festa da interação!
Uma festa onde podemos ver como pode se tornar o Brasil.
Um país sem preconceito, onde todos se ajudam e que todos percebam que a diferença maior não está no que os olhos podem ver. E que as diferenças fazem parte e são importante para o crescimento de qualquer nação.
Se podemos ver em um mesmo local, pessoas que se reúnem com um mesmo objetivo sem olhar as diferenças, podemos levar isso para fora daquele espaço, para o nosso dia a dia, mostrando que só depende de cada um de nós para que de fato as coisas mudem.
A força está nas mãos do povo, e quando o povo perceber isso, é que realmente as coisas irão mudar de verdade.
A festa!
"A união, a amizade e o respeito, são a base do nosso projeto."

Observação.:

Não garantimos que teremos ingressos disponíveis no dia do evento. Por essa razão, é muito importante que você adquira o seu o quanto antes no contato abaixo

Se desejar mais informações, acesse o link abaixo e saiba tudo sobre
Afesta:
www.espacoeficiente.com.br/afesta.php
E-mail:
espacoeficiente@gmail.com

POR:EQUIPE A FESTA.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Homem com Retinose Pigmentar pôde rever a esposa depois de 33 anos.

Como funciona?

O olho biônico, cujo nome é Argus II, foi criado por pesquisadores da Universidade Duke e já tem autorização para ser comercializado nos EUA. Ele é composto por um sensor implantado diretamente no olho e uma câmera acoplada a um par de óculos (tipo um Google Glass).

As informações visuais captadas pela câmera são enviadas via wireless e transformadas em sinais elétricos pelo sensor, que estimula o nervo óptico.

Infelizmente a tecnologia do Argus ainda não possibilita uma visão detalhada das coisas. Por enquanto, Larry enxerga apenas flashes de luz, o que o permite distinguir faixas de pedestre da rua, portas da parede e outras coisas grandes. Ainda não vê o suficiente para deixar de ser considerado cego pela legislação americana.

Mesmo assim, ele disse que conseguiu rever cenas que acreditava serem apenas memórias antigas, como a lua cheia, um pato nadando na lagoa e até os crisântemos amarelos de sua esposa.

Os prognósticos para a tecnologia são muito positivos. Basta lembrar dos grandes avanços que separam os primeiros aparelhos auditivos dos atuais. Ao menos 1,5 milhão de pessoas que perderam a visão por causa de retinoses podem se beneficiar com o novo dispositivo.



fonte:http://www.brasilpost.com.br/2014/10/13/cego-olho-bionico_n_5980310.html

sábado, 11 de outubro de 2014

Alma em solidão.

Autor:Abdul Nasser 
ALMA EM SOLIDÃO

Se olhos são a janela da alma, o que fazer quando essas janelas, aos poucos, se fecham?

Todos os dias, uma fresta se perde, menos luz...

Minha alma parece uma criança de castigo, tentando ver a alegria lá fora, por entre as frestas que restam...

Caminhar para uma prisão dentro de si, não uma solitária, pois ainda se pode ver por outros meios, mas, ainda assim, meu corpo me priva dessas janelas, dia a dia...

O processo de aceitar que logo minha alma, que vivia de frente pro mar, vai se mudar para um cubiculo escuro e sem janelas é dificil...

Nego, tento esquecer, mas, cada dia parace que estou mais perto do inevitável.

Agora é aceitar e aprender a "ver" felicidade nos sons, no tato, nos cheiros...

Como uma dádiva é preciso agradecer e aproveitar cada minuto de liberdade que minha alma puder ter, cada minuto na janela, pois logo estará só ouvindo e sentido, porém, nunca mais verá nada nem ninguém.

Logo minha alma será só...

sábado, 27 de setembro de 2014

As células-tronco se consagram como uma alternativa para recuperar a visão de quem sofre com as principais causas de cegueira do mundo.

As células-tronco se consagram como uma alternativa para recuperar a visão de quem sofre com as principais causas de cegueira do mundo, que são: a retinose pigmentar (doença degenerativa hereditária da retina), a degeneração macular senil e a retinopatia diabética.
A boa notícia acaba de ser publicada no jornal científico Acta Ophtalmologica, após um trabalho, desenvolvido com cerca de 50 pacientes vítimas de uma das doenças acima, pelo oftalmologista Rubens de Camargo Siqueira, de Rio Preto, em parceria com pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP).
Desde 2009, eles avaliam os efeitos da implantação de células-tronco autólogas (da própria pessoa), no controle destas doenças. Desta vez, o artigo publicado traz os bons resultados obtidos com a aplicação das tais células em portadores de retinopatia e degeneração. “Os resultados para o implante das células em degeneração macular relacionada com a idade vai sair só no início do próximo ano. Mas, já observamos os resultados iniciais da retinopatia diabética e por isto, já publicamos em um jornal científico europeu especializado”, diz o pesquisador.
Siqueira afirma que existem diversos tipos de células-tronco com funções e mecanismos diferentes. “Esta, que estamos usando, é muito bem conhecida pois já é utilizada há mais de 40 anos pelos hematologistas para tratamento de doenças hematológicas como a leucemia. Estas células-tronco derivadas da medula óssea são consideradas adultas e não possuem um grande potencial de transformação (diferenciação) como as células-tronco embrionárias, mas possuem segurança, pois como são do próprio paciente não apresentam rejeição e nem risco de gerar tumor”, explica.
No caso da retinopatia diabética, embora as células não substituam as células da retina que foram perdidas, elas produzem várias substâncias como fatores de crescimento, neurotróficos, mecanismo este denominado de efeito parácrino, que melhoram a sobrevida das células da retina e seu funcionamento, o que poderia gerar uma recuperação funcional.

Cecília Dionizio
ceci.dionizio@diariodaregiao.com.br

Resultados no final do ano

O oftalmologista Rubens Camargo Siqueira, de Rio Preto, afirma que os protocolos de pesquisas iniciados há cinco anos, com as células-tronco derivadas da medula óssea do próprio paciente (autólogas), foram com o objetivo de tratar a retinose pigmentar, que é uma doença degenerativa hereditária da retina e que leva com o passar dos anos a uma baixa significativa da visão e muitas vezes a cegueira. “Este primeiro grupo nós praticamente terminamos a pesquisa e estamos realizando análise final dos resultados que serão publicados no final deste ano”, diz Siqueira.
Primeira brasileira a receber o implante de células-tronco, há cinco anos, foi a psicóloga Fernanda Fernandes, 27 anos, com objetivo de combater a retinose pigmentar. Ela se diz satisfeita com os avanços obtidos, embora reconheça ainda ter uma distância a ser percorrida para reverter as perdas já ocorridas antes da aplicação.
“Fiz uso das células-tronco e trata-se de um futuro tratamento, muito eficaz, muito bom. Fiz duas aplicações primeiro no olho esquerdo e obtive algumas melhoras, em princípio. Mas, o importante é que estas melhoras permanecem até hoje e neste olho não tive mais perdas. Já no olho direito, que fiz apenas uma aplicação em 2012 e estava muito pior que o esquerdo, ainda não teve melhora. Engraçado que este olho, antes era o meu melhor olho. Acho que demoramos muito para fazer”, relata. (CD)

‘Consigo enxergar’

Só quem é vítima sabe a importância de qualquer avanço em relação a uma destas doenças. É o que relata o carioca Manoel Eleuterio, de 68 anos, analista de sistemas aposentado, que há quatro meses se submeteu pela primeira vez a aplicação das células-tronco em ambos os olhos, para tentar reverter a degeneração da mácula.
Neste período, ele já comemora cerca de 20% da recuperação da visão. “Já não enxergava mais nada, nem os rostos na televisão, tanto que comprei uma televisão imensa e não adiantou de nada. Com a cirurgia já consigo enxergar melhor e tenho certeza que vai recuperar mais a cada dia.” (CD)

Doença pode ser prevenida

Pessoas diagnosticadas com a retinopatia diabética, que chega a atingir 35% dos portadores de diabetes, mesmo com a doença sob controle, tem um elevado risco de perder a visão. Sabe-se que quem tem a doença há mais de 15 anos, apresenta em 90% dos casos alguma alteração nos vasos sanguíneos.
Sendo assim, o Instituto da Visão, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realiza mutirão para diagnóstico precoce há alguns anos, para evitar esta que é uma complicação crônica do diabetes mellitus frente a má circulação na retina, estrutura do olho responsável por transformar a luz em imagens. Em 8% das vítimas há o risco de perder a visão se não tiverem acesso a exames e tratamento.
Exames preventivos como a retinografia são importantes. Ele é eficaz para o diagnóstico e o tratamento das doenças oculares, documentando anormalidades e evolução de lesões suspeitas, além de acompanhar a eficácia de tratamentos.
Ela registra a imagem da retina e do nervo óptico, que analisa as estruturas da retina, coróide e vasos retinianos, por meio de fotos tiradas com uma iluminação especial e com o uso de filtros, e avalia doenças como retinopatia diabética, oclusões vasculares da retina e degeneração macular.
Disponível no Centro Oftalmológico Humanizado de Referência, de Rio Preto, o retinógrafo 3D -Nonmyd WX3D realiza o exame e é indicado também para análise de fundo de olho. (CD)

Como é feita a aplicação das células-tronco

No procedimento é realizado em uma unidade especial de transplante de medula óssea e requer primeiramente que o paciente seja avaliado pelo hematologista que por meio de exames laboratoriais e clínico identificará se o paciente estará apto a realizar o procedimento
nO paciente é submetido a coleta da medula óssea que é feita pelo hematologista sob anestesia local (utiliza-se comumente o osso da bacia que possui mais quantidade de medula óssea e é de mais fácil coleta). Como na oftalmologia utilizamos pouca quantidade para injetar no olho, o procedimento da coleta é mais tranquilo que para outras doenças.
nApós a coleta, uma pequena quantidade de medula óssea é então levada ao laboratório especializado onde por meio de um equipamento especial se separa as células-tronco para serem colocadas em um injetor especial
nNo mesmo dia, que são retiradas as células-tronco são injetadas dentro do olho com anestesia local e o paciente tem alta no mesmo dia sem necessidade de internação.

Fonte:http://grupoojornal.com.br/votuporanga/visao-recuperada/

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Eleitor com deficiência visual como faz na hora de votar?

Eleitor com deficiência

Serviços
Informar necessidade especial à Justiça Eleitoral - entre diretamente em contato com o cartório da Zona Eleitoral de sua inscrição.



Informações

Quais necessidades especiais devem ser informadas à Justiça Eleitoral?

Devem ser informadas as necessidades que afetem o exercício do voto, tais como as relacionadas à locomoção e à visão.

Por que o eleitor deve informar à Justiça Eleitoral suas necessidades especiais?

Para que a seção eleitoral possa ser preparada às necessidades específicas do eleitor (urna com fones de ouvido, local acessível, etc.).

Como o eleitor pode informar à Justiça Eleitoral suas necessidades especiais?

Deve comparecer pessoalmente ao cartório eleitoral mais próximo. Se não for possível, deve entrar em contato com o cartório para orientações sobre como proceder.

Há um prazo para o eleitor informar à Justiça Eleitoral suas necessidades especiais?

Sim. Para que a Justiça Eleitoral possa tomar todas as providências necessárias, devem as informações ser prestadas até 7.5.2014.

As informações recebidas após o prazo também serão consideradas para a preparação das seções eleitorais, na medida do possível.

Como deve proceder o portador de limitação física ou mental para manter regularizada sua situação eleitoral?

Se a pessoa sofre de alguma limitação física ou mental que a impossibilite de votar ou torne extremamente oneroso o exercício do voto, ela mesma ou um familiar mais próximo poderá requerer uma quitação eleitoral permanente ao cartório eleitoral, apresentando documentação que comprove a dificuldade, como laudos médicos, por exemplo.

O juiz avaliará se a situação informada realmente impede o eleitor de votar ou torna extremamente oneroso o exercício do voto e fornecerá documento que o isentará da obrigação permanentemente.

O eleitor com deficiência ou com mobilidade reduzida tem preferência para votar?

Sim, respeitada a seguinte ordem:
candidatos;
juízes eleitorais e seus auxiliares;
servidores da Justiça Eleitoral;
promotores eleitorais;
policiais militares em serviço;
eleitores maiores de 60 anos;
enfermos;
eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida;
mulheres grávidas e lactantes.

O eleitor com deficiência ou com mobilidade reduzida pode ser auxiliado na hora de votar?

Sim. Se o presidente da mesa receptora verificar ser imprescindível que o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida conte com o auxílio de pessoa de sua confiança para exercer o direito de voto, está autorizado a permitir o ingresso dessa segunda pessoa, junto com o eleitor, na cabina de votação.

Como vota o eleitor deficiente visual?

Para votar, serão assegurados ao eleitor com deficiência visual:
a utilização do alfabeto comum ou do sistema braile para assinar o caderno de votação ou assinalar as cédulas, se for o caso;
uso de qualquer instrumento mecânico que portar ou lhe for fornecido pela mesa receptora de votos;
uso do sistema de áudio, quando disponível na urna, sem prejuízo do sigilo do voto;
uso da marca de identificação da tecla número 5 da urna

Fonte:http://www.tre-sc.gov.br/site/eleitores/eleitor-com-deficiencia/index.html

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A difícil decisão de fazer o uso da bengala.

 No início, temos a tendência de pensarmos que não precisamos usar a bengala, pelo fato de não sermos cegos - uma espécie de negação da deficiência, pois não precisamos ser cegos para usá-la. Há um certo orgulho em ainda enxergarmos, mesmo que seja pouco, e pensar em usar a bengala resulta num tipo de orgulho ferido, muitas vezes só de pensar nisso. Quando começamos a usar a bengala, ficamos tímidos, meio constrangidos - isso é involuntário, mas passa, principalmente quando tudo começa a ficar mais fácil, as portas vão se abrindo, as pessoas se aproximando e a sociedade entendendo que temos uma deficiência e assim somos. As situações de vergonha na rua por esbarrarmos em alguém desaparecem, tanto pelo fato de esbarrarmos muitíssimo menos, quanto pelo fato da presença da bengala justificar as eventuais esbarradas. Ou seja, as pessoas que se desculpam e procuram nos cuidar até mesmo. Não tô dizendo que é um conto de fadas ou a melhor coisa do mundo, mas é a nossa vida, somos nós. Nossa independência, nossa autonomia, nosso modo de ser no mundo. Trabalho, faço faculdade, estou sempre em interação com muitas pessoas e tudo se dá com muita tranquilidade, cada vez mais. Usar a bengala e começar a ganhar o mundo é questão de começar e praticar. Quando os benefícios começam a surgir, a gente vê na hora que vale a pena. Tudo acaba sendo maior que o orgulho, o constrangimento, os acidentes, os riscos, as limitações, tudo isso fica tão pequeno e remoto que é preferível optar pela vida, vida plena!!! O que algumas pessoas vão pensar? Não importa! Aliás, não importa o que as pessoas e o que a deficiência fazem conosco, mas sim o que NÓS fazemos com isso!!! Paramos e nos encolhemos? Ou nos libertamos e seguimos? Eu fico com a segunda escolha! E vocês?? Abraço!,  

Por:Rafael braz

Mais um mico para coleção.

Depois de muito tempo sem um desabafo meu por aqui, ai vai mais um! Hoje pela manhã resolvi sair de casa e pegar o ônibus para ir ate a outra cidade pois fazia um tempo que não fazia isto por causa das dificuldades que aumenta a cada dia mais. Mas sei que quanto mais agente se ausenta de fazer as coisas mais abobalhado para andar agente fica e não quero me acomodar. Foi assim estava em cima do horário do ônibus então sai meio apressado então foi quando me deparo com um monte de areia de construção na minha frente, saio afundando os pés no monte de areia e caio por cima do monte de areia e me sujo todo de areia e tenho que voltar para trás para me trocar, acabei desistindo de ir no meu destino. Cara quando acontece isto agente se sente tão mal, passa mil e uma coisas na cabeça, eu sempre penso se tem tanto cara cego por ai andando sozinho por que eu vou me ausenta. Só quando acontece isso da um desanimo, desculpa pelo desabafo Aqui é o único lugar que me sinto a vontade de falar destas situações espero depois rir desta situação. Criei estes canais de interação como blog, grupo, página não apenas com o intuito de trocar informações mais também para horas como estas pois só quem tem esta maldita doença sabe o quanto é difícil conviver com ela. Valeu pessoal vida que segue pois chorar e viver reclamando não vai resolver nada mas é inevitável não vivenciar o momento.

Por:Paulo ricardo

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Paciente pode ver pela primeira vez em três décadas


Paciente pode ver pela primeira vez em três décadas

Residente Arizona tem resultados positivos de uso de Argus II apenas uma semana após o implante de retina
por equipe HSC 
Lisa Kulik viu fogos de artifício para a primeira vez em quase 30 anos em 4 de julho A revelação foi resultado do implante de retina inovadora co-inventado por Mark Humayun no Instituto dos Olhos USC.
Kulik, 55, tem retinite pigmentosa, uma doença degenerativa que rouba progressivamente as suas vítimas de vista. Em 2 de junho, ela se tornou a primeira pessoa a oeste do Mississipi para receber a prótese de retina Argus II US Food and Drug Administration-aprovado - tecnologia sem fio inovadora co-inventado por Humayun, Cornelius Pings Professor de Ciências Biomédicas e professor de oftalmologia, engenharia biomédica , celular e neurobiologia na Keck de Medicina da USC e da Escola de Engenharia Viterbi USC.
Eu estou esperando que eu vou ser capaz de ver as silhuetas das pessoas, como meus netos, e ser capaz de dar a volta por mim.
Lisa Kulik
Quando Kulik usava o Argus II para o 4 de julho celebração com o marido e sobrinha, ela não esperava ver nada. Mas quando os fogos de artifício explodiu, assim como flashes em seu campo de visão.
"Meu marido e sobrinha foram mais animado do que eu", disse ela. "Eu estava vendo flashes grossas e finas, e eu sabia que era o fogo de artifício. Eu também vi a lua, e eu posso ver o contraste entre a grama ea calçada.
"Eu estou esperando que eu vou ser capaz de ver as silhuetas das pessoas, como meus netos, e ser capaz de dar a volta por mim", acrescentou. "Perder a independência tem sido a parte mais difícil [de ser cego] para mim. Eu gostaria de ser capaz de dar um passeio pela rua. "
Progresso de Kulik é encorajador Humayun, que começou a desenvolver o Argus II mais de 20 anos atrás.
"Ela podia ver pontos de luz no primeiro dia de ativação, que é muito emocionante", disse Humayun, co-diretor do Instituto de Olhos USC. "Isso a colocou à frente de nossas expectativas. A maioria dos nossos pacientes não vê há décadas, e eles têm que reaprender a interpretar os sinais visuais, que leva um bom tempo. É como ver um bebê aprende a engatinhar, depois a andar, em seguida, para ser executado. "
Kulik recebeu o implante durante uma cirurgia de quatro horas realizada por Lisa Olmos de Koo, professor assistente de oftalmologia na Escola Keck, com Humayun ajudar.
O morador do Arizona está passando por vários meses de testes de acompanhamento, enquanto ela treina seu cérebro para ver de uma nova maneira.
Ela também está participando de um estudo para determinar se a restauração parcial da visão tem um impacto sobre a forma como o cérebro processa a informação. Ela retorna para a USC periodicamente para exames de imagem ressonância magnética, bem como testes com o Argus II.
USC http://www.healthcanal.com/eyes-vision/54770-patient-can-see-for-the-first-time-in-three-decades.html
Health News - Patient can see for the first time in three decades
de healthcanal.co

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O leitor de tela NVDA.

Introdução.
Existem leitores de telas livres e gratuitos para o sistema Windows. Alternativos, portanto, aos leitores tradicionais e de custo alto. Estes, como qualquer tecnologia proprietária, causam freqüentemente dificuldades, quando não inviabilizam devido ao seu alto custo, a contratação de pessoas cegas por empresas que, naturalmente, preferem contratar funcionários que exijam os menores custos possíveis para desempenharem suas funções. Tais empresas não adotariam sistemas operacionais e tecnologias livres unicamente por causa da necessidade ou preferência de poucos funcionários.
Vamos agora apresentar uma solução promissora nesse ramo: o leitor de telas NVDA, sigla em Inglês para "Acesso Não-Visual ao Ambiente de Trabalho".
Faremos uma introdução descrevendo brevemente o que é, como surgiu, os objetivos do NVDA e, ao final, mostraremos rapidamente como instalar o programa.
Essa introdução é indispensável para situar o leitor no contexto, no funcionamento do projeto e facilitar o entendimento das coisas adiante.
Faremos aqui menções a vários sistemas, softwares e organizações na Internet. Para saber os endereços das mesmas, consulte, por gentileza, as referências ao final deste artigo.

História: Como Surgiu o NVDA?
O NVDA foi iniciado em meados de 2006, pelo jovem australiano Michael Curran, de apelido Mick (pronuncia-se maik). Mick então cursava o segundo ano de bacharelado em Ciência da Computação, mas muito tempo antes ele já percebera as distorções e mazelas que cerceiam o acesso das pessoas cegas, mais especificamente no campo tecnológico.
Sendo ele cego, foi obrigado a comprar um leitor de tela comercial para uso pessoal, profissional e estudantil. Apesar de esse leitor proporcionar acesso relativamente ótimo aos computadores que Mick precisaria usar, com o passar do tempo e convívio com pessoas em situação semelhante mundo afora, pelo menos três problemas ficaram claros para ele:
1. O alto custo financeiro desses produtos impõe sérias restrições a muitas pessoas, de maneira calamitosa, nas nações menos afortunadas do planeta.

2. Questão de ordem técnica, diz respeito ao condicionamento dos usuários cegos às políticas e idéias das empresas específicas que desenvolvem o software assistivo. Por mais excelentes que sejam as soluções encontradas por um determinado fabricante de software, cada pessoa em particular, como usuária e também consumidora, sempre ficará insatisfeita com algum detalhe, isso porque essas soluções geralmente são designadas para atender a todos de modo genérico e não específico. Como a licença desses softwares é quase sempre restritiva, torna-se impossível a cada usuário ou grupo de usuários adaptarem o software em questão àquela necessidade em específico.
3. Finalmente, o principal problema envolve aspectos morais e éticos. No caso que estamos tratando, não é justo que as pessoas cegas tenham de providenciar sozinhas os meios necessários e arcar por si só com os custos das soluções assistivas, para dispor de acesso às mesmas informações que as demais pessoas dispõe proporcionadas pela tecnologia. Sabendo disso, muitos optam por adquirir cópias ilegais desses softwares, o que, por um lado ameniza os gastos financeiros, mas de outro mantém a sujeição desses usuários às políticas do fabricante daquele software, além de ferir a licença outorgada por esse fabricante.
Objetivos e Princípios do NVDA.
Em razão de tudo isso, Mick resolveu abandonar por completo a faculdade de Ciência da Computação e dedicar-se a um projeto capaz de solucionar esses e outros problemas de quem necessita trabalhar em sistemas Windows, que são dominantes entre os sistemas proprietários atuais.
Para atingir esse objetivo, Mick decidiu iniciar o desenvolvimento de um leitor de telas para Windows, estabelecendo alguns princípios básicos a serem seguidos:
• O leitor deve ser gratuito, com o fim de facilitar a disponibilidade do mesmo e o acesso de qualquer pessoa aos mesmos sistemas dos demais leitores de tela sem custos adicionais e exorbitantes;
• O leitor deve ser licenciado de modo a que qualquer pessoa capaz do mundo possa contribuir para a melhoria e aperfeiçoamento deste, como adaptá-lo às necessidades específicas e redistribuí-lo, se for o caso.
• O leitor deve sempre permanecer aberto a novas idéias, sugestões e experimentos provindos de todas as partes do mundo, a fim de não limitar-se ao que já foi tentado nos produtos comerciais similares.
• O leitor deve, na medida do possível, seguir um "design" de fácil entendimento para programadores iniciantes, sem deixar de oferecer uma arquitetura poderosa e flexível ao máximo, que permita melhorar e implementar mais recursos e portar o programa para outros dispositivos e sistemas proprietários, quando for o caso.
Mick chamou, então, esse leitor de "Non Visual Desktop Access" ou NVDA, e escolheu como licença a largamente reconhecida e consagrada GPL (sigla em Inglês para "LICENÇA PÚBLICA GERAL GNU"), de autoria da Fundação para o Software Livre e adotada pelos sistemas GNU/Linux e outros.
Como linguagem de programação ele escolheu a Python, uma linguagem de fácil aprendizado e ao mesmo tempo riquíssima em recursos, usada inclusive internacionalmente por muitos professores universitários para introduzir estudantes de ciência da Computação ao universo da programação de computadores.
Conseqüências das Iniciativas Adotadas.
Por fim, Mick e alguns conhecidos fundaram recentemente a NV Access (acesso não visual), organização não-governamental sem fins lucrativos, destinada a desenvolver projetos e tecnologias livres que facilitem a acessibilidade para pessoas cegas e de baixa visão.
Como resultado dessa postura comunitária e cooperativa do autor e dos amigos mais próximos que o ajudaram no começo, após seis meses desde o início do projeto e divulgação do mesmo, o NVDA já contava com um pequeno time compromissado de desenvolvedores e as primeiras traduções para outros idiomas começavam a surgir.
Hoje faz cerca de um ano que Mick tomou a iniciativa e a popularidade do projeto surpreende a cada dia, crescendo como que em progressão geométrica. Já existe tradução para Português do Brasil. As qualidades técnicas de performance, estabilidade e o grau proporcionado de acessibilidade melhoram notoriamente a cada nova revisão lançada.
Como Conhecer e Instalar o NVDA.
Aqueles que necessitem de uma solução aos moldes do NVDA, ou simplesmente querem experimentar, podem instalá-lo em poucos passos:
1. Acessem esta página: www.nvda-project.org/snapshots . Site Externo.. Aí se encontra a versão mais recente do programa. Recomenda-se sempre instalar uma versão nova, porque ela, geralmente, é mais estável e possui mais recursos que as anteriores.
2. Não se assuste caso não souber ler em Inglês; acesse o primeiro link da página que se chama "installer", para baixar um instalador automático do NVDA. Essa forma de instalar é ideal para quem não tem ou não sabe se tem um descompactador de arquivos no sistema, ou quer garantir que os arquivos sejam colocados nos lugares exatos.
3. Salve o arquivo em uma pasta qualquer, vá até ela, execute o arquivo, responda a qualquer pergunta se realmente deseja executá-lo e a instalação começará.
A outra forma de instalar é o segundo link da página acima informada, chamado "zip archive" que baixa um arquivo compactado. Ele é ideal se você prefere escolher com mais segurança a pasta onde quer instalar o programa e deseja fazê-lo de modo mais transparente:
1. Salve o arquivo e descompacte-o numa pasta vazia. Sugerimos C:\nvda, mas pode ser outra qualquer.
2. Desligue o seu leitor de telas, caso esteja usando algum e execute o arquivo nvda.exe, pressionando enter ou clicando, a depender do seu caso;
3. O NVDA toca então algumas notas musicais, começa a falar fazendo algumas perguntas. Basta ir dando continuidade pressionando enter até o final da instalação;
4. Ao final ele mostra uma janela contendo informações básicas para quem nunca trabalhou com ele. Use as setas para ler.
A voz padrão é o sintetizador Espeak. Você pode trocar de idioma teclando o comando CONTROL+SHIFT+V. Pode escolher também outro sintetizador teclando CONTROL+SHIFT+S.
Referências.
Explicaremos posteriormente o muito mais que se pode fazer com o NVDA, esse leitor fantástico que tantos problemas nos vai resolver. Por ora, você pode ler os documentos referenciados nesse artigo e que são bastante explicativos:
• Sítio oficial do NVDA, em Inglês: www.nvda-project.org . Site Externo.
• Sítio brasileiro da linguagem de programação Python: www.pythonbrasil.com.br . Site Externo.
• Sítio da ONG NV Access, em Inglês: www.nvaccess.org Site Externo.
• Licença Pública Geral GNU, tradução para Português:
http://www.magnux.org/doc/GPL-pt_BR.txt Site Externo.
• Página pessoal de Michael Curran, em Inglês: www.kulgan.net/mick Site ExterMe Tracker

FONTE:http://www.acessibilidadelegal.com/33-nvda.php

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Aplicativos de celular ajudam a melhorar a vida de deficiente visuais.


Aplicativos de celular ajudam a melhorar a vida de deficiente visuais
Diferentes tecnologias facilitam na hora de pegar ônibus, ler e pagar contas.
Uma tecnologia simples, ao alcance das mãos de qualquer pessoa, pode ajudar a melhorar a vida de mais de 500 mil brasileiros, que não conseguem enxergar.
Para onde você olha hoje, tem alguém mexendo em um celular. Isso acontece por causa do grande número de utilidades que os chamados smartphones estão reunindo. Além de acessar redes sociais, dá para chamar táxi, para pagar a conta no banco, descobrir o endereço para onde você quer ir. Agora, se você acha que eles estão muito presentes e facilitando o seu dia a dia, espera para ver o que esses aparelhinhos estão fazendo na vida de quem tem uma deficiência visual.
Quando Luiz Eduardo Porto ficou cego, descobriu que situações de rotina, como pegar um ônibus, poderiam virar desafios. “Digamos que o ônibus fosse chegar em 14 minutos. Eu ficaria lá durante 14 minutos fazendo sinal para tudo e todos que passassem pelo ponto”, diz o desenvolvedor do aplicativo.
Então, o próprio Luiz desenvolveu o aplicativo. Conectado aos aparelhos de GPS dos veículos da frota de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, o programa avisa quando e que ônibus vai chegar.
“Daqui a oito minutos o ônibus vai chegar. Então, até posso colocar ele no bolso. Quando ele vibrar, já começo a fazer sinal", conta Luiz.
Andar a pé pelas ruas de Brasília também ficou mais fácil para Justino Bastos com a ajuda de um contador de passos instalado no celular. “No percurso, isso ajuda até eu me localizar na proximidade que eu estou, pela quantidade de passos”, conta o vice-presidente da Associação Brasiliense de Deficientes.
Para quem tem como trabalho analisar centenas de documentos e consultar leis, ler é imprescindível. Eduardo Homem de Sá, advogado de Belo Horizonte, faz isso hoje com a ajuda de leitores digitais.
“Isso é fantástico, porque tempos atrás eu teria que ter alguém para ler para mim. Agora não. Eu posso acessar o aplicativo, o aparelho lê para mim e eu tenho acesso a toda a lei”, conta.
E, nesse caminho, pagar a conta do almoço sozinho e com segurança, vira uma grande conquista.
“Basta tirar a nota e apontar o celular. Com certeza, a tecnologia assistiva me dá autonomia”, comemora um deficiente visual.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/08/aplicativos-de-celular-ajudam-melhorar-vida-de-deficiente-visuais.html
Aplicativos de celular ajudam a melhorar a vida de deficiente visuais
de g1.globo.com.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cadastro nacional a candidatos a utilização de cães guias.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República ( SDH/PR ) lançou nesta quarta-feira (06) Chamada Pública para a criação do Cadastro Nacional de Candidatos à Utilização de Cães-Guia. O cadastro é voltado para pessoas com deficiência visual que têm interesse na utilização destes animais. O formulário para inscrição ficará disponível para a inscrição de candidatos das 0h desta quinta-feira (7) até às 23h59 do próximo dia 17 de agosto, por meio do endereço eletrônico: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=16439 , Link, A inscrição servirá para a criação de uma lista de candidatos que poderão adquirir um cão-guia nos processos de seleção realizados pelos Centros de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia via editais. Além do IFC-Camboriú, já em atividade, outros seis já estão em construção nos municípios de Alegre/ES, Muzambinho/MG, Urutaí/GO, Limoeiro do Norte/CE, São Cristóvão/SE e Manaus/AM.  Estão aptas a realizar a inscrição candidatos com cegueira ou baixa visão, no termos do art. 2º, I do Decreto nº 5.904/2006; a partir de 18 anos e que possuam condições físicas, psicológicas e financeiras para manter um cão-guia como tecnologia assistiva.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Método para devolver vista a afectados por retinitis pigmentosa.


Método para devolver vista a afectados por retinitis pigmentosa
Médicos mexicanos, juntamente com os seus homólogos na Inglaterra e no Canadá, criaram um método para restaurar a vista aos cegos e deficientes visuais, afetada pela doença conhecida como retinite pigmentosa.
É uma doença dos olhos em que há danos à retina. A retina é a camada de tecido na parte de trás do olho que converte imagens de luz em sinais nervosos e os envia para o cérebro.
Retinite pigmentosa pode ser herdada. É um distúrbio que pode ser causada por muitos defeitos genéticos.
As células controladores de visão noturna (varetas) são mais propensos a ser afetados; No entanto, em alguns casos, as células da retina de cone são aqueles que recebem a maior parte dos danos. O principal sinal da doença é a presença de depósitos escuras na retina.
O principal fator de risco é uma história familiar de retinite pigmentosa.
Os sintomas muitas vezes aparecem pela primeira vez na infância, mas problemas de visão graves geralmente não ocorrem até a primeira parte da vida adulta.
Diminuição da visão à noite ou com pouca luz 
A perda da visão lateral (periférica), provocando "campo de visão de túnel" 
A perda da visão central (em casos avançados) 
O gerente de projeto para o México, Adda Avilés Villanueva, disse que, após anos de pesquisa genômica. não foi capaz de detectar 18 mutações retinite pigmentosa, que pode restaurar a visão de pacientes com apenas um aminoácido de proporcionar-lhes falta.
Esta doença, explicou, é gerado pela falta de um aminoácido, que permite a utilização com sucesso de vitamina "A".
Em um paciente com a doença, esta vitamina está acumulada na retina por meio de depósitos, que afecta as células que são abrangidos pela vitamina como um pigmento escuro, que, gradualmente, gera a perda de visão.
Ele disse que, em 1997, ele iniciou a primeira pesquisa sobre esta doença, que, segundo ele, ainda hoje muitos especialistas não conseguem identificá-lo, razão pela qual o seu diagnóstico médico perda de visão associado a uma doença neural.
O especialista graduado pela UNAM e que atualmente realiza pesquisas em Yucatan, observou que vários especialistas associados com o Olho Virtual Caremd pertence, começou desde 2006 em aplicações humanas com sucesso para restaurar a visão de pessoas que perderam por causa da doença.
No México, ele acrescentou, "estima que 40.000 pessoas têm a doença, mesmo que hoje muitos dos afetados podem recuperar a visão através de uma técnica simples que envolve a injeção de um aminoácido nas retinas de pacientes e isso promove o uso adequado de vitamina 'A' ".
Ele disse que no momento em que foram determinadas 279 mutações genéticas de retinite pigmentosa, em 18 desses casos, causando a cegueira pode ser revertida em sua totalidade com uma intervenção simples e efeitos visíveis em apenas 72 horas na maioria dos casos http://www.cronica.com.mx/notas/2014/848559.html.
La Crónica de Hoy | Método para devolver vista a afectados por retinitis pigmentosa
de cronica.com.

sábado, 26 de julho de 2014

A eficácia do tratamento de isopropílico unoprostona tópica (RESCULA)em pacientes com retinose pigmentar.

Um estudo foi conduzido pelo Dr. Akiyama & associados do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Kyushu, Fukuoka no Japão para avaliar o efeito do tratamento tópico isopropilunoprostona (unoprostona) (na forma de colírio) em pacientes com retinite pigmentosa (RP). Este medicamento é usado atualmente em glaucoma.
Quarenta pacientes com formas típicas de RP foram incluídos no estudo, dos quais 17 pacientes foram tratados com 0,12% unoprostona tópica duas vezes por dia em um olho seleccionada aleatoriamente. A eficácia do tratamento foi monitorizada por testes de acuidade visual e de campo visual utilizando o Humphrey Field Analyzer (HFA). Além disso, 12 doentes RP que foram incluídos neste estudo e 12 indivíduos normais, foram avaliadas em termos de fluxo de sangue macular em ambos os olhos após a instilação de unoprostona usando o método de manchas de laser.
Um ano após o tratamento, a "sensibilidade macular ', calculada por HFA como a sensibilidade média das centrais 12 pontos, foi preservada nos olhos semelhantes, bem como os olhos tratados com unoprostona. Por outro lado, que nos olhos do paciente de controlo RP foi significativamente diminuída. Além disso, não foram significativamente maiores melhoramentos da 'sensibilidade macular' nos olhos tratados com unoprostona do que os outros olhos. Os índices de variação de fluxo de sangue macular obtidos a partir de ambos os pacientes RP e indivíduos normais foram significativamente aumentados em ambos os tratados e os companheiros de olhos. Não foram observados efeitos secundários graves. Os autores concluem que os resultados demonstram unoprostona tópico pode ser eficaz em pacientes com RP como conseqüência da melhora do fluxo sanguíneo macular, bem como o seu efeito neuroprotetor direta.
Nota do editor: Foi-nos dito que o artigo acima foi difícil de compreender. Por isso nós pedimos nossos médicos para ajudar a tornar mais simples para os não-especialistas para ler. Espero que a parte abaixo ajuda. Graças Ms Anjali Sharma, Bangalore.
Então, o que o estudo nos diz?
Neste estudo, a aplicação de isopropil-unoprostona (unoprostona) eyedrops aos RP olhos demonstraram o seguinte:
A droga apareceu para estabilizar e / ou melhorar os campos visuais nas RP olhos que foram tratados, em comparação com os olhos de pacientes que não foram tratados com esses colírios.
O outro olho não tratado (lembrando que apenas um olho do paciente tinha colírio aplicado a ele) dos pacientes tratados com RP também mostraram alguma melhoria, indicando que o fármaco é absorvido no sangue e atinge o outro olho. Mas o efeito não foi tão significativa como no olho tratado - o que indica que quando aprovada para utilização, as gotas oculares terá que aplicado a cada um dos olhos separadamente.
O fluxo de sangue macular também apresentou melhora nos pacientes tratados RP em relação aos não tratados, o que pode, potencialmente, ter um papel a desempenhar na estabilização ou até mesmo reverter a doença.
Traduçao Rodrigo Xavier
Fonte : http://retinaindia.blogspot.it/2014/07/treatment-efficacy-of-topical.html?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed:+RetinaIndia+%28Retina+India%29

quarta-feira, 23 de julho de 2014

UFRN desenvolve sistema que ajuda deficientes visuais a evitar acidentes.

Acostumados a enfrentar dificuldades para andar nas ruas de Natal, os deficientes visuais podem em breve ganhar um aliado para evitar acidentes. Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está desenvolvendo um sistema que calcula distâncias, identifica obstáculos e alerta sobre eventuais perigos que estejam no caminho de pessoas com deficiência visual.

O olho biônico, como é chamado, já vem sendo testado em um estúdio com a simulação de obstáculos encontrados nas ruas. O coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica na Saúde (Lais) da UFRN, Ricardo Valentim, explica que a ideia é utilizar a mesma técnica que os morcegos utilizam. "Emitir o som e a partir do tempo de retorno calcular a distância entre os objetos ou identificar se há um vazio, como um buraco", conta.
O sistema funciona com três sensores: um instalado na aba do boné, outro na altura da cintura que pode ficar na bengala do deficiente visual, e o terceiro na ponta da bengala. "Os sensores recebem as informações sobre os obstáculos e desníveis e informa, de forma sonora, para o deficiente visual", esclarece o pesquisador Sedir Moraes. Um aplicativo, instalado no celular, emite os alertas sonoros.

A expectativa do coordenador do Lais é que empresas se interessem em produzir o sistema em escala, no entanto ele acredita que o poder público deveria aproveitar a oportunidade. "O ideal mesmo é que o Sistema Único de Saúde (SUS) absorva e possa distribuir isso gratuitamente para os deficientes visuais". O custo do protótipo em teste atualmente é de R$ 60 com a utilização de uma bateria com autonomia para 12 horas.
ASSISTA O VIDEO DA REPORTAGEM NO LINK ABAIXO:


http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/bom-dia-rn/videos/t/edicoes/v/ufrn-desenvolve-sistema-que-ajuda-deficientes-visuais-a-evitar-acidentes/3514319/

terça-feira, 8 de julho de 2014

Aceitar a deficiência.

Quando perdemos a visão ao longo da vida, principalmente na adolescência, muitas vezes, sofremos da principal barreira para nos adaptarmos e convivermos bem com esta nova situação, o autopreconceito.
As pessoas com deficiência adquirida não estão livres de um dos sentimentos inerentes ao ser humano: o preconceito.
Projetamos na sociedade nossa própria visão em relação à deficiência. Nossa dificuldade de aceitar o diferente, de evidenciar uma dificuldade, de aceitarmos as pessoas fora do padrão.
Criados em uma cultura excludente, em que o mundo é protagonizado por super homens e mulheres, muitas vezes demoramos para encontrar o caminho alternativo para fazer as coisas com naturalidade. Ler usando braille, pedir ajuda para encontrar algo ou andar com o auxílio do condutor são atitudes que negamos em prol de uma suposta normalidade, de um jeito aceito pela sociedade e por nós.
Recusamos ajuda, dizemos não ao recurso, abrimos mão de ferramentas por considerarmos símbolos de uma situação de inferioridade, de incapacidade.
Procuramos o padrão para sermos aceitos, para aceitarmos a nós mesmos.
Insistimos em fingir que somos o que não somos.
Mas tem uma hora, ainda bem, que dá tudo errado. Tropeçamos feio no degrau que fingimos ver, falamos a coisa certa para a menina errada, entramos na porta que estava fechada. Só aí sentimos a dor da mudança, uma dor profunda que faz a gente parar para refletir, parar para procurar um novo caminho. Faz com que pensemos se somos maiores ou menores que os símbolos dos quais insistimos em fugir.
Mais cedo ou mais tarde, com menos ou mais dor, nós encontramos o caminho. Percebemos que maior que qualquer símbolo é a pessoa e suas atitudes; percebemos que não enganávamos ninguém, e aí começamos a assumir nossa condição e os recursos para que tenhamos plenitude em nossas ações.
Quem dependia de alguém para ler o texto, passa a usar o Braille ou o leitor de tela; no lugar de pedirmos ajuda para ir até a esquina, andamos com autonomia usando uma bengala; perguntamos onde está ao invés de disfarçarmos para procurar. Quando assumimos os recursos nos damos a oportunidade de sermos capazes.
O primeiro passo para a inclusão é incluirmos a nós mesmos, já que a aceitação pelos outros passa, inicialmente, pela nossa autoaceitação.

Por Guilherme Bara
http://www.blogdoguilhermebara.com.br/aceitar-a-deficiencia/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Poema: Os deficientes visuais não são iguais.

Alguns enxergam embaçado ,
outros vêem de lado.
Alguns vêem só durante o dia,
outros só a noite.
Tem deficiente visual que ver vulto,
já tem outros que vêem só o escuro.
Tem deficiente visual que é cego,
já tem outros que tem baixa visão.
Tem deficiente visual que é feliz do jeito que é,
já tem outros que usam a cegueira para conseguir o que quer.
Alguns são de nascença,
outros perdem mais tarde.
Alguns não se aceitam,
e engnoram a realidade.
Tentam ser o que não são,
fingindo que enxergam lascam a cara no chão.
Ficam perdendo tempo achando que são encapasses,
enquanto outros ficam lutando para mostrar que são capasses.
Enquanto tem cego usando a cegueira para pedir esmola,
tem outros usando a cegueira para sorrir e jogar conversa fora.
Enquanto tem cego usando a cegueira para brincar,
tem outros usando a cegueira para chorar.
Enquanto alguns cegos estão na sala de aula estudando,
outros estão trancados no quarto se lamentando.
Alguns deficientes visuais só ver de frente,
outros são muito exigentes.
Tem cego que quando chega gente quer logo se exibi,
tem outros que quando chega gente e querem logo sair da li.
Tem deficiente visual que é amigo,
já tem outros que são agressivos.
Todos eles tem seus ideais,
mais os deficientes visuais não são iguais.

Autor:Geilson de Sousa Santos

Fonte:http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=32414

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Recado de um deficiente visual.

Eu perdi um pouco de minha visão aos quatro anos. Bastante visão aos dezesseis e, praticamente tudo, do pouco que me restava, uns três anos depois.
Tive momentos difíceis na hora de estudar, na hora de querer namorar, na hora de querer dançar em uma festa.
Não é fácil se adaptar ao mundo quando não se enxerga, mas é importante entender que poucas coisas realmente valiosas são fáceis.
Rapidamente, percebi que tinha só duas opções. Eu podia ficar fechado em casa, chorando, porque era uma vítima. Ou podia sair e viver a vida.
Foi fácil entender isso intelectualmente. Emocionalmente, demorei um pouco para aceitar esta simples lógica.
Eu queria trabalhar, ter responsabilidade, ser produtivo, ser amado, casar, ser independente. Nada disso me seria garantido se eu arriscasse e fosse à luta.
Mas, se eu ficasse me sentindo uma vítima, era certo que nunca teria nada do que queria. A decisão era fácil, embora a luta não fosse.
Acredito que algo que sempre incomoda quando se está enfrentando um desafio, como a cegueira, é que acreditamos que tudo isso é injusto. Por que eu? Por que eu estou ficando cego?
Com certeza, outras pessoas se perguntam outras coisas como: Por que eu tenho câncer? Por que não tenho dinheiro? Por que não sou o homem mais bonito ou popular?
O interessante é que sempre achamos que o nosso problema é o mais sério.
O certo é que não damos valor a nada do que temos. Então, sempre parece que não temos nada. Só damos valor a coisas que perdemos.
Quando estava fazendo mestrado em Washington, triste por algum motivo, nem sei se era porque, como cego, estava tendo dificuldades ou se meu computador estava com problemas, escutei, através do rádio, as notícias de um professor universitário na Califórnia que era quadriplégico.
Ele precisava pegar um lápis com sua boca e escrever no seu computador, apertando uma tecla de cada vez.
Imagine: eu me sentindo a maior vítima. No entanto, eu podia andar por todo o campus, sem ajuda de ninguém, podia escrever mais rápido à máquina do que qualquer pessoa na minha sala.
Aquele professor me ajudou a valorizar muitas coisas que eu não estava dando importância. Perguntei-me: O que é justo? O que é injusto?
É justo eu ter pernas quando não as utilizo para ganhar medalhas nas Olimpíadas? Ou não as uso para ajudar o próximo e nem sequer as valorizo?
É justo eu ter um cérebro e não utilizá-lo ao máximo? É justo eu ter braços fortes e não usá-los para abraçar, demonstrar meu amor a quem, todos os dias, me dá tanto?
É justo eu ter uma vida e não me lembrar de agradecer, todos os dias, aos meus pais por me terem permitido nascer?
É justo eu ter uma esposa, um curso universitário, um coração que pulsa, rins que funcionam, pulmões fortes, mãos rijas, e não me recordar de dizer ao meu criador: Obrigado, Deus, por me teres criado?
* * *
A carta que acabamos de ler é de um jovem brasileiro, que trabalha em Nova Iorque. Sua filosofia pessoal, com certeza, não alentará somente aqueles que estão enfrentando cegueira física, mas também a todos aqueles de nós que portamos a cegueira espiritual, que não nos permite enxergar as bênçãos de que somos portadores.
Pensemos nisso e mudemos o foco das nossas vidas de lutas, dissabores e dificuldades para vidas de oportunidades, testes e aprendizado.
Redação do Momento Espírita, a partir de carta de Fernando
Botelho, endereçada a um jovem cego de nome Juliano, residente em
Curitiba, Estado do Paraná.
Em 7.3.2014.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Olho biónico pode ajudar adultos com retinose que perderam a capacidade de distinguir formas e movimentos a ter mais mobilidade e assegurar a realização de atividades.

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos aprovou esta quinta-feira a comercialização do primeiro olho biónico, denominado Argus 2, já avalizado pelas autoridades europeias e usado em 60 deficientes visuais em todo o mundo.

Este dispositivo, desenvolvido pela empresa californiana Second Sight Medical Products, é composto por elétrodos implantados na retina e lentes equipadas com uma câmara minúscula.

O olho biónico permite a pessoas que sofrem de retinose pigmentar, uma rara doença genética que provoca a degeneração dos fotoreceptores da retina, recuperar parcialmente a visão, graças a uma prótese de retina que estimula o nervo ótico através de sinais de vídeo e de carga elétrica.

"Este dispositivo pode ajudar adultos com retinose que perderam a capacidade de distinguir formas e movimentos a ter mais mobilidade e assegurar a realização de atividades quotidianas", disse Jeffrey Shuren, da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA), cita a agência France Presse.

O sistema pode ser implantado em indivíduos a partir dos 25 anos.

A FDA realizou testes clínico em vários pacientes e concluiu que o aparelho fornece uma acuidade visual que lhes permite distinguir formas a preto e branco e visualizar algumas sombras.

O Argus 2 está disponível em vários países europeus por 73.000 euros.

Fonte:http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/estados-unidos-aprovam-comercializacao-do-primeiro-olho-bionico-do-mundo.html

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dispositivo traz nível de visão útil para a vida diária de pessoas que já tinham perdido totalmente a visão em virtude da Retinose Pigmentar.

Retina Implant AG resultados de ensaios clínicos apresentados pela primeira vez no líder francês Congresso de Oftalmologia
Retina Implant AG , desenvolvedora de implantes sub-retinianos para pacientes cegos por retinose pigmentar , anunciou que Walter -G Wrobel , CEO da Retina Implant AG, apresentou os resultados do ensaio clínico da Companhia , pela primeira vez na França no Congresso de 120 dos franceses Sociedade de Oftalmologia (SFO) . Era uma das 20 apresentações na sessão de comunicação oral, " retine Medicale ".
Em sua apresentação no pódio resultados de ensaios clínicos da Retina Implant , em que cerca de 40 pacientes cegos pela RP foram implantados com o implante sub-retinal Alpha IMS Wrobel compartilhada; a maioria dos pacientes implantados com o dispositivo recuperou um nível de visão útil para a vida diária que lhes permitiu reconhecer rostos , distinguir objetos de médio porte , como telefones e ler sinais nas portas.
Resultados de ensaios clínicos da Retina Implant foram publicados duas vezes no renomado jornal peer-reviewed Proceedings of Royal Society B : Biological Sciences e foram a base para o recebimento de marca CE da microchip subretiniana Alpha IMS.
"A França é o lar de alguns dos especialistas mundiais de doenças dos olhos principais , tornando-se uma prioridade para a Retina Implant para educar e treinar novos potenciais parceiros clínicos , Francês na nossa tecnologia", disse Walter -G Wrobel , CEO da Retina Implant AG. " Nós ficamos muito satisfeitos por esta oportunidade de se envolver em discussões produtivas sobre nossa tecnologia com a comunidade oftalmologia francês distinto e estamos ansiosos para continuar o diálogo . "
O Alpha IMS é um microchip subretinal 3x3 mm2 com 1.500 eléctrodos que é implantado por baixo da retina , especificamente na região macular . O dispositivo gera visão artificial para os cegos durante anos imitando a função dos fotorreceptores dentro do olho , permitindo-lhes perceber a luz , detectar movimento, ler as letras e executar tarefas diárias com maior acuidade e mobilidade. Retina Implant recebeu a marca CE para o dispositivo em julho de 2013 , tornando-se o primeiro implante sub-retinal obter a marca CE para distribuição na União Europeia .
RP Fighting Blindness está empenhada em acompanhar o desenvolvimento desta tecnologia emocionante e espera ser capaz de lhe trazer atualizações como ensaios , pesquisas e avanços tecnológicos progresso. Professor Eberhart Zrenner , Presidente Professor de Oftalmologia, Instituto de Ophthalmic Research, Universidade de Tuebingen e um dos fundadores da Retina Implant AG irá falar em RP deste ano Combate Conferência Anual Cegueira em junho.

Fonte : http://www.rpfightingblindness.org.uk/newsevent.php?tln=newsevents&newseventid=369

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Moringa Oleífera uma planta que contém muitas propriedades boa para nossa visão.

Lendo aqui e ali, dei com um bom artigo a respeito de seu uso para quem sofre com, ou teme a, degeneração da mácula. Traduzi e copio:

"Degeneração macular é um distúrbio que ocorre nas pessoas mais velhas. Pode ser prevenido ou controlado pelo consumo de carotenóides, antioxidantes, zinco, etc. A moringa contém esses nutrientes que podem ser tomados como um suplemento para o bem-estar.

"Na degeneração macular o centro do revestimento interno do olho, conhecido como a área macular da retina, vai ficando fino, atrofiado e às vezes sangra. Isso pode resultar em perda da visão central, que dá habilidade de ver os pequenos detalhes, ler, reconhecer rostos.

"O Age-Related Eye Disease Study , estudo das doenças da visão relacionadas a idade, mostrou que uma combinação de altas doses de betacaroteno, vitamina C, vitamina E e zinco pode reduzir o risco de desenvolver degeneração macular avançada em 25% dos pacientes em estágio inicial porém com sinais significativos do processo. Esta é a única intervenção a reduzir comprovadamente o risco de degeneração macular avançada neste momento. A moringa contém mais de 90 nutrientes e 46 antioxidantes. Contém quase todas as vitaminas e os micro e macro mninerais necessários às funções das células.

"Pressão alta pode estar associada a degeneração macular. A moringa é rica em potássio, que ajuda a reduzir o risco de pressão sanguínea alta. Antioxidantes são substâncias que evitam a danos oxidativos a tecidos como a retina. Alimentos ricos em antioxidantes são benéficos para pacientes com degeneração macular. Os antioxidantes mais populares são os carotenóides. Os benefícios de altos níveis de antioxidantes e zinco para interromper o retardar o desenvolvimento da degeneração macular foram muito divulgados, e consumir moringa pode impedir a degeneração macular avançada.

"O pó das folhas de moringa é um nutriente rico e um suplemento vitamínico. As cápsulas de moringa são feitas usando o puro Pó de Folha de Moringa. As cápsulas são 100% vegetarianas. Moringa como suplemento provê 15 vezes o potássio da banana, 17 vezes o cálcio o leite, 4 vezes a vitamina A da cenoura, 25 vezes o ferro do espinafre e metade da vitamina C da laranja.

"Moringa está entre as fontes vegetais mais ricas em vitaminas: A (betacaroteno), B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (Niacina), B6 (piridoxina), B7 (biotina), C (ácido ascórbico), D (colecalciferol), E (tocoferol) e K. A vitamina A é a mais necessária para o corpo manter a visão perfeita. A lista de minerais presentes na Moringa é abundante e inclui os principais, como cálcio, cobre, ferro, potássio, magnésio, manganês e zinco."


Texto assinado por Avon Howard Jr., consultant, em http://www.thefreelibrary.com/Moringa+-+the+Natural+Cure+for+Macular+Degeneration-a01073886681



Mais um video


Fonte:http://www.soniahirsch.com/2010/04/moringa-planta-boa-ate-contra.html

Ácido valpróico como um tratamento para Retinose pigmentar.

Os ensaios clínicos de ácido valpróico para o tratamento da Retinite Pigmentosa começou em ambos os EUA e Coreia no final de 2011 Como assim, um menor ensaio aberto mais curto foi iniciada no Japão . . Embora os dois estudos maiores ainda não informou , os resultados do pequeno estudo japonês de 30 pessoa foram apresentados na ARVO .
O julgamento fez show na melhoria da acuidade visual média ( como clara visão é ) depois de três meses de tomar o ácido valpróico (400 mg por dia durante 3 meses) com um aumento de cerca de 5 cartas em uma carta de olho padrão. Houve uma melhora ligeiramente adicionado (cerca de mais uma carta , em média) depois de meses de tratamento. Um aumento mensurável na sensibilidade Retiniana relataram não era evidente em qualquer período de tempo . A visão da pessoa retornou à linha de base com bastante rapidez depois que parou de tomar o tratamento. Neste relatório preliminar , não havia realmente nenhum detalhe oferecido sobre a variação entre indivíduos que recebem os tratamentos. Nós não sabemos se alguns indivíduos fez consideravelmente melhor do que os outros.
Estes resultados construir no primeiro estudo pequeno de ácido valpróico envolveu seis pessoas com Retinite Pigmentosa autossômica dominante , particularmente mutações no gene RHO . No entanto, há cada vez mais evidências de que o ácido valpróico pode ser um tratamento útil para alguns tipos de Retinose Pigmentar e não para outros. Dr. Orson Moritz, um pesquisador da Universidade de British Columbia tem vindo a explorar esta questão com financiamento da Fundação Fighting Blindness .
Dr. Moritz testado tratamento ácido valpróico em girinos cuja visão foi danificado por mutações genéticas diferentes tudo dentro do gene RHO . Ele constatou que o tratamento com ácido valpróico tinha um poderoso efeito benéfico sobre os olhos danificadas por um tipo de mutação e um forte efeito negativo sobre os olhos danificadas por um outro tipo de mutação . Por dois outros tipos de mutação , a droga teve um efeito mínimo .
Estes resultados sugerem que o tratamento com ácido valpróico terá de ser cuidadosamente orientados para certos tipos genéticos de herança autossômica dominante Retinite Pigmentosa .
fonte :
Satoshi Iraha , Yasuhiko Hirami , Sachiko Oota , Michiko Mandai , Hidenobu Tanihara , Masayo Takahashi e Yasuo Kurimoto . A eficácia do ácido valpróico para os pacientes a Retinite Pigmentosa . ARVO

Fonte:http://www.ffb.ca/research/research_news/ARVO_valproic.html

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Teste genético e Retinose Pigmentar.

Nos últimos 20 anos, os cientistas têm descoberto as mutações genéticas que estão por trás de doenças hereditárias de retina , como retinite pigmentosa. Como a tecnologia para avaliar as mutações genéticas torna-se mais facilmente disponíveis , os cientistas são capazes de olhar e avaliar amostras de um grande número de pessoas. Encontrar genes e mutações são importantes, como esse esforço ajuda o planejamento familiar , dá prognóstico visual, confirma o diagnóstico clínico e permite entrada em ensaios clínicos para tratamentos de teste.
Dr. Robert Koenekoop é um dos caçadores de genes premier do Canadá. Ele recebe financiamento da Fundação Fighting Blindness para estudar as mutações genéticas que levam a tanto amaurose congênita de Leber e retinite pigmentosa. Em um estudo recente , relatou na conferência ARVO deste ano , ele trabalhou com vários colegas americanos para realizar um estudo genético em larga escala de 552 pessoas de diferentes grupos étnicos que vivem com retinite pigmentosa ( RP ) . A equipe desenvolveu um painel de genotipagem de design personalizado , que lhes permite testar amostra de cada pessoa para mutações em mais de 200 genes de doenças da retina ao mesmo tempo .
Com este painel de genotipagem , a equipe foi capaz de identificar com sucesso a mutação genética causal em 58% das pessoas. Este é um progresso notável , uma vez que menos de cinco anos atrás, um estudo deste tipo provavelmente teria tido sucesso em cerca de um terço dos casos.
O estudo também fez várias outras descobertas notáveis :
Mesmo com um teste que procura apenas os genes que se sabe estarem associadas com a degeneração da retina , cerca de 80 % das mutações encontradas eram novas ( isto é, houve um erro diferente do gene do que a que tinha sido observado por outros cientistas no passado ) .
Mutações no gene USH2A foram as mutações mais comumente identificados , embora as pessoas que estão sendo testados podem não ter quaisquer problemas de audição .
Algumas mutações são mais comuns em determinados grupos étnicos , por exemplo, mutações no gene EYS eram dez vezes mais comum em pacientes chineses han que em pacientes caucasianos.
Quase 20 % das pessoas que receberam um diagnóstico genético através deste estudo uma mutação em um gene associado geralmente com algum outro não- retinite pigmentosa tipo de doença da retina - como amaurose congênita de Leber ou cone -rod distrofia . Conselheiros genéticos devem considerar esta possibilidade quando realização de testes .
Como os tratamentos tornam-se disponíveis , os testes genéticos se tornará uma parte cada vez mais importante da gestão de retinite pigmentosa e outras doenças hereditárias de retina . Estudos como este ajudam conselheiros genéticos escolher o melhor processo de teste para cada paciente e desenvolver um padrão de cuidado para o teste genético de rotina mais de pessoas com doenças da retina hereditária.
"Fizemos um grande progresso com a seleção genética nos últimos anos", diz o Dr. Koenekoop " , e nosso trabalho continua a contribuir para a descoberta de novos genes. Amostras de todas as pessoas do estudo que não receberam um diagnóstico do nosso painel estão agora a ser estudado com exome seqüenciamento todo - um processo onde nós caçamos para mutações em todos os genes de uma pessoa , incluindo muitos novos genes para RP . Esse tipo de pesquisa está nos ajudando a fazer o teste útil para mais e mais pessoas . "
fonte :
Feng Wang , Li Zhao, Wang Hui , David A. Simpson, Stephen P. Daiger , Silvestri Giuliana , Kang Zhang, Robert K. Koenekoop , Ruifang Sui e Rui Chen . Decifrando a arquitetura genética da retinite pigmentosa através de uma combinação de painel e exome seqüenciamento todo. ARVO

Fonte : http://www.ffb.ca/research/research_news/ARVO_screening.html?PHPSESSID=cd1629873a8c4a3ee676a18978cfed57

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Vice Miss Brasil sofre de doença que enfraquece visão e pode ficar cega.Reportagem do programa Balanço Geral da Tv Record com a Miss Janaina portadora de Retinose pigmentar.

Janaína, a vice Miss Brasil 2013, sofre de uma doença enfraquece a visão gradativamente, e pode fazer com que ela fique cega. Apesar disso, a bela moça não perde o rebolado, e faz uma apresentação de dança do ventre no palco do Balanço Geral .


CLIQUE AQUI E ASSISTA!


Fonte:http://noticias.r7.com/balanco-geral/videos/vice-miss-brasil-sofre-de-doenca-que-enfraquece-visao-e-pode-ficar-cega-02052014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Publico aqui dois textos falando sobre acunpultura para o tratamento da RP.Será que realmente traz algum resultado?


Uma das doenças oculares mais frequentes do mundo é a retinite pigmentosa, distrofia hereditária causada pela perda de células sensíveis a luz da retina (fotorreceptores retinianos), e que, em muitos casos, pode levar à cegueira. Estimativas apontam que cerca de um a cada quatro mil pessoas no mundo sofram deste problema, segundo o portal internacional Orphanet, que reúne informações sobre doenças raras.

Segundo especialistas da saúde ocular, a pessoa começa a perceber que está com dificuldades para enxergar no período da noite ou em ambientes pouco iluminados. Conforme a doença progride, a visão central também piora e o paciente passa a apresentar dificuldade para enxergar até mesmo durante o dia.

ESTUDO APONTA QUE ACUPUNTURA REDUZ A RETINITE PIGMENTOSA

Ainda com poucos tratamentos específicos sobre o assunto e considerada incurável, as pessoas que sofrem de retinite pigmentosa podem encontrar na acupuntura uma ajuda, segundo revelou um novo estudo publicado na Clinical and Experimental Optometry Journal, periódico respeitado mundialmente.

A pesquisa mostrou que a visão dos pacientes melhorou significativamente, tanto a visão global como a adaptação ao escuro e a cegueira noturna (nictalopia). Os pacientes foram submetidos a 10 sessões de acupuntura de 30 minutos cada, ao longo de um período de duas semanas, em pontos específicos na testa e abaixo dos olhos.

"Foram utilizados três métodos diferentes para este estudo: a eletroacupuntura, que é a aplicação de agulhas com estímulos elétricos; a acupuntura localizada, em pontos específicos; e a acupuntura ao longo do corpo, em pontos complementares", explica Dr. Márcio De Luna, especialista em acupuntura há 29 anos.

Os testes mostraram que ambos os olhos de alguns dos indivíduos melhoraram logo após a primeira semana de tratamento com acupuntura, e os resultados duraram entre 10 e 12 meses. Segundo Luna, que é presidente da Associação Brasileira de Acupuntura do Rio de Janeiro (ABARJ), isto mostra que não é interessante se submeter a única sessão de acupuntura, mas ,sim, manter uma regularidade de sessões para que os resultados sejam constantes e eficazes. "Especificamente neste estudo temos como exemplo, que a acupuntura melhorou a visão dos pacientes ao longo de pelo menos 10 meses. Se estes pacientes não dão continuidade subsequente as sessões de acupuntura, fatalmente a visão voltará a ser prejudicada", comenta.

Os pesquisadores concluíram que a acupuntura "implica um risco mínimo se administrada por um acupunturista bem treinado" e possui benefícios mensuráveis significativos na função visual residual em pacientes com retinite pigmentosa, em particular a sensibilidade escotópica, que anteriormente não tinham sido estudados.

Outro estudo mostrou que a medicina chinesa melhorou a atividade do cone da retina em pacientes com retinite pigmentosa, mesmo em casos de degeneração da retina em estágio avançado. Usando eletrorretinogramas, para a investigação, o estudo também concluiu que o tratamento com Medicina Tradicional Chinesa (MTC) poderia aumentar a bioatividade da rede de nervos e, com isso, retardar a progressão da doença e manter a visão central em ordem.

Tratamentos para a retinite pigmentosa com acupuntura e fitoterapia têm demonstrado resultados clínicos positivos em vários estudos. Em um trabalho pioneiro, publicado em 2011, foi descoberto que a acupuntura protege o nervo óptico contra danos causados por uma pressão intra-ocular aumentada. "Isto ocorre porque o método alivia as tensões humóricas sobre os nervos retinianos e ópticos", finaliza Dr. Márcio de Luna, que atende em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ).


Fonte:http://www.cetn.com.br/noticias/retinite-pigmentosa-doenca-ocular-que-atinge-uma-a-cada-quatro-mil-pessoas-no-mundo/20140218093410_I_184

Um estudo piloto de um protocolo de acupuntura para melhorar a função visual em pacientes Retinite Pigmentosa.

Os pacientes com Retinite Pigmentosa são motivados para tentar terapias complementares ou integrativas para retardar a progressão da doença . Auto-relatos dos pacientes A ciência básica , a pesquisa clínica e Retinite Pigmentosa suportam a hipótese de que a acupuntura pode melhorar a função visual.
A, série de casos , estudo piloto prospectivo envolveu 12 pacientes adultos com RP tratado em um centro médico acadêmico com um protocolo padronizado que combinava eletroacupuntura para a testa e abaixo dos olhos e acupuntura para o corpo , em 10 sessões de meia hora mais de duas semanas. Testes de pré - e pós-tratamento incluiu Tratamento Precoce Retinopatia Diabética acuidade visual ( VA) , sensibilidade ao contraste de Pelli- Robson (CS) , campos visuais Goldmann e limiar de adaptação ao escuro estímulo de campo total (FST ) (n = 9). Scotopic Sensibilidade Tester - 1 ( SST- 1 ) - escuro adaptometry foi realizada nos dois últimos indivíduos .
Seis de 12 indivíduos tiveram significativas melhorias mensuráveis, função visual após o tratamento. Três de nove indivíduos testados com FST teve uma significativa 10,3-17,5 dB ( isto é, 13 - a 53 - vezes) melhoria em ambos os olhos , uma semana após a acupunctura , mantido durante pelo menos 10 a 12 meses , o qual foi bem fora típico variabilidade teste-reteste ( IC 95%: 3-3,5 dB ) previamente encontrado em Retinite Pigmentosa. SST- 1 -escuro adaptação foi encurtado em ambos os indivíduos testados , em média, 48,5 por cento em uma semana ( faixa de 36-62 por cento em toda a de 10 a 30 dB) , que estava fora coeficientes típicos de variação inferior a 30 por cento previamente determinados em pacientes com Retinite Pigmentosa e normais . Quatro dos cinco sujeitos com melhorias na sensibilidade escotópicas psicofisicamente medidos relataram melhoras subjetivas da visão à noite ou em ambientes escuros. Um sujeito tinha 0,2 melhoria logMAR em VA ; outro teve melhoria 0,55 logCS . Outro objecto desenvolvido há mais de 20 por cento de melhoria na área dos campos visuais Goldmann . O protocolo de acupuntura foi concluída e bem tolerada por todos, sem eventos adversos ou perda visual.
Acupuntura envolve risco mínimo , se administrado por um acupunturista bem treinado e pode ter benefícios significativos e mensuráveis na função visual residual em pacientes com Retinite Pigmentosa , em particular sensibilidade escotópica , que anteriormente não tinham sido estudados. Estes resultados preliminares sugerem que a necessidade de estudos controlados futuros de mecanismos potenciais.
Optometria Clínica e Experimental Optometristas Associação Austrália .
acupuntura, baixa visão , Retinite Pigmentosa

Fonte : http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24773463
A pilot study of an acupuncture protocol to i... [Clin Exp Optom. 2014] - PubMed - NCBI
PubMed comprises more than 23 million citations for biomedical literature from MEDLINE, life science journals, and online books. Citations may include links to full-text content from PubMed Central and publisher web sites.
NCBI - NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION|POR PUBMEDDEV

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Milionário americano faz doação de 25 milhões de dolares para financiar pesquisas na busca da cura da Retinose pigmentar.

O criador do império Wynn, Steve Wynn, vai doar $25 milhões ao Instituto para a pesquisa da visão da Universidade do Iowa, instituto que passará a ter o nome de Steve Wynn que sofre ele próprio de uma doença que lhe causa dificuldades de visão à noite.

A doação de $25 milhões será feita ao longo dos próximos 5 anos:

Como alguém que sabe em primeira mão o que é perder a visão de uma doença genética e rara dos olhos, quero fazer tudo o que posso para ajudar outros que sofrem de doenças similares. Estou encantado com o ritmo com que o progresso científico tem tido nos últimos anos, e sinto que a hipótese de encontrar uma cura é possível e provável a curto prazo e uma certeza a longo prazo.

Wynn, que tem 71 anos, sofre de retinite pigmentosa, que lhe causa dificuldades de ver à noite.

De acordo com a Associated Press, "o donativo de Wynn dobra o orçamento anual do instituto de $12 milhões. O instituto, que tem 30 investigadores e 100 funcionários, deve dobrar o seu espaço de laboratórios e contratar mais 10 investigadores entre os melhores do ramo."

Fonte:https://pokerpt.com/noticias/2-actualidade/17929-steve-wynn-vai-doar-usd25-milhoes-a-universidade-de-iowa.html

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Colirio é projetado na italia para retardar o avanço da Retinose Pigmentar.

Um colírio projetado para retardar o avanço da retinite pigmentosa acaba de começar testes em ensaios clínicos humanos . A droga contém Nerve Growth Factor humano recombinante ( rhNGF ), uma molécula que os investigadores acreditam que irá ajudar a diminuir a morte de fotorreceptores , potencialmente protegendo e ampliando a visão. O julgamento vai envolver 50 pessoas atendidas em cinco centros clínicos exclusivamente na Itália.
Nerve Growth Factor é uma substância produzida naturalmente pelo organismo . É essencial para a sobrevivência e manutenção das células nervosas . A descoberta deste fator de crescimento foi feito mais de 35 anos pelo cientista italiano Rita Levi -Montalcini e seus colegas , que posteriormente recebeu um Prêmio Nobel. Mais recentemente , a empresa italiana , o Grupo Dompé foi capaz de utilizar a tecnologia de DNA recombinante para sintetizar o factor de crescimento como um tratamento .
Recombinante fator de crescimento neural humana ( rhNGF ) já está sendo testada para tratar outra doença ocular rara , ceratite neurotrófico , uma condição que prejudica a córnea . Esse julgamento tem matriculados 158 pacientes em nove países europeus , embora os dados de segurança e eficácia no início ainda não foi liberado.
O novo julgamento retinite pigmentosa foi apelidado o estudo Lumos . Será um estudo de Fase I / II , que avalia a segurança e eficácia potencial de rhNGF colírio em duas doses ( 60 e 180 ug / ml ) , em comparação com um placebo . Os pacientes com retinite pigmentosa típico será dividida em três grupos . O primeiro será dado colírio com a dose inferior, o segundo uma dose aumentada eo terceiro grupo receberá um placebo ( falso ) o tratamento. O cronograma de acompanhamento para cada paciente é de 24 semanas . Os participantes devem ter a visão de pelo menos 20/100 , em pelo menos um olho, e tem provas documentadas de que a sua perda de visão progrediu nos últimos 12 meses. O primeiro paciente foi recentemente inscrito no Hospital Universitário de Careggi , em Florença.
Para mais detalhes sobre o julgamento , consulte a lista de teste em clinicaltrials.gov

Fonte : http://www.ffb.ca/research/research_news/rhNGF_trial.html

sábado, 19 de abril de 2014

O destino pode me tirar a visão, mas nunca o meu 'direito de viver!

De fato a Retinose agente pode chamar de destino por que agente não escolheu isso para nossa vida, dizem que tudo tem um propósito e eu creio nisto! Eu ainda não descobri o propósito da retinose em minha vida, mas creio que cedo ou tarde terei a resposta para esta pergunta.Mas o mais importante é que eu não perca o otimismo, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão
alegre.Que eu não perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos,
dolorosa.Que eu não perca a luz e o brilho no olhar, mesmo diante da escuridão.
Que eu não perca a garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários
extremamente perigosos.Que eu não perca a beleza e a alegria de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarãodos meus olhos.
Que eu não perca a vontade de ser grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno,e acima de tudo, que eu jamais me esqueça que um pequeno grão de alegria e esperança
dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...
A vida é construída nos sonhos e concretizada no amor!
Já dizia William Shakespeare, O destino é o que baralha as cartas, mas nós somos os que jogamos.

Autor:Paulo Ricardo

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Tratamento de estimulação elétrica dá uma nova esperança a pacientes com retinite pigmentosa


O tratamento estimula a liberação de fatores de crescimento , restaurar a função das células danificadas e área do campo visual.
A estimulação elétrica pode ajudar a retardar a progressão da doença e campo visual restaurar em pacientes com retinite pigmentosa. o primeiro ensaio clínico placebo-controlado , prospectivo, 24 pacientes da Universidade de Tübingen [ Alemanha ] , demonstramos que a terapia de estimulação elétrica (EST) é seguro e eficaz nos estágios iniciais da doença, " Florian Gekeler , MD, disse . " Outros estudos estão em andamento. Um deles é um ensaio clínico grande coorte e está avaliando parâmetros de estimulação e sua eficiência, enquanto a segunda é um estudo multicêntrico, aberto de segurança , onde os pacientes com diferentes estágios da doença estão matriculados , patrocinado pela Okuvision GmbH .
Retinite pigmentosa é uma forma hereditária de degeneração da retina , que ocorre em uma em cada 3.000 a 4.000 pessoas. Perda de campo visual , geralmente , a partir de início da idade adulta , progressivamente leva à cegueira .
" Em pessoas afectadas , as células fotorreceptoras são geneticamente programados para deteriorar-se gradualmente , lentamente no início e , em seguida, muito rapidamente", Eberhart Zrenner , MD, disse . " Não existe um tratamento eficaz para esta condição tem sido até agora disponíveis, mas vários estudos estão actualmente a ser realizada. "
dispositivo EST
A estimulação elétrica é destinada a promover a regeneração celular de fotorreceptores pela liberação de fatores de crescimento endógenos como comprovado em vários estudos em animais . Também tem sido demonstrado que factores de crescimento introduzidos no olho, têm a capacidade de melhorar a função das células danificadas .
Ao invés de injetar fatores de crescimento , que pode induzir o organismo a produzir -los. Os efeitos positivos da estimulação elétrica a este respeito também foram mostrados em estudos de vários centros nos últimos anos " , disse o professor Zrenner .
O novo dispositivo EST OkuStim ( Okuvision ) tem uma marca CE e está atualmente disponível no mercado europeu sob prescrição médica. Potencialmente , que pode ser comprada e utilizada pelo paciente em casa . No entanto , o professor Zrenner e Prof Gekeler recomenda cautela.
"Os resultados têm sido observados até agora apenas em pequenos estudos , eo tratamento deve nesta fase ser feito somente sob supervisão médica , dentro de grandes ensaios clínicos abertos para garantir uma aplicação segura absoluto", disse o professor Zrenner .
resultados encorajadores
O dispositivo proporciona OkuStim EST pequenas quantidades de corrente para a retina por meio de um eléctrodo de fio . O dispositivo compreende uma armação de óculos , como para aplicação do eletrodo de fio e um controlador de estimulação de mão. Um fio , tão fino como um fio de cabelo , é passado através da borda inferior da conjuntiva e da córnea , e uma baixa quantidade de energia entregue é continuamente durante 30 minutos .
"O paciente só sente uma leve sensação de cócegas , mas nenhuma dor ou desconforto ", disse o Prof Gekeler . "Em nosso primeiro estudo, administrado semanalmente tratamento por um período de seis semanas , com visitas de acompanhamento a cada 3 meses . "
O estudo incluiu 24 pacientes com retinite pigmentosa , subdivididos em três grupos: um grupo que recebe um menor grau de estimulação elétrica , um grupo recebendo um maior grau de estimulação elétrica em relação ao limiar Fosfeno individual dos pacientes e um grupo controle com a estimulação sham .
" No grupo que recebeu um estímulo mais elevado , uma melhoria de 20 % no campo visual foi obtido . Houve também uma tendência geral para o ganho de acuidade visual. A maioria dos pacientes era feliz e desejava ter o tratamento repetido " , disse o Prof Gekeler .
Porque retinite pigmentosa é uma doença heterogênea em termos de fisiopatologia e do progresso, a resposta dos pacientes é variável. Um estudo mais aprofundado é necessário estabelecer parâmetros prognósticos para os vários grupos e a quantidade ideal de entrega atual, disse o professor Zrenner .
" O que é importante agora é que temos sido capazes de provar que o tratamento tem um efeito positivo sobre a função da retina e é fácil de aplicar , não invasivo e seguro dentro do cronograma e parâmetros utilizados no estudo ", disse ele .
O único efeito adverso relatado até agora é uma sensação de secura ocular transiente imediatamente após o tratamento , que podem ser tratados com lágrimas artificiais . No entanto , a segurança a longo prazo em relação à estimulação da produção de factor de crescimento terão de ser testados .
" A retinite pigmentosa é uma doença progressiva , e sabendo o mecanismo do tratamento, um estímulo repetido indefinidamente é, provavelmente, o caminho a percorrer ", disse o Prof Gekeler . - Por Michela Cimberle
Para mais informações :
• Florian Gekeler , MD, pode ser contatado pelo Departamento für Augenheilkunde , Universitäts - Augenklinik , Schleichstraße 12 , D- 72076 Tübingen , Alemanha ; +49-7071-2984761 ; fax : +49-7071-294763 ; e-mail : florian.gekeler @ uni- tuebingen.de .
• Eberhart Zrenner , MD, pode ser contatado pelo Departamento für Augenheilkunde , Universitäts - Augenklinik , Schleichstraße 12 , D- 72076 Tübingen , Alemanha ; +49-7071-2984786 Ou 2987311 ; fax : +49-7071-295038 ; e-mail : ezrenner@uni-tuebingen.de .
• Divulgação das informações: Prof Gekeler é investigador principal em estudos sobre EST. Ele não tem interesse financeiro no produto. Prof Zrenner está no conselho consultivo da Okuvision .
Fonte : http://www.healio.com/ophthalmology/retina-vitreous/news/print/ocular-surgery-news-europe-edition/%7B8f25fa7b-db2f-45c5-90d1-20b767b230cb%7D/electrical-stimulation-treatment-gives-new-hope-to-patients-with-retinitis-pigmentosa

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Bate-Papo de amigos com Retinose Pigmentar no SKYPE!

Olá, amigos quero convidar vocês para participar da nossa conferência no skype, esta conferência acontece via chamada de áudio pelo skype, nesta conferência agente reuni um grupo de pessoas portadores de retinose, amigos, familiares de portadores também participam, e neste espaço agente realiza uma troca de informações, e experiências falando sobre as dificuldades do dia a dia onde pessoas contam suas historias de vida falando de suas superações. Amigos vou deixar aqui meu contato skype é só me adicionar lá:(pauloricardo012@hotmail.com), me adicionando pelo skype eu lhe passo mais informações de como participar.

Para quem ainda não conhece esta ferramenta chamada SKYPE vou falar um pouco sobre ela.
O melhor programa para conversas de voz da atualidade é o Skype. Com ele você realiza conversas de voz em tempo real com uma ou mais pessoas ao mesmo tempo. Além disso o Skype não é um programa complicado, dispensa configurações técnicas, funciona com qualquer tipo de acesso Internet, é em português e gratuito. Por isso ele foi o programa escolhido para essas conferências.
Com o Skype você pode se comunicar com outros Internautas em qualquer parte do Brasil e do mundo aproveitando seu acesso Internet e sem pagar nada mais por isso! Basta que você e a outra pessoa tenham o Skype instalado e funcionando.
Siga as orientações abaixo amigo retinoseiro e comece hoje mesmo a conversar com seus amigos através da Internet. Vamos lá?

No video abaixo você confere passo apasso a Instalação e como criar uma conta do Skype:

Faça o download do Skype no seguinte endereço:

http://www.baixaki.com.br/download/skype.htm



Autor:Paulo Ricardo

segunda-feira, 31 de março de 2014

Retinose Pigmentar no Fantástico:Menino de 12 anos embarca em viagem antes de perder a visão.

Asssista a reportagem do fantástico neste link: CLIQUE AQUI!!










Um menino de quatro anos recebeu um diagnóstico duro dos médicos: dali a quatro anos, perderia a visão. Então o pai dele decidiu: era hora de uma aventura inesquecível. Viajar pelo mundo, pro filho ter sempre na lembrança os lugares mais lindos do planeta.
Os olhos dele registraram as melhores férias da vida de Lui. Foram 20 dias nos Estados Unidos. Ele ficou fascinado com o Grand Canion. Não escondeu a alegria diante de Las Vegas. Viu Nova York do alto de um arranha-céu e olhou com uma enorme curiosidade tudo que apareceu na sua frente.
Ao lado do pai e do irmão, Lui viu lugares lindos, que ele sempre sonhou em conhecer. Mas que, aos poucos, estão se apagando diante dos seus olhos. O garoto de 12 anos está perdendo a visão por causa de uma grave doença.
Em uma luta contra o tempo, o pai saiu viajando com dois filhos, Louis e seu irmão, para que o garoto guarde na memória imagens que, talvez, ele não volte a enxergar. É que, pela previsão dos médicos, Louis pode perder totalmente a visão nos próximos quatro anos.
Louis é da Nova Zelândia e, depois de 18 dias rodando pelos Estados Unidos, nos encontramos em Los Angeles, na Califórnia. Aparentemente, Louis é um garoto normal. Ele brincou muito, riu o tempo todo com a equipe do Fantástico, como se nada estivesse acontecendo. Mas o pai conta que ele já perdeu 50% da visão nos últimos meses.
“A visão periférica dele é esta, qualquer coisa mais para os lados ele não consegue enxergar.
E quando escurece, as coisas mais distantes ficam embaçadas para ele”, explica o pai.
Perguntamos quando ele percebeu que havia algo errado com o filho. E ele responde que foi quando Louis tinha 4 anos e parou de enxergar à noite. Este é um dos primeiros sintomas da retinose pigmentar.
“A pessoa vai notando que em ambientes escuros ela não se sente bem. Ela fica pouco orientada, não consegue perceber bem as coisas no escuro”, explica o médico Mário Motta, diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.
A doença atinge a retina, a membrana que envolve o olho. Uma alteração genética nas células provoca a formação de pequenas manchas escuras, que levam, aos poucos, à perda da visão.
Louis tem três irmãos. O que o acompanhou na viagem ainda está bem, mas os outros dois, tem o mesmo problema em estágio bem mais avançado. A diferença é que neles, os primeiros sintomas apareceram mais tarde, e evoluíram mais lentamente.
“Um médico disse pra gente: ‘olha, a doença do Louis está avançando muito rápido. Se vocês querem que ele consiga ver muitas coisas na vida, tem que ser agora’”, conta o pai.
Foi quando um vizinho da família soube da história e decidiu ajudar. Começou arrecadar dinheiro com amigos para o pai a fazer essa viagem, que ele considera fundamental para o futuro do filho.
Ele conta que a ideia é que o filho tenha na sua memória um banco de imagens para servir de referência para quando ele ficar mais velho. Vai lhe dar mais confiança para enfrentar o que virá pela frente.
A história do garoto rodou o mundo, quando a imagem dele em um jogo do Boston Celtics foi divulgada pela televisão americana. É o time do coração de Louis, e que ele sonhava conhecer. O público aplaudiu de pé, quando soube do motivo da viagem pelo autofalante do ginásio.
Louis conta para o Fantástico que ver o Celtics foi o máximo, mas quando perguntamos que imagem ele vai guardar para sempre na sua memória, ele dá uma resposta interessante para quem está perdendo a visão. Aponta o lugar mais iluminado do mundo. “A Times Square, aquelas luzes todas brilhando. Foi emocionante!”, conta.
E o que o deixa mais feliz e com mais medo hoje? “O que me deixa mais feliz nessa viagem é saber que as pessoas estão fazendo coisas legais para eu ter uma vida melhor. O que me deixa triste é o motivo. É difícil pensar no que pode acontecer comigo”, disse.
E parece que ele tenta ao máximo não pensar mesmo. Louis está o tempo todo alegre e faz planos para o futuro.
Ele conta o quer fazer quando crescer: “Alguma coisa ligada a esportes. Eu gostaria de ser jogador de basquete, mas provavelmente eu não terei alguma suficiente”, brinca.
E depois dessa viagem, o que você gostaria de dizer ao pai? “Queria dizer obrigado e queria agradecer minha mãe também”, disse.
“É tudo muito especial”, diz o pai, emocionado.

Fonte:http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/03/menino-de-12-anos-embarca-em-viagem-antes-de-perder-visao.html

sábado, 29 de março de 2014

REATECH 2014: tecnologias acessíveis para pessoas com deficiência, que representam 24% da população brasileira.

Segundo dados do IBGE pessoas com deficiência, formam um grande contingente no país: são mais de 46 milhões de brasileiros, o que corresponde a 24% da população. Cerca de 700 mil pessoas com deficiência estão inseridas no mercado de trabalho e cada vez mais integradas à sociedade, com salário e poder de consumo, gerando crescente demanda por produtos e serviços.

As inovações de tecnologia assistiva sempre são as grandes atrações da REATECH | Feira Internacional de Reabilitação, Inclusão, Acessibilidade e Esporte Adaptado, o maior evento de inclusão social da América Latina, a oportunidade e plataforma de negócios e relacionamento entre as empresas e seus consumidores. Promovida pelo Grupo Cipa Fiera Milano, a 13ª edição será realizada de 10 a 13 de abril de 2014, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Neste ano, a REATECH reúne 300 expositores nacionais e internacionais (Itália, Suíça, Venezuela, China, Taiwan). Com 35mil m2 de área expositiva, oferece aos visitantes atividades culturais e sociais como: palco com shows e desfiles, equoterapia, test-drive de carros adaptados e quadra esportiva além de seminários, workshops e oficinas com profissionais especializados e renomados, com diversas palestras e atividades voltadas para a temática da inclusão social e cultural das pessoas com deficiência.

Com destaques para esta edição o REASEM, com a palestra “Superando as barreiras emocionais que dificultam a aceitação da deficiência” e o REAMED focado em autismo e síndrome de down.

O evento também contribui nas questões da empregabilidade, onde agências de emprego e empresas expositoras disponibilizam mais de sete mil vagas às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, além de receber currículos de candidatos.

Levante a nossa bandeira:

Malu Sevieri, diretora da REATECH, alerta para o objetivo do evento que é trazer um novo olhar sobre a realidade das pessoas com algum tipo de deficiência, que enfrentam dificuldades de acesso no trabalho, saúde, atividades culturais e sociais. Todos estes temas serão discutidos durante os quatro dias da feira, defendendo conceitos e promovendo soluções para sua implantação. “Nossa intenção é que cada visitante da REATECH propague novas ideias, por isso o tema escolhido para esta edição foi “Levante a nossa bandeira”.

Com entrada gratuita, são esperados mais de 50 mil visitantes e público profissional, entre assistentes sociais, profissionais de clínicas e hospitais, educadores, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, pedagogos, terapeutas e estudantes.

www.reatech.tmp.br

SERVIÇO

Reatech | XIII Feira Internacional de Reabilitação, Inclusão, Acessibilidade e Esporte Adaptado
10 a 13 de abril de 2014
ENTRADA GRATUITA
Dias: 10 e 11, das 13h às 21h
12 e 13, das 10h às 19h
Local : Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil

- Transporte Gratuito - Estação do Metrô Jabaquara - Saída de Vans na Rua Nelson Fernandes, 400

Fonte:http://www.maxpressnet.com.br/Conteudo/1,654900,REATECH_2014_tecnologias_acessiveis_para_pessoas_com_deficiencia_que_representam_24_da_populacao_brasileira,654900,5.htm

terça-feira, 25 de março de 2014

Eu e a minha primeira bengala.

Ontem 25/03/2014 peguei pela primeira vez uma bengala na mão.Foi assim, faz pouco tempo que comecei a freqüentar um instituto que faz um trabalho de reabilitação visual, e ontem eu tive minha primeira aula de orientação e mobilidade, e nesta aula aprendi sobre a importância do uso da bengala e umas técnicas de mobilidade foi bem interessante as orientações. Durante a aula a professora fala você quer levar uma bengala para casa? Eu respondo:Ah acho que não, não estou preparado para usar isso ainda.Ah professora fala:Fica a vontade você que decide.Mas chegando no final da aula eu penso quer saber de uma coisa vou levar este negocio, peguei a bengala e levei embora. Quer saber o que sentia e pensava durante tudo isso? Passava um filme na minha cabeça, varias coisas uma delas a que ponto eu cheguei nunca me imaginei nesta condição, mas não tenho para onde correr preciso enfrentar isso de frente não adianta se esconder, eu sei e tenho consciência de que quanto mais eu reluto em não aceitar mais eu sofro. A bengala esta aqui no meu guarda Roupa ainda não vou usar pois de dia andando na rua tenho uma visão relativamente boa, mas tenho muita dificuldade para entrar nos lugares e principalmente a noite, então eu já precisaria usar a bengala até para me identificar como deficiente visual mas vai tentar enfiar isso na minha cabeça, mas sei que é uma questão de tempo quando eu ver que não da mais vou abrir meu Guarda Roupa e pegar minha bengala e dar umas bengaladas por ai. Outra coisa complicada vai ser a desconfiança pelo fato de eu ser baixa visão. Compartilho com vocês uma parte do texto excelente do Manoel Negraes cientista social e portador de Retinose Pigmentar.

(O universo da baixa visão é muito variado e, segundo os especialistas, é formado por 80% das pessoas com deficiência visual. Isso mesmo, apenas 20% das pessoas com deficiência visual são cegas, sendo esta uma informação pouco conhecida. Assim, uma grande parte deste grupo apresenta características diversas, de acordo com o grau e o tipo de perda da visão. Só de retinose pigmentar existem mais de 100 tipos e cada um deles com vários graus de resíduo visual.
Uma primeira informação sobre as pessoas com baixa visão é o fato de usarem ou não a bengala, instrumento que auxilia na locomoção, na autonomia e que, geralmente, é relacionado a uma pessoa que não enxerga nada. Eu, por exemplo, a utilizo, pois minha perda visual apresenta duas características que fazem necessário o seu uso.
Primeira, minha retinose pigmentar atingiu mais a parte periférica da retina do que a central. Na prática consigo ver mais aquilo que está na minha frente do que aquilo que está no chão, correndo o risco de tropeçar bastante ou até mesmo cair em um buraco. Segunda, minha retinose pigmentar causa maior dificuldade de enxergar à noite ou em ambientes mais escuros, o que é conhecido como “cegueira noturna”. Portanto, a bengala se torna fundamental para a locomoção durante o tempo todo, mesmo eu tendo muito mais facilidade de ver e andar durante o dia do que durante a noite.
A partir disso, outra informação sobre o grupo de pessoas com baixa visão é o fato de conseguirem enxergar mais do que as pessoas imaginam e, ao mesmo tempo, menos do que possa parecer. Alguns exemplos: durante o dia eu consigo ver um carro estacionado do outro lado da rua (sem identificar a marca ou a cor); consigo ver as outras pessoas (sem identificar quem é); mas posso não ver um degrau, um buraco, um poste, um galho de árvore. Posso ver a cor da camiseta de outra pessoa, mas posso não vê-la acenar ou piscar para mim. Posso ler um outdoor, mas não ler um panfleto. Enfim, tudo depende do contraste, da luminosidade, das cores, da distância, das formas etc.
Além disso, muitas pessoas com baixa visão não aparentam ter uma perda visual, pois os olhos não apresentam deformidades, como é o meu caso, já que a degeneração ocorre nas retinas, que ficam no fundo dos olhos. Com isso, é comum a desconfiança constante das outras pessoas ao me verem andar com a bengala e, ao mesmo tempo, olhar para elas ao conversar ou desviar de objetos na rua.
Conheço muitas pessoas com baixa visão que não precisam da bengala, mas também conheço muitas que precisam e não aceitam usá-la ou sentem medo e vergonha. Posso dizer, sem receio de errar, que esta desconfiança é um dos principais obstáculos para a aceitação da bengala. Desta desconfiança surgem ameaças e agressões verbais ou físicas – situações que experimento diversas vezes no cotidiano e que me fazem usar os óculos escuros sempre e, dessa maneira, “vestir” o papel social do “cego” tão esperado por todos.
E para ilustrar mais ainda esta situação, cito o exemplo de um amigo advogado, que tem baixa visão e que precisa da bengala somente à noite. A desconfiança em relação a ele é constante, constrangedora e um obstáculo para o seu convívio social saudável, inclusive no seu bairro.
Assim, antes de finalizar este texto, considero fundamental afirmar a importância da bengala e estimular o seu uso quando necessário nos casos de baixa visão. Ela constitui um símbolo historicamente negativo, carregado de preconceitos, mas que proporciona, principalmente, autonomia. E justamente por este motivo deve ser valorizada e vista como instrumento da inclusão e não da dependência e da pena.
Portanto, deixo aqui, para finalizar, duas reflexões: uma em relação ao preconceito. Nem tudo é o que aparenta ser. Não julgue as pessoas com deficiência antes de conhecê-las a partir de estereótipos errôneos que infelizmente já estão cristalizados no imaginário popular. Na dúvida, pergunte, busque informação e colabore para esclarecer e eliminar atitudes preconceituosas. A outra é sobre a bengala, instrumento que, apesar de ser um estigma que gera atitudes, sentimentos e pensamentos que não colaboram para a inclusão efetiva, me proporcionou autonomia, melhorou minha auto-estima e que no dia-a-dia me serve como arma na guerrilha por um mundo que respeite as diferenças de cada um. Espero que todos um dia consigam enxergá-la desta forma, que todos a vejam simplesmente como mais uma característica da diversidade humana.)

Autor: Paulo Ricardo, com um trecho do texto de
Manoel Negraes, cientista social, trabalha na Mobilização Social da Unilehu – Universidade Livre para a Eficiência Humana.